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Caneta emagrecedora causa queda de cabelo? Especialista explica

Entenda a relação entre emagrecimento rápido, déficit nutricional e a saúde dos fios

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Queda de cabelo durante o uso de canetas emagrecedoras, na maioria dos casos, está relacionada ao emagrecimento acelerado e à baixa ingestão de nutrientes, e não diretamente à medicação

A queda de cabelo tem sido uma das queixas mais frequentes entre pessoas que utilizam canetas emagrecedoras, principalmente quando o emagrecimento acontece de forma rápida.

Apesar da associação comum com a medicação, especialistas explicam que, na maioria dos casos, o problema não está diretamente ligado ao uso da caneta, mas às mudanças metabólicas e nutricionais provocadas pela perda de peso acelerada.

Segundo o médico Rafael Reis, a principal causa da queda capilar nesses casos está relacionada ao emagrecimento mal conduzido. Isso inclui restrição alimentar importante e ingestão insuficiente de nutrientes essenciais.

“Na maioria dos casos, a queda não é causada diretamente pela medicação, mas pelo estresse metabólico do emagrecimento, associado à restrição calórica e à baixa ingestão de proteínas”, salienta.

O impacto da alimentação no cabelo

As canetas emagrecedoras atuam reduzindo o apetite, o que é esperado. O problema surge quando a ingestão alimentar cai além do necessário e o organismo passa a não receber nutrientes suficientes.

“A proteína é fundamental para o fortalecimento e crescimento dos fios. Quando há restrição calórica importante, ocorre deficiência nutricional que impacta diretamente o cabelo”, afirma o médico.

Em alguns casos, a redução do apetite pode levar a um consumo muito abaixo do ideal.

“Em alguns casos, a medicação reduz o apetite a ponto de a pessoa praticamente parar de comer, o que pode levar à desnutrição”, diz.

Com menos energia disponível, o corpo entra em um estado de adaptação metabólica e passa a priorizar funções essenciais para a sobrevivência.

“O organismo entra em um estado de economia metabólica, entende que está em escassez e passa a reduzir funções não essenciais. O cabelo está entre as primeiras estruturas afetadas”, enfatiza.

Queda em tufos pode indicar condição

Um dos quadros mais comuns nesses casos é o eflúvio telógeno, caracterizado pela queda acentuada dos fios em um curto período.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema pode ser desencadeado por situações de estresse físico, como dietas restritivas e perda de peso rápida.

“No eflúvio telógeno, vários fios entram simultaneamente na fase de queda. O paciente percebe uma perda mais intensa, muitas vezes em tufos, que pode evoluir rapidamente se não houver intervenção”, alerta o médico.

Quando a queda de cabelo é sinal de alerta

A queda de cabelo raramente aparece sozinha. Em muitos casos, ela é um dos sinais de que o organismo está em déficit nutricional.

“O emagrecimento rápido pode levar à perda de massa muscular, deficiências nutricionais e déficit energético, resultando em sintomas como cansaço e fraqueza”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Queda de cabelo
  • Fraqueza
  • Fadiga
  • Unhas frágeis
  • Pele ressecada
  • Queda de desempenho físico

É possível evitar a queda?

Sim, desde que o processo de emagrecimento seja feito com acompanhamento adequado e estratégia nutricional.

“É possível emagrecer sem prejudicar o cabelo, desde que haja avaliação do metabolismo, planejamento alimentar, ingestão adequada de proteínas e acompanhamento com exames”, conclui.

 

O erro mais comum ao usar canetas emagrecedoras

O uso dessas medicações exige acompanhamento médico e nutricional. Um dos erros mais frequentes é reduzir a alimentação além do necessário.

“A medicação não deve levar o paciente a parar de comer, mas sim a controlar o apetite. Quando a pessoa não consegue se alimentar, geralmente houve excesso na dose”, explica.

Segundo o médico, a pressa ainda é o principal fator de risco.

“O principal erro é tentar emagrecer rapidamente sem estratégia. O corpo não responde bem a esse tipo de abordagem”, afirma.

 

 

Sobre o especialista:

Dr. Rafael Reis é médico, com atuação voltada à saúde metabólica, com foco em estratégias individualizadas e acompanhamento clínico.