No Dia Mundial do Combate ao Câncer, 08/04, evidências científicas destacam que estilo de vida tem impacto direto no risco da doença e alertam para mitos que ainda desinformam a população

Campinas/SP: Um dos mitos mais difundidos sobre o câncer, a ideia de que emoções como estresse, tristeza ou traumas podem causar a doença, volta a ser contestado pela ciência. Uma metanálise publicada na edição de abril da revista científica Cancer analisou dados de 421.799 participantes acompanhados ao longo do tempo em 22 estudos diferentes, com mais de 35 mil casos de câncer identificados, e não encontrou evidências de relação causal entre fatores emocionais e o surgimento da doença, reforçando que a doença está ligada, principalmente, a aspectos biológicos, ambientais e comportamentais.
O tema ganha ainda mais relevância no contexto do Dia Mundial do Combate ao Câncer, celebrado em 08 de abril, data que chama a atenção para a importância da informação de qualidade na prevenção e no diagnóstico precoce. Para André Sasse, oncologista clínico e CEO do Grupo SOnHe, esclarecer esse tipo de crença é essencial para evitar desinformação e culpa indevida. “Não existe evidência de que tristeza ou estresse causem câncer diretamente. O que pode existir é uma relação indireta, quando pessoas que enfrentam abalos emocionais adotam comportamentos de risco, como tabagismo, compulsão alimentar ou sedentarismo, e são esses fatores que aumentam o risco da doença”, explica. Segundo o especialista, associar o câncer ao estado emocional pode trazer impactos negativos para o paciente. “Essa interpretação leva à culpabilização do paciente, como se ele fosse responsável pelo próprio diagnóstico. O câncer é uma doença multifatorial, que envolve fatores biológicos, ambientais e comportamentais”, afirma.
Nesse cenário, o Grupo SOnHe reforça que a prevenção passa, sobretudo, pela adoção e manutenção de hábitos saudáveis. “Grande parte dos cânceres pode ser evitada com mudanças no estilo de vida. Incentivar a prática regular de atividade física, manter uma alimentação equilibrada, garantir sono de qualidade, evitar consumo excessivo de álcool e não fumar são medidas fundamentais para reduzir riscos e promover saúde”, destaca Sasse.
Outros mitos sobre o câncer que ainda precisam ser superados
Além da relação equivocada com fatores emocionais, outras crenças ainda dificultam o entendimento correto sobre a doença. Uma delas é a ideia de que câncer é sempre hereditário, quando apenas cerca de 5% a 10% dos casos estão ligados à genética, sendo a maioria associada a fatores externos e comportamentais.
Outro mito comum é acreditar que a ausência de sintomas significa que o paciente não tem nenhuma doença. O fato é que muitos tipos de câncer se desenvolvem de forma silenciosa, o que torna os exames de rotina indispensáveis.
Também é equivocado pensar que apenas pessoas idosas desenvolvem câncer, embora a idade seja um fator de risco, a doença pode atingir diferentes faixas etárias, especialmente diante de hábitos de vida inadequados ao longo do tempo. Por fim, há quem acredite que levar uma vida saudável elimina completamente o risco de câncer, quando, na realidade, esses hábitos reduzem significativamente as chances, mas não garantem proteção total, reforçando a importância do acompanhamento médico regular.
Para o especialista, combater a desinformação é uma das principais estratégias no enfrentamento da doença. “Informação correta reduz medo, evita culpa e ajuda as pessoas a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde”, conclui André Sasse.
Sobre o Grupo SOnHe
O Grupo SOnHe – Oncologia e Hematologia é formado por 20 oncologistas e hematologistas que fazem atendimento oncológico alinhado às recentes descobertas da ciência, com tratamento integral, humanizado e multidisciplinar em importantes centros de referência, como o Hospital Vera Cruz, Hospital Santa Tereza, Hospital PUC-Campinas e Vera Cruz Indaiatuba. O SOnHe oferece excelência no cuidado oncológico e na produção de conhecimento de forma ética, científica e humanitária, por meio de uma equipe inovadora e sempre comprometida com o ser humano. Fazem parte do grupo os oncologistas André Deeke Sasse, David Pinheiro Cunha, Vinícius Correa da Conceição, Vivian Castro Antunes de Vasconcelos, Rafael Luís, Susana Ramalho, Leonardo Roberto da Silva, Higor Mantovani, Débora Curi, Amanda Negrini, Laís Feres, Nayara Nardini, Giselle Rocha, Nathalia Monnerat, Thaís Reina e pelos hematologistas Lorena Bedotti, Jamille Cunha, Lucas Weiss, Gessika Gutierrez e Guilherme Machado. Saiba mais: no portal www.sonhe.med.br e nas redes sociais.
