5 dicas para aliviar os sintomas da rinite alérgica no inverno

É só o tempo esfriar que quem sofre com doenças respiratórias, como a rinite alérgica, percebe que as crises se intensificam. E isso não ocorre por acaso.
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No inverno é comum passar mais tempo em ambientes fechados, o que deixa o organismo mais exposto ao contato de vários agentes alergênicos. Além disso, muitas vezes, existe uma diminuição considerável na umidade relativa do ar, aumentando os sintomas de alergia de uma maneira geral, explica a Dra. Brianna Nicoletti, médica alergista e imunologista pela USP.

Segundo a médica, crianças com alergias respiratórias, nesta época do ano, exatamente por piorarem da rinite, têm uma maior incidência de infecções de vias aéreas superiores (como as virais), e podem acarretar complicações como crises de asma. O mesmo acontece com os idosos.

“Os idosos com rinite alérgica persistente pioram principalmente pelo que chamamos de “hiperreatividade nasal” a fatores como mudanças bruscas de temperaturas, por exemplo. E assim como as crianças, também estão mais sujeitos nesta época do ano a infecções de vias aéreas superiores e até inferiores”, acrescenta a Dra Brianna Nicoletti.

O que são alergias respiratórias e como acontecem?

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), a rinite atinge 30% das pessoas. As principais alergias respiratórias são rinite e asma, seguida da conjuntivite alérgica.

A rinite é a inflamação crônica da mucosa de revestimento nasal, caracterizada pela presença de um ou mais dos seguintes sintomas: obstrução nasal, rinorreia, espirros, prurido e hiposmia.

“Os alérgenos inaláveis (mofo, poeira, ácaros, pelos de animais etc.) são uma das principais causas de desenvolvimento e agravamento destas doenças. Estas formas de alergia são hipersensibilidades que adquirimos por herança genética e questões ambientais, e as reações que provocam no nosso corpo são mediadas por uma imunoglobulina (anticorpo) chamada de IgE”, explica a médica.

Para reduzir os sintomas da rinite alérgica nesta época do ano, a médica listou algumas dicas valiosas:

1 – Mantenha o organismo hidratado

O inverno costuma ser mais seco. Por isso, as pessoas com alergias respiratórias, como a rinite, devem aumentar o consumo de água e, também, usar soro fisiológico para hidratar o nariz.

2 – Limpe o ambiente, mas aposente a vassoura

Evitar o contato com ácaro e poeira é uma medida fundamental para reduzir as crises de rinite alérgica. Por isso, evite o uso de vassouras na hora da limpeza, pois elas ajudam a espalhar os fatores alergênicos na superfície. O ideal é usar panos úmidos e aspiradores de pó com filtro HEPA (Hight Efficiency Particulate Air).

3 – Use umidificadores com moderação

Para evitar a secura do clima, o uso de umidificadores é uma boa solução. Porém, quando em excesso, ele pode provocar o surgimento de mofos no ambiente. Para que isso não ocorra, recorra ao uso de bacias ou baldes com água nos cômodos.

4 – Lave as roupas de frio

Os casacos, blusas de lã e edredons passam a maior parte do ano guardados dentro de armários, por conta do nosso clima tropical. Porém, quando o frio chega, eles são os primeiros a serem usados. Para evitar contato com ácaros e poeira, fatores que podem desencadear a rinite alérgica, o ideal é lavar estas peças antes da chegada do inverno e guardá-las em sacos plásticos.

5 – Deixe o ar circular

Quando o tempo esfria, a tendência é fechar as janelas para aquecer o ambiente, certo? Embora a maioria das pessoas recorra a esta prática, o ideal é manter as janelas abertas, deixando o ar circular e diminuindo as crises de rinite alérgica. Faça isso pelo menos por um período do dia.

Prevenir ainda é a melhor maneira de tratar a rinite alérgica e outros tipos de alergias respiratórias. Mas ao sinal do aparecimento de sintomas, busque auxílio de um especialista.
Dra. Brianna Nicoletti

• Médica graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2003)

• Residência médica em Medicina Interna pela Universidade Estadual de Campinas (2006)

• Residência médica em Alergia e Imunologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009)

• Associada à Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia

• Médica Especialista em Alergia e Imunologia do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (desde 2013)

• Integrante da equipe de Qualidade da UnitedHealth Group (desde 2011)
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