Exposição excessiva às telas durante a quarentena pode causar doenças oculares

Oftalmologista do Grupo São Francisco explica que os novos hábitos e atividades por meio de celulares e computadores exigem cuidados básicos para reduzir os danos aos olhos
O período de pandemia e a necessidade de distanciamento social como meio de prevenção à Covid-19 (novo Coronavírus) geraram novos hábitos, intensificando o uso de celulares e computadores para a execução de atividades relacionadas ao entretenimento, estudos e trabalho.

No entanto, essas facilidades podem gerar doenças oculares envolvendo o ressecamento dos olhos, fadiga da musculatura e até o aumento ou desenvolvimento dos casos de doenças como a miopia.

De acordo com Roberto Pinto Coelho, oftalmologista do Grupo São Francisco, que faz parte do Sistema Hapvida, durante a quarentena as pessoas estão passando mais tempo em frente às TVs, aos celulares, computadores, tablets e videogames e o uso excessivo de eletrônicos pode prejudicar a visão.

“Isto porque a lubrificação dos olhos pode ser afetada e o ressecamento pode causar vermelhidão, coceira, irritação, lacrimejamento, sensibilidade à luz e visão embaçada. Para minimizar o impacto, é orientado uso de colírios lubrificantes 4 a 5 vezes ao dia e lembrar-se de piscar os olhos durante o uso do computador”, orienta Coelho.

Outro cuidado recomendado pelo oftalmologista é adotar intervalos entre as atividades para evitar um esforço excessivo da musculatura dos olhos, que aumenta quando o foco é direcionado para as telas eletrônicas.

“Outro problema é o esforço visual. Quanto menor a tela, maior o esforço que o olho faz para focar objetos, que é um trabalho da musculatura interna dos olhos. O foco na tela eletrônica é pelo menos três vezes maior do que o esforço para ler um papel. Durante longos períodos de uso de computadores e tablets são recomendadas pequenas pausas de, pelo menos, dez minutos a cada hora. Nestes intervalos deve-se olhar pela janela e tentar focar objetos distantes. Isso ajuda a relaxar os músculos dos olhos”, indica o médico.

A precaução também é importante para reduzir as chances de desenvolvimento de outras doenças oculares, que podem surgir ou se agravar em virtude dos novos hábitos durante o período da pandemia da Covid-19.

“Pessoas que ficam muito tempo no computador também podem desenvolver miopia. O período de quarentena em si, com três meses, não seria suficiente para provocar a miopia. Porém, pode deixar sequelas comportamentais e, além da fadiga muscular ocular e olho seco, pode agravar a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo”, observa Coelho.

No entanto, de acordo com o oftalmologista, alguns cuidados simples podem contribuir para a prevenção dos problemas. “O ideal é que o monitor do computador esteja a uma distância de 50 centímetros do usuário; limitar o tempo de uso das telas, inclusive TV, para no máximo duas horas diárias; e fazer pequenas pausas para descansar a musculatura ocular”, ressalta o médico.

Já em casos de desconforto ou sintomas que possam indicar algum tipo de problema em relação aos olhos é recomendado buscar orientação de um profissional de saúde, que tem adotado todas as medidas de prevenção para atender aos pacientes.

“É importante procurar um oftalmologista para descartar outros problemas de visão. Os médicos oftalmologistas estão fazendo consultas com as medidas exigidas pela vigilância sanitária, como restrição de pacientes, higiene severa de aparelhos e vestuário adequado”, conclui.

Sobre o Sistema Hapvida

Com 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como o maior sistema de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, América, Promed e Ame, RN Saúde, além da operadora Hapvida. Atua com mais de 30 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 39 hospitais, 194 clínicas médicas, 42 prontos atendimentos, 177 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.
Roberto Coelho, oftalmologista do Grupo São Francisco
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