Desenvolvimento infantil: pets podem ajudar a criar vínculos e senso de responsabilidade

Segundo psiquiatra Regiane Kunz Bereza, os bichinhos podem fazer a diferença na vida das crianças

Companheiros fiéis e amigos leais, os pets são cada vez mais comuns nos lares brasileiros. Segundo levantamentos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pelo menos 2/3 das casas no País contam com a presença de algum animal de estimação. A grande maioria opta pelos cachorros, mas gatos, peixes, aves e pequenos animais exóticos também ganham os corações dos brasileiros.  Entre os principais benefícios, estão a diminuição do estresse e, também, a colaboração para o desenvolvimento infantil.

“A presença dos animais de estimação é importante, pois gera um vínculo de cuidado, carinho e um senso de responsabilidade. As crianças que têm bichinhos de estimação acabam ficando mais alegres porque eles são bastante participativos, principalmente os mais comuns, como cães e gatos”, introduz a médica psiquiatra, doutora Regiane Kunz Bereza.

Com isso, além de ajudar no desenvolvimento cognitivo-comportamental, a presença dos pets também pode colaborar para o tratamento de transtornos psiquiátricos externalizantes, reduzindo, por exemplo, agressividade, explosões de raiva, problemas de conduta como mentiras e comportamento opositor. As crianças que apresentam ansiedade, falta de sono, alimentação desregulada, tristeza, depressão e repetição de perguntas também podem se beneficiar com a amizade dos bichinhos.

“As crianças têm necessidade de contato para o desenvolvimento e como as escolas fecharam, esse contato diminuiu, deixando uma sensação de abandono e solidão. Os sinais de alerta são alterações de comportamento como irritabilidade e agressividade, sintomas de depressão como choro isolamento, tristeza e os sintomas de ansiedade. De alguma forma, os pets podem ajudar a suprir esse sentimento de isolamento e ajudar as crianças a manterem seu desenvolvimento”, complementa a médica.

Porém, a indicação dos pets não deve desconsiderar o bem-estar do animal e a estrutura familiar. Para a doutora Regiane, é importante que os pais ou responsáveis pensem bem antes de ter um pet, sabendo que os bichos também são seres vivos e merecem atenção, cuidado e responsabilidade.

“Depois de pegar um bichinho de estimação, não dá para trocar ou abandonar quando a criança melhorar, por exemplo. É preciso ter muito cuidado na hora de tomar essa decisão de levar um pet para dentro de casa. Quando isso não for possível, o simples convívio com os animais já pode ajudar e funcionar como apoio terapêutico”, reforça a psiquiatra.

Hoje, vários estudos publicados garantem os benefícios de um pet no convívio familiar. Entre os principais pontos estão, por exemplo, um significativo quadro de melhora em pessoas com depressão que adotaram animais de estimação e o auxílio no desenvolvimento do sistema imunológico, evitando alergias e outros problemas respiratórios.

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