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Fakes com IA crescem 308% em um ano e coloca empresas na mira da desinformação automatizada

Freepik

A disseminação de conteúdos falsos impulsionados por inteligência artificial (IA) entrou em uma nova fase no Brasil, ampliando riscos reputacionais para marcas e lideranças. Dados do 1º Panorama da Desinformação no Brasil, do Observatório Lupa, indicam que deepfakes e outras peças desinformativas geradas por IA passaram de 39 casos em 2024 (4,6% do total de checagens) para 159 em 2025 (25% das verificações), um aumento absoluto de 308% em um ano. O avanço evidencia a rápida escalada do uso de tecnologias generativas para produção de vídeos, áudios e montagens hiper-realistas capazes de simular falas e posicionamentos de executivos e empresas.

Nesse cenário, a chamada “Fake News 2.0” amplia o potencial de dano ao permitir que crises artificiais sejam criadas com aparência de veracidade e ganhem tração em poucas horas. A democratização das ferramentas de IA tornou possível a produção automatizada de conteúdos sintéticos em larga escala, dificultando a distinção entre material autêntico e manipulado e exigindo respostas mais estruturadas por parte das organizações.

Para Rico AraujoCEO da PX/Brasilagência de inovação e marketing integrado, o desafio exige mudança de postura das empresas. “Entramos na era da desinformação automatizada. Hoje, qualquer marca pode ser alvo de um vídeo falso envolvendo seu CEO ou de uma campanha coordenada de comentários negativos. A diferença entre sofrer dano ou sair fortalecido está na preparação”, afirma.

A pesquisa também aponta que em 2025 a tecnologia passou a ser empregada de forma estratégica como arma política, onde em quase 45% dos conteúdos com IA tinha viés ideológico, ante 33% no ano anterior. Com isso, a discussão também ganha relevância à medida que reputação e confiança passam a ser ativos estratégicos ainda mais sensíveis no ambiente digital.

De acordo com Rico, o avanço dos conteúdos sintéticos reposiciona o papel do marketing estratégico, que deixa de atuar apenas na construção de posicionamento e diferenciação competitiva e passa a ter função central na prevenção, monitoramento e resposta a narrativas manipuladas. Segundo o executivo, prevenção e estratégia são determinantes nesse novo contexto. “Mais do que reagir a crises, as empresas precisam estruturar protocolos de blindagem reputacional, consolidar canais oficiais fortes e utilizar tecnologia para monitorar riscos. No ambiente digital atual, proteger reputação é tão estratégico quanto gerar performance”, conclui.

Sobre a PX/Brasil

A PX/Brasil é uma agência de inovação e marketing estratégico que combina criatividade e tecnologia para gerar impacto real nos negócios. Com mais de um ano de experiência na aplicação de inteligência artificial em projetos estratégicos, a PX desenvolve soluções personalizadas com foco em geração de negócios, posicionamento e diferenciação competitiva. Mais informações: https://pxbrasil.com.br