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Ar-condicionado representa 47% do gasto de energia em prédios públicos e comerciais no Brasil 

Especialista alerta que falta de monitoramento e falhas simples de manutenção elevam consumo; diagnóstico técnico e sensores de presença estão entre as soluções para reduzir perdas

Créditos: Divulgação

Sistemas de climatização já representam até 47% do consumo total de energia em edifícios comerciais e públicos no Brasil, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Mesmo com esse peso na conta de luz, a gestão desses sistemas ainda é negligenciada em muitas empresas, o que resulta em consumo acima do necessário e perda de eficiência operacional.

Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico, especialista em climatização e CEO do Grupo RETEC, afirma que o problema não está apenas no equipamento, mas na forma como ele é operado. “Grande parte das empresas não monitora o desempenho dos sistemas de climatização. Sem controle e manutenção adequada, o equipamento passa a consumir mais energia do que deveria para entregar o mesmo resultado”, diz.

Onde estão as perdas de eficiência

Parte relevante do consumo elevado está associada a falhas operacionais que passam despercebidas no dia a dia. Equipamentos desregulados, sensores imprecisos, filtros sujos e ausência de automação fazem com que o sistema opere em potência máxima mesmo quando a demanda é menor.

“A climatização sem ajuste por ocupação ou horário gera desperdício contínuo. O sistema trabalha como se o ambiente estivesse sempre cheio, o que não reflete a realidade da operação”, explica o especialista.

A falta de integração com sistemas de gestão predial também contribui para o problema, sem dados em tempo real, empresas não conseguem identificar picos de consumo ou corrigir desvios de desempenho, transformando a climatização em um custo fixo elevado e pouco controlado.

Eficiência energética como decisão de gestão

A redução do consumo passa por medidas técnicas e operacionais que não exigem necessariamente grandes investimentos iniciais. Tecnologias como sistemas inverter, sensores de presença e automação permitem ajustar o funcionamento dos equipamentos conforme a ocupação dos ambientes.

De acordo com Patrick, esse tipo de ajuste pode gerar ganhos expressivos. “Quando o sistema passa a operar de forma inteligente, o consumo se reduz de maneira consistente. A empresa deixa de gastar energia onde não há necessidade e melhora o desempenho do ambiente”, afirma.

Soluções mais avançadas, como sistemas de volume de refrigerante variável e centrais de água gelada modernizadas, podem reduzir significativamente o consumo energético em projetos estruturados, além de diminuir as emissões associadas à operação.

Sinais de que o sistema está consumindo mais do que deveria

Alguns indicadores ajudam a identificar falhas na climatização, contas de energia acima da média, ambientes com temperatura instável, equipamentos operando continuamente e aumento na frequência de manutenção corretiva são sinais recorrentes de ineficiência.

Segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), cerca de 40% das falhas em sistemas de climatização poderiam ser evitadas com manutenção preventiva, o que reforça o impacto direto da gestão técnica sobre o consumo energético.

“Quando o ambiente não estabiliza a temperatura ou o equipamento trabalha sem parar, há um problema. Isso indica desperdício e precisa ser corrigido rapidamente”, afirma o CEO do grupo Retec.

Por onde começar a reduzir custos

O primeiro passo é realizar um diagnóstico técnico do sistema de climatização, avaliando consumo, desempenho e condições dos equipamentos. A partir disso, é possível identificar pontos de ajuste imediato e definir investimentos mais estruturais.

A implementação de controles automatizados também é uma das medidas mais eficazes. Sistemas que ajustam temperatura e operação conforme a ocupação evitam funcionamento desnecessário e reduzem o consumo de energia.

“A empresa não precisa começar trocando tudo. Ajustar a operação, revisar manutenção e implementar controle já gera impacto direto no custo. A climatização precisa ser tratada como parte da estratégia do negócio, pois quando bem gerida reduz despesas, melhora o desempenho das equipes e contribui para resultados mais consistentes”, diz Galletti.

Além da economia, a climatização eficiente melhora as condições internas dos ambientes, reduz afastamentos por questões respiratórias e aumenta o conforto térmico de colaboradores e clientes.

 

Fonte de pesquisa

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-479/topico-521/BEN2024.pdf

Harvard T.H. Chan School of Public Health
https://www.hsph.harvard.edu/news/press-releases/air-quality-cognitive-function-study/

National Center for Biotechnology Information (NCBI)
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4892924/

Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA)
https://abrava.com.br/manutencao-ar-condicionado-importancia/

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes

 

Sobre Patrick Galletti

Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização, pós-graduando em Qualidade do Ar e especialista no “Impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas”, pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de onze anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 44 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).

Para mais informações, visite o Instagram

Sobre o Grupo RETEC

O Grupo RETEC é referência, há mais de 44 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.

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