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Dia das Mães: almoço com receitas de massas ajudam a economizar e a despertar memórias afetivas

Nutricionista do programa Alimente-se Bem, do Sesi-SP, sugere cardápio e fala sobre o movimento Comfort Food

O Dia das Mães geralmente é comemorado no almoço de domingo. A data é sinônimo de comer a famosa “macarronada da mãe”, o “nhoque da avó” e a “lasanha da tia”. Para ajudar nas escolhas, o Alimente-se indica algumas receitas de massas criativas, econômicas e saborosas. São elas:

Macarrão ao molho de melancia

Lasanha de abóbora 

Nhoque de arroz

De acordo com a nutricionista Joice Neris Ribeiro Pozenato, do Sesi-SP, ao combinar melancia e tomate no molho do macarrão, é possível inovar e agregar mais nutrientes. “A preparação concentra maior quantidade de fibras, vitaminas e minerais, pois ambos são fontes de licopeno, um composto bioativo que contém propriedades antioxidantes e ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas, inclusive o câncer”, afirma.

Já no fator economia, a abóbora adicionada na lasanha é um alimento da safra, por isso é mais barata e, na receita de nhoque de arroz, a nutricionista orienta: “Uma opção é juntar as sobras de arroz de outras refeições para compor o preparo.”

Cardápio completo

Outra forma de gastar pouco no almoço é apostar em receitas que utilizam o aproveitamento integral de alimentos, como cascas e talos.

O Alimente-se Bem montou um cardápio para servir no Dia das Mães incluindo uma sugestão vegetariana.

Entrada: Salada de repolho e abacaxi com molho de iogurte

Acompanhamento:

●      opção 1: Bolinhos de frango com espinafre

●      opção 2: Rocambole recheado com palmito

●      opção vegetariana 3: Almôndegas de feijão

Sobremesa: Palha Brasileira

Bebida: Suco de casca de abacaxi com hortelã 

Movimento Comfort Food

A tradição de consumir massas foi trazida pelos imigrantes italianos ao Brasil, no final do século XIX, assim como o costume de sentar-se à mesa para comer em família. Para eles, o sabor, o aroma e a textura presentes nas preparações eram uma forma de aproximar do seu país de origem.

Esta relação que envolve a comida desperta emoções, bem-estar e memórias afetivas, e foi nomeada, na década de 90, como Comfort Food.

Joice explica sobre alguns benefícios desse movimento: “Fazer as refeições juntos valoriza o consumo de alimentos in natura, a cultura alimentar e as receitas de famílias, bem como contribui para os bons relacionamentos.”

Sobre o Alimente-se Bem 

Criado há mais de duas décadas, o programa Alimente-se Bem teve início quando nutricionistas do Sesi-SP começaram a observar o comportamento de desperdício alimentar dos trabalhadores da indústria do estado de São Paulo e seus familiares, que muitas vezes desconhecem as propriedades culinárias de cascas, sementes, talos e outras partes dos alimentos.

Em busca da educação alimentar e nutricional da população, a equipe desenvolveu receitas pautadas nesse aproveitamento, tendo como pilares: a economia, o sabor e os benefícios nutritivos. Aos poucos, o Alimente-se Bem ganhou visibilidade e alcançou milhares de pessoas de todas as idades com a divulgação das receitas em cursos nas cozinhas didáticas e unidades móveis do Sesi-SP, aulas no Canal Futura, bem como em instituições governamentais e não governamentais, e entidades assistenciais e filantrópicas.

Em parceria com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), o programa publicou a primeira Tabela de Composição das Partes Não Convencionais dos Alimentos, com os valores nutritivos de cascas, talos e folhas de algumas frutas e hortaliças.

Confira a linha do tempo em: https://alimentesebem.sesisp.org.br/o-programa/