Entenda o que é o equinócio da primavera


Quem define o dia e a hora do início e fim das estações do ano são os astrônomos e não os meteorologistas. O tempo meteorológico nem sempre está ajustado com o tempo astronômico. Para a maioria das áreas do Brasil, a primavera significa o retorno da chuva e o aumento do calor. Primavera, na origem da palavra, é o “primeiro verão”.

A primavera de 2020 no Hemisfério Sul (outono, no Hemisfério Norte) tem início no dia 22 de setembro, às 10 horas e 31 minutos, pelo horário de Brasília. Para o uso comum, não científico, a hora e o minuto são suficientes. Mas para o cálculos de astronomia é preciso ter mais precisão e assim, não podemos arredondar a hora.

Para os astrônomos, a primavera de 2020 no Hemisfério Sul (outono no Hemisfério Norte) se inicia também no dia 22 de setembro, mas às 10 horas 30 minutos e 36 segundos (horário de Brasília). Neste dia e hora passamos pelo equinócio da primavera. Neste dia, diversos eventos astronômicos ocorrem e podem ser observados, especificamente, no dia do equinócio ou durante essa bela estação do ano.

O professor e astrônomo, Marcos Calil, explica o que é equinócio da primavera para o Hemisfério Sul.

Por que tão preciso?

Antes de responder essa pergunta, temos que abordar três definições: esfera celeste, eclíptica e equador celeste.

Esfera Celeste: quando observamos o céu, temos a impressão de que acima das nossas cabeças existe uma enorme esfera. Essa esfera é chamada de esfera celeste.

Eclíptica: aparentemente o Sol caminha de leste para oeste. Essa trajetória aparente que a nossa estrela realiza está presa numa linha imaginária chamada de eclíptica. Sendo um pouco mais técnico, a eclíptica é uma linha projetada na esfera celeste que representa a trajetória aparente do Sol observada a partir da Terra.

Equador Celeste: imagine a linha do equador terrestre, que divide o planeta Terra em duas metades, o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte.

Agora, expanda esse equador para o espaço. Isso mesmo. O Equador Celeste é a representação do equador terrestre expandido.

Numa visão geocêntrica e fora de escala, a figura abaixo ilustra esses conceitos.

Definidos os conceitos, agora podemos entender como e quando ocorre o equinócio da primavera no Hemisfério Sul e o equinócio do outono no Hemisfério Norte.

Essa estação inicia quando o centro do disco solar está localizado exatamente entre o plano da eclíptica e o plano do equador celeste. Para o ano de 2020, esse exato momento irá ocorrer em 22 de setembro, às 10 horas 30 minutos e 36 segundos, ou arredondando para o uso comum, às 10h31 pelo horário de Brasília.

Observe esta outra figura que ilustra a posição do Sol no cruzamento da eclíptica com o equador celeste, representado pelo ponto libra (Ω).

Para os mais técnicos, segue aqui a explicação das estações do ano, dada pelo Prof. Kepler de Souza Oliveira Filho e Profa. Maria de Fátima Oliveira Saraiva:

Devido ao movimento de translação da Terra em torno do Sol, o Sol aparentemente se move entre as estrelas, ao longo do ano, descrevendo uma trajetória na esfera celeste chamada Eclíptica. A Eclíptica é um círculo máximo que tem uma inclinação de 23°27′ em relação ao Equador Celeste. É esta inclinação que causa as Estações do ano. (Fonte: http://astro.if.ufrgs.br/tempo/mas.htm)

O que é equinócio?

Do latim, a palavra “equinócio” é descrita como aequus, que significa “igual” e nox, que significa “noite”. Assim sendo, podemos afirmar que equinócio significa duração igual do dia e noite.

É exatamente isso que ocorre no Brasil durante o equinócio da primavera ou do outono. A duração do dia é a mesma que a da noite. No restante do ano, essa duração se modifica, sendo que no Solstício de Inverno ocorre a noite mais longa do ano e no Solstício do Verão ocorre a noite mais curta do ano.

Sobre a Climatempo

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A fusão estratégica dá à Climatempo acesso a novos produtos e sistemas que irão fortalecer ainda mais suas competências e alcance, incluindo soluções focadas nos setores de serviços de energia renovável. O Grupo segue presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 35 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.
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