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A anatomia dos golpes digitais: como proteger os seus dados

Atalhos no uso de aplicativos e senhas estão entre os principais fatores de golpes e vazamentos digitais

Atalhos no uso de aplicativos e senhas estão entre os principais fatores de golpes e vazamentos digitais
Freepik

A maioria dos golpes digitais não começa com ataques sofisticados, mas com pequenos atalhos que os usuários adotam no uso cotidiano da tecnologia. O problema é que essa prática, utilizada muitas vezes para ganhar tempo, pode abrir brechas importantes na segurança digital.

O levantamento do Teste Nacional de Privacidade, da NordVPN, mostra que apenas 13% sabem como proteger a rede de Wi-Fi de casa, 19% conhecem formas seguras de armazenar senhas e só 27% conseguem identificar ferramentas online voltadas à privacidade. Em temas mais complexos, como riscos de IA no trabalho ou quais metadados são coletados por provedores de internet, o índice de acertos cai para 11%.

De acordo com Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine Brasil, divisão da Zoho Corporation e fornecedora líder de soluções de gerenciamento de TI corporativo, práticas improvisadas no uso da tecnologia no dia a dia estão entre os principais fatores de exposição dos consumidores a golpes, invasões e vazamentos de dados. “Muitos incidentes de segurança começam com pequenas decisões que parecem inofensivas no ambiente digital”, afirma Dal Aba.

Grandes vazamentos de dados envolvendo usuários no Brasil se repetem ano após ano e atingem informações como e-mails, senhas, números de telefone e dados financeiros, segundo a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Na prática, esse tipo de exposição aumenta o risco de golpes por aplicativos de mensagem, invasões de contas em redes sociais, compras indevidas no cartão de crédito e acessos não autorizados a aplicativos bancários. Nos últimos anos, incidentes envolvendo bancos, grandes varejistas e até órgãos governamentais têm sido reportados com frequência.

As ameaças costumam surgir em situações aparentemente inofensivas, como instalar aplicativos fora das lojas oficiais para liberar funções extras, cliques em links recebidos por mensagens que prometem prêmios ou descontos, ou usar a mesma senha em diferentes serviços. Acessar redes de Wi-Fi públicas não confiáveis também é uma prática comum que pode facilitar a interceptação de dados pessoais.

“O smartphone concentra praticamente toda a vida digital do usuário. Do relacionamento com a família ao acesso a serviços financeiros. Medidas simples, como manter o aparelho atualizado, usar senhas fortes e ativar a autenticação multifator já reduzem significativamente essa exposição”, afirma Dal Aba.

Para reduzir os riscos, Dal Aba recomenda a adoção de medidas simples de segurança, como baixar aplicativos apenas de lojas oficiais de aplicativos, manter sistemas e aplicativos atualizados, criar senhas fortes e diferentes para cada serviço, ativar a autenticação multifator e desconfiar de mensagens inesperadas ou com tom de urgência.

Com o avanço dos serviços digitais e o aumento dos golpes online, Dal Aba defende que mudar pequenos hábitos é uma das formas mais eficazes de proteção. “Quando falamos de segurança digital, pequenas decisões têm um impacto muito maior do que os usuários imaginam.”, finaliza Dal Aba.

Sobre a ManageEngine

A ManageEngine é uma divisão da Zoho Corporation que oferece soluções abrangentes de gestão de segurança e operações de TI para organizações globais e fornecedores de serviços geridos. Empresas estabelecidas e emergentes – incluindo 9 em cada 10 organizações da Fortune 100 – confiam nas ferramentas de gestão de TI em tempo real da ManageEngine para garantir o desempenho ideal da sua infraestrutura, incluindo redes, servidores, aplicações, endpoints e muito mais.

A ManageEngine possui 18 data centers, 20 escritórios e mais de 200 parceiros de canal em todo o mundo para ajudar as organizações a alinhar seus negócios com a TI. Para obter mais informações, visite o site da empresa, siga o blog, LinkedIn e Instagram.