NEUROCIENTISTA EXPLICA O AUMENTO DOS CASOS DE ATAQUES DE FÚRIA NO CONFINAMENTO

O neurocientista, neuropsicólogo e psicanalista explica com base na ciência o estresse e os ataques de fúria em tempos de pandemia 

Pensando nas pessoas em confinamento, o neurocientista, neuropsicólogo e psicanalista Fabiano de Abreu decidiu abordar a questão de uma outra perspectiva. Segundo o especialista é necessário alertar para o que pode ocorrer durante estes meses que permanecemos confinados às paredes de nossas casas.

“Temperamentos explosivos e ataques de fúria são resultado de uma desordem e mau funcionamento do circuito cerebral resultado do desequilíbrio dos neurotransmissores. Lesões no cérebro, traumas na infância, fator genético, problemas psiquiátricos, distúrbios de personalidade, fatores educacionais, etc.

Podem levar indivíduos a cometerem atos impensáveis impulsionados pelo estresse.”, começa por alterar.

Abreu relembra que nem todos reagimos de igual modo às pressões da situação que se vive atualmente.

“A falta de controle emocional também está vinculada à inteligência emocional; quando o cérebro tem um bom desenvolvimento nas regiões que revelam a inteligência como a região do córtex pré frontal do cérebro, relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, cognição, tomadas de decisões e modulação de comportamento social, este tende a reagir aos efeitos do descontrole químico.”, explica o neuropsicólogo.

Por estes motivos, o estudioso elaborou uma lista de pequenos hábitos que devem ser adotados para que possamos controlar melhor a nossa saúde mental durante o confinamento.

Sono – Dormir oito horas por dia iniciando pela noite e não pela madrugada. Experimente dormir de 23h às 7h durante uma semana e sentirá um grande resultado. Os neurotransmissores melatonina e serotonina são os reguladores do sono, humor, este último da memorização e do bem estar. A melatonina tem a sua produção à noite e a produção de serotonina é regulada pela quantidade de luz, principalmente a luz do sol que atinge a retina.

Utilizar aparelhos eletrônicos que emitem luz na retina à noite, ler informações que trazem pensamentos que ativem a ansiedade e acarretam em insônia, esse comportamentos resultam em um desequilíbrio nesta produção destes neurotransmissores acarretando na desregulação também de outros neurotransmissores já que o funcionamento do nosso cérebro são conexões.

Alimentação – Nossas emoções são influenciadas pela produção de neurotransmissores que fazem a comunicação entre os neurônios. No alimento encontramos aminoácidos essenciais, que não são produzidos por nosso organismo.

Eu indico uma dieta mediterrânea que é facilmente encontrada na internet, para ajudar neste controle e o consumo de iogurtes com lactobacilos vivos para ajudar na harmonia da microbiota intestinal.

Exercício físico – Na nutrição estocamos aminoácidos essenciais para nossos mensageiros químicos, os neurotransmissores, mas há também os aminoácidos não essenciais que são produzidos em nosso próprio organismo. A prática de exercícios físicos ajuda na produção desses mensageiros, que são os neurotransmissores dopamina, serotonina, cortisol, endorfina, todos relacionados ao estresse.

Hábitos – eles são primordiais para o nosso bem estar. O que comemos, a hora que vamos dormir, se vamos nos exercitar, o que faremos para acrescentar benefícios em nossas vidas vem do nosso comportamento, de nossos hábitos. Portanto, a melhor receita para evitar os malefícios mentais é na mudança dos hábitos.

Em jeito de conclusão, Abreu relembra que “É comprovado cientificamente que a mudança de hábitos não só criam novas conexões cerebrais reforçando as sinapses, o que aumenta a longevidade cerebral, como também ajudam na memorização, no equilíbrio da produção de hormônios e neurotransmissores e também em comportamentos de acordo com as praticas dos benefícios citados acima. Buscar hábitos cotidianos que tragam pensamentos positivos e utilizem a ansiedade como benefício para produzir melhor e de forma mais eficaz, é uma maneira de utilizar a inteligência emocional para um melhor bem estar e saúde mental.”.

Sobre o autor
Dr. Fabiano de Abreu – neurocientista, neuropsicólogo, neuropsicanalista, psicanalista, psicopedagogo, nutricionista clínico, especialista em riscos psicossociais, psicologia positiva, neuroplasticista, filósofo, escritor e jornalista.

Registro e currí­culo como pesquisador:
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Fabiano de Abreu
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