Busca por informações online cresce junto com a preocupação com saúde e levanta desafios sobre confiabilidade, automedicação e uso seguro de remédios.

A internet deixou de ser apenas um espaço de entretenimento para se consolidar também como a principal referência para milhões de brasileiros que têm dúvidas sobre medicamentos, tratamentos e efeitos colaterais, muitas vezes antes mesmo de consultar um profissional de saúde.
Segundo um estudo recente do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), cerca de 68% dos brasileiros usam o Google para buscar informações sobre medicamentos.
Esse comportamento reflete a popularização do acesso à internet no Brasil e a facilidade de encontrar respostas imediatas sobre temas ligados à saúde. No entanto, essa praticidade traz riscos: a qualidade e a confiabilidade das informações variam bastante, e muitos usuários não verificam a origem dos conteúdos consultados.
Para Michel Melo, gerente de Produtos Digitais da Sara, plataforma digital de bulas online do grupo NC, a tendência revela tanto uma necessidade legítima quanto um risco quando a informação não vem de fontes seguras.
“A internet é hoje o primeiro ‘consultório’ de muitos brasileiros, e isso não é necessariamente ruim. Mas isso só traz benefício quando a informação é oficial, atualizada e facilmente compreensível. Nosso compromisso com a Sara é justamente garantir que, diante da busca por respostas sobre medicamentos, o paciente tenha acesso a bulas digitais confiáveis, em conformidade com os parâmetros da Anvisa”, afirma Michel.
A plataforma Sara foi criada para atender essa demanda, oferecendo acesso gratuito a bulas eletrônicas oficializadas, em conformidade com a RDC nº 885/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com linguagem acessível e foco em usabilidade.
Especialistas em saúde alertam que muitos usuários acabam se baseando em conteúdos incompletos ou sensacionalistas, o que pode incentivar a automedicação ou o uso inadequado de remédios. Pesquisas sobre a qualidade da informação em sites brasileiros indicam que nem todas as páginas apresentam dados científicos sólidos ou claros.
A busca por respostas online também se relaciona a outro desafio nacional: a automedicação. Estimativas recentes indicam que até 86% da população consome medicamentos sem orientação médica, sendo a internet uma das principais fontes de consulta nesses casos.
Diante desse cenário, iniciativas digitais que priorizam informação oficial e confiável, como a Sara, ganham relevância como ferramentas complementares à orientação médica tradicional, ajudando a reduzir riscos e a promover o uso mais seguro de medicamentos.
