Destinos regionais, busca pela natureza e momentos com a família são as tendências para o turismo pós-pandemia


19/10/2017- Bahia- Festival Surf Sound vai movimentar o turismo em ItacaréFoto: Mario Nogueira/Ascom Setur

Após ser intensamente impactado pela crise do novo coronavírus, o setor de turismo começa a organizar a retomada pós-pandemia. Levantamentos feitos por diversas entidades apontam que a tendência neste ano é de que o público procure mais por destinos regionais, locais de contato com a natureza e que propiciem momentos em família.

Segundo uma das principais plataformas de hospedagem online do mundo, as reservas para viagens domésticas vêm crescendo em países como Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Coreia do Sul. De acordo com a empresa, a demanda por destinos dentro de um raio de 320 quilômetros de onde residem os usuários cresceu de cerca de um terço para mais da metade do total de reservas.

“A pandemia e o isolamento social estão mudando os hábitos das pessoas. Após esta fase, muita gente deve voltar a atenção para o seu entorno, reconectando-se com áreas próximas e com a natureza, com paisagens naturais das quais tanto se distanciaram nos últimos meses”, afirma Emerson Antonio de Oliveira, coordenador de Projetos Ambientais da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. “Além disso, o turismo regional tem custo mais acessível e este fator também deverá influenciar na escolha dos destinos.”

De acordo com uma pesquisa do TRVL LAB (Laboratório de Inteligência de Negócios em Viagens), o turismo regional e rodoviário será o primeiro a retomar, seguindo o comportamento das pessoas de evitarem viagens longas. Entre os destinos prediletos dos viajantes deverão estar as praias. Além de estarem evitando aglomerações e viagens de avião, os turistas também deverão preferir casas a hotéis para se hospedar.

O turismo de experiência é outra tendência para o pós-pandemia, segundo análise feita pela consultoria Lab Turismo para o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O estudo aponta que os temas saúde, família, humanização, sustentabilidade e hiperconexão darão a tônica do setor a partir de agora.

“Depois desta crise, as pessoas valorizarão mais as relações humanas. Vão querer passar momentos juntos de seus familiares e buscar saúde e bem-estar em ambientes naturais”, aponta Oliveira, ressaltando que o turismo em áreas naturais é uma das agendas estratégicas de atuação da Fundação Grupo Boticário devido ao potencial de promover desenvolvimento socioeconômico ancorado à proteção ambiental.

Ainda de acordo com a análise, a vivência com familiares e amigos será priorizada. Com isso, destinos que estimulem esse tipo de experiência tendem a ter vantagem competitiva. O estudo destaca a tendência de humanização e respeito ao meio ambiente. “A partir de agora, o viajante estará muito mais atento às possibilidades de contribuir com cada destino que visita e deixar uma marca positiva, respeitando seu ambiente e sua sociedade”, afirma o relatório.

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 30 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já doou mais de R$ 80 milhões para mais de 1.600 iniciativas dedicadas à causa da conservação em todo o País. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

Crédito da foto: Mario Nogueira/Ascom Setur

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