Pular para o conteúdo

Hábitos no uso do ar-condicionado que ajudam a reduzir a conta de luz

Utilizar as funções inteligentes e manter seus filtros sempre limpos são algumas medidas interessantes para tornar o aparelho mais eficiente e consumir menos energia

Créditos: Lazy_Bear/iStock

O ar-condicionado tem deixado de ser um luxo para se tornar uma necessidade nos lares brasileiros. Hoje, cerca de 20% das casas possuem ao menos um aparelho. Ao todo, são 36 milhões de aparelhos instalados no Brasil, sendo que a Agência Internacional de Energia projeta que este número chegue a 160 milhões até 2050.

A redução do estresse térmico é uma demanda urgente para um mundo que esquenta cada vez mais. Contudo, o próprio consumo energético do ar-condicionado contribui para a mudança climática, criando um paradoxo. Logo, adotar hábitos de uso mais conscientes ajuda na eficiência energética e pode significar uma redução na conta de energia elétrica.

Uma boa prática é optar pelos aparelhos equipados com a tecnologia “inverter”. Ela funciona de maneira mais eficiente, reduzindo os picos de energia pelos quais os aparelhos mais convencionais operam. Desta forma, seu consumo é muito menor, porém a temperatura escolhida ainda opera um papel importante no que diz respeito ao consumo energético.

Determinando a faixa de temperatura ideal

Segundo Rodrigo Bernardello, professor da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em entrevista ao jornal O Globo, “para cada 1°C que deixamos [o ar-condicionado] a mais [quente], a economia na conta de luz pode variar de 3% a 10%”. Forçar o aparelho para temperaturas muito baixas causa a falsa impressão de que está esfriando mais rápido.

O ideal é manter o aparelho em uma faixa de temperatura entre 23°C e 25ºC – evidentemente, levando em conta que o aparelho está corretamente dimensionado para o cômodo. Um aparelho pequeno demais em relação ao cômodo trabalhará muito mais e, consequentemente, gastará mais energia para entregar um resultado satisfatório.

Instalação correta ajuda na economia

Deve-se usar a regra de 600 BTUs para cada metro quadrado. Em termos gerais, essa proporção atende bem a maioria dos usuários e das necessidades. Além disso, é importante evitar que o aparelho seja instalado em paredes com muita incidência de sol, principalmente o motor, que é sua parte mais sensível.

Também é importante pensar no ar-condicionado como uma geladeira. Isto é, ele funciona melhor quando é mantido refrigerando um espaço fechado e sem escapes de ar. Na prática, quando está ligado, todas as portas e janelas devem ser mantidas fechadas.

Além disso, não deve ser ligado e desligado constantemente. Aqui entra a mesma lógica da geladeira: deve ser ligado para manter o ambiente refrigerado por um período de tempo. Ligá-lo e desligá-lo só fará com que ele gaste mais energia tentando abaixar a temperatura de um cômodo mais quente, algo que promove os picos de energia.

No mais, é importante manter uma boa rotina de manutenção, o que inclui limpar sempre seus filtros. Filtros e dutos sujos podem entupir passagens importantes do aparelho de ar-condicionado, o que, além de diminuir sua eficiência, também faz com que gaste mais energia elétrica.

Optar por modos inteligentes, como “econômico” e “timer”, para desligar quando não está em uso, por exemplo, é um bom hábito para quem busca economia. Outras opções como “sleep” ajustam a temperatura do aparelho à temperatura do cômodo durante a noite. Seguindo essas dicas, a economia com o ar-condicionado é praticamente certa.