OBESIDADE PODE COLOCAR EM CHEQUE ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL DA POPULAÇÃO

Estudo indica que esforços para conter o excesso de peso hoje influenciam na expectativa de vida do futuro

São Paulo, setembro de 2019 – Os brasileiros estão vivendo mais. Dados indicam que, em 2030, a população idosa será maior do que o número de crianças entre zero e 14 anos1. Um estudo publicado recentemente no Medical Journal of Australia, no entanto, pode influenciar a mudança demográfica pois aponta que a obesidade pode estar relacionada à diminuição da expectativa de vida2.No Brasil, o número de pessoas com com excesso de peso já ultrapassa mais da metade da população3.

Publicado em maio, o levantamento australiano comparou o aumento da expectativa de vida em países como Austrália, Estados Unidos e 18 nações europeias, entre 1980 e 2016. Os pesquisadores correlacionaram esses dados com as taxas de obesidade do mesmo período e de cada um desses países e concluíram a partir da comparação entre o crescimento da taxa de expectativa de vida e aumento da obesidade, é possível indicar que as tendências de longevidade podem ser impactadas pelos esforços atuais para a redução da obesidade4.

A obesidade é causa direta de doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. Com o envelhecimento, as pessoas se tornam mais suscetíveis a essas doenças, comprometendo a autonomia e qualidade de vida. “É muito comum observar as pessoas passarem a vida lutando contra a balança, porém, conforme a idade chega, abrem mão desse cuidado”, explica o Nutricionista do Vigilantes do Peso, Matheus Motta. “O que elas se esquecem é que esse descuido funciona como a janela para o surgimento das doenças crônicas e impacta também em quantos anos há pela frente”.

Patrícia Gama (54) emagreceu mais de 10 quilos com o Vigilantes do Peso e conta que, com a aproximação da melhor idade, ter saúde se torna uma prioridade. “Antes de passar pelo programa e mudar meus hábitos de vida, eu sofria com problemas indiretos do sobrepeso. Dormia mal, tinha problemas intestinais e estava sempre sem energia”.

Hoje, Patrícia fala com entusiasmo sobre como a sua disposição, bem-estar, autoestima e saúde física melhoraram e planeja o futuro: “Em 20 anos, quero ser independente. Terei 75 anos. Quero dançar, viajar, manter e fazer mais amigos. Quero contribuir para o mundo e elaborar novos projetos de vida. E claro, para fazer tudo isso, é preciso ter energia”.

O falso magro

Tão prejudicial para a saúde quanto os quilos extras, a sarcopenia também representa um grande risco para os idosos brasileiros, já que se disfarça na substituição da musculatura por gordura e compromete a saúde dos mais velhos. Segundo um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, o problema está presente em 16,1% das mulheres e 14,4% dos homens acima dos 60 anos, avaliados pelos pesquisadores5.

Acondição, muito comum e tão relevante quanto a osteoporose, é a responsável pela ideia de que, com o passar dos anos, os avós vão ficando menores e mais frágeis. A juventude leva consigo a musculatura e, associado a isso, uma dieta desequilibrada e o sedentarismo contribuem para a substituição da massa magra pela gordura – o que os especialistas chamam de obesidade sarcopênica6.

“A baixa na musculatura por si só aumenta o risco de quedas, causa a diminuição da densidade mineral óssea e também da autonomia”, explica o Nutricionista. “O aumento da gordura no corpo, por sua vez, favorece o aparecimento de doenças crônicas e consequentemente, o risco de morte”.

Patrícia, assim como a maioria das mulheres, nunca ouviu falar em sarcopenia. O Nutricionista explica que “esse desconhecimento por parte da população sobre um problema tão comum e ao mesmo tempo tão importante é o que assusta. As pessoas precisam estar atentas porque quando falamos em longevidade, o número na balança não é o único indicador de saúde”.

Referências

  1. Em 2030, o Brasil terá a quinta população mais idosa do mundo. JORNAL DA USP. Acesso em 04 de setembro de 2019. Disponível em: jornal.usp.br/atualidades/em-2030-brasil-tera-a-quinta-populacao-mais-idosa-do-mundo/
  2. Australia’s health 2016. Australian Institute of Health and Welfare. Acesso em 04 de setembro de 2019. Disponível em: www.aihw.gov.au/getmedia/384eafec-fa90-412d-8c98-b279fddc7911/ah16-4-4-overweight-obesity.pdf.aspx
  3. Vigitel 2018. Acesso em 04 de setembro de 2019. Disponível em: portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/julho/25/vigitel-brasil-2018.pdf
  4. Sobrepeso na terceira idade pode impactar qualidade de vida. CORREIO BRAZILIENSE. Acesso em 04 de setembro de 2019. Disponível em: www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2019/09/03/interna_ciencia_saude,780464/sobrepeso-na-terceira-idade-pode-impactar-qualidade-de-vida.shtml
  5. Sarcopenia em idosos brasileiros. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Acesso em 4 de setembro de 2019. Disponível em:sbgg.org.br/publicacoes-cientificas/sbgg-atual/sbgg-artigos-n-17/sarcopenia-em-idosos-brasileiros/
  6. Precisamos falar de sarcopenia. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Acesso em 4 de setembro de 2019. Disponível em: cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=906

Sobre Vigilantes do Peso

O Vigilantes do Peso faz parte da WW, antiga Weight Watchers, empresa global líder em gerenciamento de perda e manutenção do peso com foco em bem-estar e saúde. Nós inspiramos milhões de pessoas a adotarem hábitos saudáveis para a vida real. Por meio de nossa engajadora experiência digital e Workshops presenciais, os Associados seguem nosso programa sustentável que engloba alimentação saudável, atividades físicas e uma mentalidade positiva. Com mais de cinco décadas de experiência na construção de comunidades e profunda expertise em ciência comportamental, nosso objetivo é oferecer bem-estar para todos. Para saber mais, visite vigilantesdopeso.com.br. Para mais informações sobre nossos negócios globais, visite corporate.ww.com.

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