O CELULAR NA RELAÇÃO DE PAIS E FILHOS


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Muitas vezes falamos do excesso de tecnologia para as crianças, e todos os males e riscos que envolvem essa questão, mas às vezes esquecemos-nos de dialogar sobre os malefícios e os perigos desse uso excessivo de eletrônicos por parte dos pais, que também são graves e preocupantes para o desenvolvimento e vivência da criança em diversos segmentos.

A criação dos filhos é um desafio para muitas famílias, é uma realidade muito difícil e cansativa, independente da idade, afinal, cada fase tem a sua preocupação. A ausência dos pais nessas diversas etapas de crescimento e desenvolvimento pode gerar diversos traumas, comprometer sua saúde emocional e seu comportamento, além de complicações na disciplina escolar.

No contexto familiar, as relações entre pais e filhos estão cada vez mais distantes e se tornando tecnológica. Em muitos casos o uso excessivo de celulares, tablets, aparelhos eletrônicos pelas crianças, está relacionado à falta de atenção dos pais, a carência de relacionamento e de afetividade, pois a criança se sente sozinha, e pode até  se sentir rejeitada.

CELULAR NA DISPUTA DE ATENÇÃO

Em 2014 a revista norte-americana Highlights realizou um estudo com 1.521 crianças, com idades de 6 a 12 anos, que apresentou que 62% das crianças participantes da pesquisa, reclamaram de que seus pais estão sempre distraídos demais para escutá-los. Além disso, os dados do estudo mostraram que a principal causa dessa falta de atenção é o celular, em 28% dos casos, os pais estavam muito entretidos em seus smartphones, que não prestavam atenção em seus filhos, e juntando todos os aparelhos eletrônicos, como celulares, tablets e tv, esse número sobe para 51% dos casos. Isto foi em 2014 e provavelmente hoje os números seriam maiores.

O uso excessivo de celulares pode atrapalhar a convivência e a relação entre pais e filhos, o que pode gerar o distanciamento entre eles, sucedido de um turbilhão de sentimentos por parte dos pequenos, relacionados à falta de importância dos pais com eles, como se estivessem sendo trocados ou traídos, deixados em segundo plano.

“Acredito que os pais permanecendo em rede social e ligados apenas no uso das tecnologias, acabam deixando seus filhos sem atenção, deixam de ensinar e educar, desta forma perdendo a relação entre pais e filhos, deixando uma relação fria e automática.”, conta a Terapeuta Ocupacional Lochaine Karine Sangaletti, pós graduada em cuidados paliativos pela universidade Uni Santa, USP e pós graduada em Gerontologia  pelo Centro Universitário São Camilo.

Outra pesquisa feita pela empresa AVG Technologies, conta que em 87% dos casos, as crianças disseram que seus pais utilizam demais celulares e tablets, e que 32% das crianças, falaram que o comportamento de seus pais era uma atitude que transmitia a sensação de serem ignoradas. A mesma empresa realizou outro estudo com 317 brasileiros,  que contava com mais 5.800 entrevistados ao redor do mundo, que 83% das crianças se sentem trocadas pelo celular, e 56% disseram que se pudessem, gostariam de ser um celular e confiscar os eletrônicos dos pais.

Esses dados mostram como o convívio familiar está cada vez mais deixando de existir, e como a criança se sente imperceptível e insignificante diante aos pais. Uma campanha do projeto da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, chamada “Conecte-se com o que importa”, traz diversas ilustrações com episódios que fazem parte do cotidiano das crianças, com frases como: “Mãe, qual é a senha para conversar com você”, ou “Tem gente solicitando sua amizade dentro de casa”, dentre diversas outras, com o objetivo de conscientizar e alertar os pais da situação, e que mudem seus hábitos.

Em setembro de 2018 na China, uma menina de apenas 1 ano, se afogou por 90 segundos enquanto a mãe estava distraída no celular,  estando apenas poucos centímetros de distância da filha, sem perceber o que acontecia por estar focada na tela, a menina ficou mais de um mês em coma. Na Alemanha, autoridades mostraram dados de que os altos números de afogamentos de crianças no país estão relacionados com o descuidado e a distração dos pais com smartphones.

OS EFEITOS DA AUSÊNCIA DOS PAIS

Os efeitos dessa ausência dos pais podem ser diversos e muito graves, interferindo no desenvolvimento da criança, ainda mais quando são pequenas, principalmente com menos de 3 anos, pois é uma fase em que os pequenos estão em processo de formação de personalidade, e a presença dos pais é primordial para que isso aconteça. Assim,  podem desencadear muitas complicações na parte emocional e psicológica, de maneira a se sentirem  inseguras, sem amparo, tristes, frustradas, com problemas emocionais desde muito novas, além de doenças cognitivas, traumas e dificuldades afetivas.

Quando a criança é muito pequena e sofre pela ausência de uma relação com os pais, ela se torna carente, e as chances dela carregar esses traumas para a vida adulta são muito grandes, modificando sua disciplina, seu comportamento, e dificultando sua aprendizagem. A criança cresce sem vínculo afetivo nenhum com os pais, e também sem diálogo, no qual deveria ser uma forma de entender e ajudar as crianças, perguntar como elas se sentem, quais são seus medos e angústias, criando uma interação entre pais e filhos.

“Uma vez que a criança não receba atenção, educação e todo suporte que é de responsabilidade dos pais e não da escola, as crianças crescem e levam para a vida de adulto, toda carga negativa de não ter recebido a  atenção devida em sua infância.”, completa a terapeuta ocupacional.

 Quando mais velhas, o efeitos estão mais ligados a parte comportamental, a maneira como elas se interagem com as pessoas, a sociedade, ou com qualquer tipo de relação, seja familiar ou até mesmo amorosa. Isso acontece porque a criança ou o adolescente, busca fora de casa a referência que nunca teve, o que potencializa a chance de se espelhar em desconhecidos, ou apresentar até mesmo comportamentos agressivos, por motivação da sensação de abandono.

A Psicóloga Regina Senno Ribas, com atuação na psicologia jurídica e criminal, informa que, “A saúde emocional dessa criança que convive com pais que estão se relacionando com a tecnologia de modo completamente exagerado, isso pode trazer várias questões, vários problemas, interferir negativamente de várias formas, a expressão do afeto, da emoção, de tudo aquilo que a gente não consegue fazer via tecnologia, fica comprometido”.

EXEMPLO DOS PAIS

Muitas vezes os traços de personalidade, de comportamento, e até mesmo os hábitos das crianças, estão relacionados diretamente com a rotina e os costumes dos pais, pois tudo que a mãe ou o pai fazem na prática durante o dia-a-dia, se transforma em exemplo para seus filhos que assistem e observam, e acreditam que aquilo que os pais estão fazendo é o correto. Para as crianças, seus pais são modelo e referência dentro do convívio familiar, assim os pequenos tendem a imitar e refazer grande parte das atitudes feitas por eles.

“O maior risco é a criança se espelhar em um adulto que possua má índole, mau caráter, desonestidade, violência, entre outros,  se espelhando e se transformando em uma pessoa igual, devido à falta de educação e ausência dos pais”, diz a Terapeuta Ocupacional Lochaine.

 Por isso, o modo de vida dos pais e suas ações causam um grande impacto na formação de costumes, valores, e condutas durante a vida das crianças, é através disso que vão moldando sua personalidade e seu jeito. Por isso a importância dos pais em relação aos seus atos dentro do ambiente familiar, não é apenas se fazer presente, mas se comunicar e interagir com seu filho, produzir gestos que transmita para as crianças uma sensação de acolhimento e amor.

TEMPO PARA PARTICIPAR

O modo como os pais se relacionam com a tecnologia também causa uma influência nas crianças, elas tendem a se espelhar nisso e seguir o mesmo caminho, o que pode ser prejudicial ao desenvolvimento dos pequenos, que deviam estar brincando, e fazendo atividades que estimulam seu desenvolvimento, e a criatividade, pois é isso que uma criança deve fazer. O aprendizado que ocorre com o lúdico é muito mais relevante e prazeroso para os pequenos quando os pais se fazem presentes, colaboram, participam e ajudam nas atividades.

A participação dos pais nessas ações é muito significante para as crianças, que além de ser uma maneira de interagir e se divertir, cria relações de afeto e carinho, as crianças se sentem importantes, e amadas com a presença dos pais naquilo que elas gostam de fazer, o que faz muito bem para saúde emocional e comportamental das crianças em qualquer idade. Além de criar e manter um vínculo ativo com os pais, de modo com que a criança tenha confiança para dialogar e se expressar com a família, e também se sentir segura e protegida quando está com medo.

A Psicóloga Regina, conta que existe uma grande diferença quando falamos de ausência e qualidade de relacionamento, que não importa ficar o dia todo junto do filho (a), se não existe qualidade no relacionamento, troca de afeto, nenhuma questão no âmbito emocional e sentimental, também não vale de nada. Temos o exemplo de pais que passam o dia todo fora, mas quando estão com as crianças, têm uma conduta de relacionamento de qualidade, valoriza o diálogo, disponibiliza a oportunidade de troca de sentimentos e de se conhecer.

COMO O BOX KIDS CLUB ESTIMULA A CRIATIVIDADE E RELAÇÕES FAMILIARES

O Box Kids Club veio para resgatar o lúdico, as brincadeiras de criança, e desconectá-los da tecnologia, em busca de um desenvolvimento integral, com muita criatividade e inteligência, trazendo o que tem de melhor para diversão das crianças, seja na leitura, nos jogos, e nas atividades. Para assim formular e reverter essa idéia de mundo conectado, e que diversão é online.

Por meio do desenvolvimento da curiosidade criativa, a caixa do Box Kids Club, além de trazer muita bagunça e alegria, incentiva a prática e o desempenho dos pequenos em diversas vertentes, na criação, no descobrimento, na comunicação, nos movimentos, na exploração e na interação.

Assim, colabora para o desenvolvimento cognitivo e motor, e principalmente na criatividade.

Nosso cérebro esquece 80% do que lemos em menos de 24 horas, mas aprende 80% das coisas que fazemos. Por isto o Box Kids Club promove a brincadeira de fazer, de criar e de promover aquela sensação gostosa das crianças quando dizem ‘fui eu que fiz!’.

Box Kids Club foi criado para promover a criatividade e curiosidade natural das crianças, ajudando os pais que desejam trazer experiências enriquecedoras para seus filhos. Queremos tornar estes momentos prazerosos para as famílias passarem tempo criando, explorando e se divertindo juntos.

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