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Senac Barretos

13º salário deve ter prioridade para pagar dívidas, alerta educadora financeira

O percentual de famílias inadimplentes, ou seja, aquelas que possuem dívidas em atraso, atingiu 30% em setembro, o mais alto da série histórica da pesquisa iniciada em 2010 pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A parcela de famílias endividadas, ou seja, com qualquer dívida em atraso ou não, também bateu recorde no país em setembro, chegando a 79,3%.

Neste cenário, o dia 30 de novembro é esperado por muitos trabalhadores que recebem a primeira parcela do décimo terceiro. O pagamento extra deve ser usado pela maioria deles para quitar as dívidas, segundo pesquisa do Ipead (Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas).

Na opinião da educadora financeira, Carol Stange, renegociar as dívidas é o primeiro passo. Para outros, evitar gastos desnecessários, guardar parte deste benefício ou programar suas despesas do ano seguinte são opções que podem garantir uma vida financeira saudável para os próximos meses. “Com um cenário de inflação, mudança de governo e possível recessão de alguns países, é preciso cautela nos gastos nos próximos meses”, alerta a especialista.

A SEGUIR, CONFIRA 4 DICAS PARA COLOCAR A SUA VIDA FINANCEIRA EM ORDEM:

1. Aproveite para sair das dívidas

Final de ano também significa feirões “Limpa Nome” organizados pelas instituições bancárias e financeiras para quitação de dívidas. Esses feirões costumam ser excelentes oportunidades para quem carregou pesados boletos, carnês e faturas durante os últimos meses e gostaria de entrar no próximo ano livre, sem estar devendo no mercado.

Se a sua dúvida estiver entre “quitar as dívidas ou começar a investir”, preste atenção nos juros cobrados das dívidas versus os juros a serem recebidos nos investimentos. Via de regra, a comparação não é justa (a não ser para o credor da dívida).

1. Elimine as despesas de início de ano

Já pensou como seria bom entrar nos primeiros meses do ano sem as diversas prestações como as do IPTU, IPVA, matrícula e material escolar? E ainda, garantindo desconto em cada um desses pagamentos por que conseguiu pagá-los à vista ou parcelando o menor valor possível? Poupar uma parte do 13o salário para essas despesas cruéis de início de ano é uma boa estratégia para deixar esse novo ciclo financeiro que se inicia, mais leve.

1. Pense com carinho na Reserva Financeira

Essencial na vida de todos nós, a Reserva Financeira é como chamamos o montante correspondente, em geral, de 6 a 12 meses de despesas mensais. Essa Reserva nos protege de possíveis endividamentos e pagamentos de juros abusivos causados, principalmente, por imprevistos financeiros. Títulos Públicos do Tesouro Selic, Fundos DI de taxa zero e CDBs de liquidez diária rendendo pelo menos 100% do CDI cumprem bem essa função.

1. Que tal diversificar um pouco mais?

Não há dívidas no caminho, as despesas de início de ano já estão previstas e dentro do orçamento, e a Reserva Financeira já está constituída? Pois há a chance incrível de fazer o 13o (ou parte dele) trabalhar para você através de investimentos um pouco mais arrojados. Lembre-se que conhecer o seu perfil de investidor é o passo mais importante da sua caminhada pelo mundo dos investimentos, e não se preocupe, os bancos e corretoras fazem esse mapeamento para você no início de todo o processo.

SOBRE CAROL STANGE — Carol Stange é educadora financeira, especialista em investimentos pela Anbima, Analista Técnica de Investimentos CNPI-T e Consultora CVM, Carol Stange já prestou auxílio, consultoria e ministrou cursos (presencial e online) para mais de 1,5 mil pessoas. É co-fundadora do Educadores Financeiros e também multiplicadora do programa de educação financeira “Eu e meu dinheiro” do Banco Central. Carol Stange é idealizadora e criadora da marca “Como enriquecer seu Filho”, com a produção de conteúdo voltado para pais que desejam educar seus filhos através de conceitos práticos de educação financeira.