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12 dicas para conseguir o visto e trabalhar no exterior

Com mais países abrindo as portas para o trabalho remoto, planejamento e informação são essenciais para evitar erros na solicitação do visto

12 dicas para conseguir o visto e trabalhar no exterior
foto: Freepik

Se antes trabalhar remotamente enquanto vivia em outro país era uma exceção, atualmente o modelo passou a integrar a realidade de milhões de profissionais. Em 2025, cerca de 40 milhões de pessoas já viviam como nômades digitais, segundo o Global Digital Nomad Report. O modelo, antes restrito a poucos perfis, tornou-se uma alternativa concreta para trabalhadores qualificados que buscam mobilidade geográfica sem abrir mão da carreira.

Dados de plataformas especializadas ajudam a dimensionar esse movimento. Um levantamento da Pumble indica que cidadãos dos Estados Unidos representam cerca de 44% dos nômades digitais cadastrados. Em seguida aparecem países como Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Brasil, Austrália, Holanda e Espanha, de acordo com a plataforma Nomad List.

No Brasil, o interesse pelo estilo de vida também cresce. O termo “nômade digital” apresentou aumento de aproximadamente 41% nas buscas entre janeiro e junho de 2025, conforme dados do Google Trends.

Na Europa, Espanha e Portugal despontam como os destinos mais atrativos para brasileiros interessados em adotar o nomadismo digital. Um levantamento da consultoria internacional HAYMAN-WOODWARD, que analisou critérios como exigência de renda mínima, prazos de aprovação e benefícios fiscais em mais de dez países europeus, apontou os dois países como as opções mais equilibradas para esse perfil de profissional.

“O nomadismo digital já se consolida como um componente relevante do trabalho em escala global. Nesse contexto, Espanha e Portugal se destacam para brasileiros por combinarem proximidade cultural e linguística, boa qualidade de vida, custos ainda competitivos em relação a outros destinos europeus e marcos regulatórios que oferecem caminhos claros para residência de longo prazo e eventual cidadania”, afirma o especialista em mobilidade global e CEO da HAYMAN-WOODWARD, Leonardo Freitas.

Na Espanha, o visto de nômade digital — conhecido como Teletrabajo Internacional — exige renda mínima de €2.368 por mês (aproximadamente R$ 15.073). O processo costuma levar cerca de 30 dias, e o visto permite residência por até cinco anos. Um diferencial relevante para brasileiros é a possibilidade de solicitar a cidadania espanhola após dois anos de residência legal contínua.

Já Portugal exige renda mensal mínima de €3.480 para o visto D8, que concede residência temporária com possibilidade de permanência definitiva após cinco anos.

12 dicas para solicitar o visto e trabalhar de qualquer lugar do mundo

Antes de iniciar o processo, é fundamental entender que cada país estabelece critérios próprios para a concessão do visto de nômade digital. Apesar das diferenças, há exigências comuns, como comprovação de renda, vínculo profissional internacional e seguro de saúde. Planejamento e organização fazem toda a diferença para evitar atrasos, indeferimentos e gastos desnecessários durante a solicitação.

  • Entenda os requisitos básicos: incluem comprovação de trabalho remoto, renda mínima, seguro de saúde e antecedentes criminais.
  • Comprove renda estável: por meio de extratos bancários, contratos ou declarações.
  • Tenha vínculo profissional internacional: trabalho remoto com empresas fora do país.
  • Qualificação profissional: diploma ou experiência comprovada.
  • Seguro de saúde internacional: obrigatório em todos os países.
  • Antecedentes criminais limpos: com documentação traduzida.
  • Planeje os custos: taxas, traduções e possíveis assessorias.
  • Documentação completa: contratos, extratos e comprovantes.
  • Verifique prazos: podem variar conforme o país.
  • Entenda as vantagens fiscais: alguns países oferecem benefícios.
  • Considere a livre circulação: no Espaço Schengen.
  • Planeje renovação e cidadania: dependendo do país escolhido.

Movimento que redefine o futuro do trabalho

O nomadismo digital deixou de ser tendência emergente e passou a integrar o mercado de trabalho global. Com países disputando talentos por meio de políticas migratórias mais flexíveis, profissionais qualificados ganharam mais liberdade para decidir onde viver e trabalhar.

“O que se observa é uma ampliação significativa do acesso à mobilidade internacional. Esse cenário já não se restringe a executivos ou investidores e passa a incluir profissionais qualificados de diferentes áreas, que hoje conseguem decidir onde viver sem comprometer sua trajetória profissional. No caso dos brasileiros, esse contexto abre uma oportunidade concreta”, finaliza Leonardo Freitas.