Pular para o conteúdo

Senac Barretos

Setembro Amarelo: como reconhecer uma mãe com depressão pós-parto?

Profissional especialista em psicologia materna aponta comportamentos psicológicos e riscos para mãe e filhos

O nascimento de um filho é visto como um momento de grande alegria e emoções positivas para a maioria das mulheres. Porém, a experiência de ter um bebê, por mais que seja marcante e emocionante, é um verdadeiro desafio que pode proporcionar às mães uma “montanha-russa” de emoções, deixando-as suscetíveis a diversos distúrbios psicológicos.

No mês de setembro, o mundo todo se une em prol de conscientizar as pessoas a respeito de temas como suicidio e depressão, no entanto, em uma sociedade que ainda romantiza a maternidade, a saúde mental de mães de recém-nascidos ainda é pouco abordada, apesar de ser um assunto de saúde pública.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 10% das mulheres grávidas e 13% das puérperas sofrem de algum problema de saúde mental, principalmente a depressão pós-parto. Países em desenvolvimento, com maior desigualdade de renda, altas taxas de mortalidade materna e infantil, possuem um índice ainda maior: 15,6% durante a gravidez e 20% após o nascimento da criança, além de apresentar uma maior prevalência de depressão pós-parto. Mas afinal, o que é essa doença e como identificá-la?

Depressão Pós-Parto
Como o próprio nome já indica, a depressão pós-parto ocorre logo após o parto e acontece, principalmente, devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez, o que leva a algumas mamães experimentarem sintomas como desespero constante, sentimento de tristeza, desesperança, perda de interesse em realizar outras atividades, alterações de humor, crises de choro, insônia ou excesso de sono, falta ou excesso de apetite e ainda perda ou ganho de peso.

E apesar de não haver um único fator, uma das principais causas que levam uma mãe a esse diagnóstico é o enorme desequilíbrio de hormônios reprodutivos no pós-parto como o estrogênio e o progesterona, além disso, fatores emocionais e físicos, alimentação inadequada, isolamento, estilo de vida e a falta de apoio do parceiro também podem potencializar esses agentes.

De acordo ainda com a psicóloga Ione Machareth, especialista em psicologia materna, a depressão pós-parto e outras doenças mentais decorrentes no período perinatal apresentam riscos não apenas para a mãe, mas também para o filho, uma vez que podem afetar o desenvolvimento infantil do bebê e dificultar a criação dos laços entre os dois.

“A depressão pós-parto, se não for tratada, pode durar meses ou anos e afetar os vínculos entre mãe e filho, o que pode causar sérios problemas tanto familiares quanto no desenvolvimento da criança. Filhos de mulheres com depressão estão propensos a terem mau comportamento e ainda apresentar falta de apetite, dificuldades para dormir, crises de birra, hiperatividade e até mesmo atrasos no desenvolvimento da fala. Por isso, é muito importante procurar apoio e estar atenta aos sinais da doença”, alerta a profissional.

Vale ressaltar também que os transtornos mentais perinatais não estão relacionados apenas à depressão e a maioria das mulheres podem apresentar outros diferentes problemas de saúde mental como ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, psicose pós-parto, transtorno de pânico e fobias.

A maternidade pode ser um período belo, mas igualmente difícil para a mulher que ainda necessita de todos os cuidados que recebeu durante a gestação. Por isso, a família precisa ser presente, dar suporte e estar atenta ao processo da mãe no pós-nascimento. Além do apoio dos familiares, as mamães também podem buscar amparo em outras iniciativas presentes no mercado materno-infantil.

O Baby Concierge, clube de assinaturas que presta consultoria de maternidade, promove ajuda, educação, conhecimento e ainda oferece descontos, serviços, conteúdos exclusivos e um acervo de colaboradores chancelados para assinantes. Criado durante a pandemia, o empreendimento nasceu a partir da percepção de suas idealizadoras, Isis Grossi, Letícia Dias e Helena Cossich, que identificaram a falta de um espaço único em que mães e pais tivessem acesso a todos os tipos de informações, referentes ao universo da maternidade e da primeira infância.

Segundo ainda Machareth, que também faz parte do acervo de colaboradoras do clube de assinaturas, receber consultorias como a do Baby Concierge pode contribuir para a melhora do quadro depressivo, uma vez que mãe e familiares estarão recebendo os melhores direcionamentos e toda a assistência necessária para superar a doença.

“Contar com apoio profissional durante esse período faz toda a diferença no tratamento. Consultorias como a do Baby Concierge fazem com que a mãe, o pai e todo o núcleo familiar entenda como é importante cuidar do bebê e também da mamãe. A ajuda certa pode transformar todo um quadro, por isso é importante também buscar por essa ajuda”, finaliza.