Finanças femininas: dicas para manter as contas no azul


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Quando o assunto é organização financeira, para as mulheres, o cartão de crédito ainda é considerado o maior “vilão”.
De acordo com dados de um levantamento realizado pela QuiteJá, plataforma de recuperação de crédito, para 49,06% das mulheres de 18 a 24 anos, o grande motivo das dívidas é devido ao uso do cartão.
Já 24,53% afirmam que as dívidas surgiram com os impactos da pandemia de covid-19, 12,26% apontaram os juros de empréstimo como a causa e 7,55% disseram que as dívidas são decorrentes da diminuição da renda.

Segundo Luiz Henrique Garcia, CEO da plataforma, o brasileiro não tem o hábito de organizar as finanças.
“Entendo que nós brasileiros não somos educados financeiramente. Cometemos erros básicos na questão do nosso consumo. Chegamos muitas vezes a considerar o cheque especial e cartão de crédito como uma extensão da nossa renda. Isso é uma situação extremamente perigosa. Elas são ferramentas importantes no momento de aperto, devem ser utilizadas sempre com parcimônia, sempre com o pé no chão, porque é uma ferramenta importante para o comércio, principalmente o cartão de crédito”.

Ainda de acordo com o estudo, a maioria das mulheres entre 18 a 24 anos (32%) possuem dívidas que podem chegar até R﹩ 1 mil. Já entre as mulheres de 25 a 34 anos, 16,91% as dívidas podem chegar até R﹩ 3 mil. Quando o assunto é planejamento financeiro, 37,61% afirmam que costumam fazer seu planejamento mensal.

Larissa Brioso, educadora financeira da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, destaca que grande parte da população feminina ainda depende financeiramente do parceiro ou não é a pessoa responsável por tomar as decisões de orçamento da casa. Essas condições colocam a mulher num lugar de vulnerabilidade e pode até ser o motivador para que ela não saia de uma relação onde não é mais feliz.

“Conhecimento é poder. Então, para uma vida com liberdade de escolha, a ferramenta chave é o estudo sobre finanças pessoais. É preciso enxergar o dinheiro como um aliado para aprender a utilizá-lo a nosso favor”, destaca Larissa.

Para auxiliar quem tem dúvidas de como começar a se organizar, a educadora financeira destaca as dicas:

• Quite suas dívidas

Se você possui dívidas, o recomendado é que planeje-se para pagá-las o quanto antes. Dentre as principais dicas para realizar isso estão: fazer um melhor controle financeiro, economizar e claro, renegociar suas dívidas. É importante avaliar quais são as dívidas que possui, quais cobram uma maior taxa de juros e buscar quitar essas primeiro.

• Monte uma reserva de emergência

Quando falamos de economizar, definir prioridades e um teto de gastos, montar um planejamento financeiro, fazer um consumo consciente e manter o controle da entrada e saída de dinheiro, são meios eficazes para iniciar uma poupança. Mas, se você já tem uma vida financeira mais equilibrada, definir boas metas financeiras, montar uma reserva de emergência e começar a investir pensando no futuro é fundamental.

• Organize o orçamento

As dicas básicas para organizar o orçamento são: conhecer sua renda líquida, já descontada de tributo, impostos e taxas; entender quais são os gastos fixos e variáveis; estipular uma meta de poupança e um teto de gastos para cada categoria de despesas (essenciais, desejos e investimentos); acompanhar como está gastando seu dinheiro, analisar e mudar o que for preciso para mantê-lo equilibrado, seja reduzindo gastos ou cortando despesas supérfluas.

Larissa destaca que apesar das diversas dificuldades de inclusão e igualdade de gênero, hoje é inegável que as mulheres vêm aprendendo cada vez mais sobre gestão financeira e que os homens têm muito o que aprender com elas quando o assunto é investimentos, mesmo sendo minoria no mercado financeiro, as mulheres ainda são as melhores investidoras.

“Por serem mais conservadoras que os homens e por estarem menos familiarizadas com o mercado financeiro, elas buscam mais informações e, com paciência e olhar crítico, acabam fazendo melhores escolhas. O maior diferencial certamente está na visão de longo prazo, no senso de oportunidade, estudo e cautela que as fazem escolher os melhores ativos financeiros, contornando riscos e minimizando perdas quando possível”, finaliza Larissa.
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