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Copa de 2026 deve elevar movimento no food service e especialistas apontam cinco estratégias para evitar prejuízos

Grandes eventos esportivos costumam aumentar o fluxo em bares e restaurantes, mas empresários ainda enfrentam desafios ligados à operação, atendimento, equipe e margem de lucro

Créditos: Divulgaçao

A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar o movimento em bares e restaurantes brasileiros, repetindo um efeito observado em edições anteriores do torneio. O aumento do fluxo de clientes, porém, não garante crescimento proporcional no lucro das operações.

Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), divulgado em 2025, aponta que 61% dos empresários do setor ainda enfrentam dificuldade para contratar funcionários, cenário que amplia riscos operacionais justamente em períodos de maior demanda.

Ao mesmo tempo, projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indicam que o e-commerce brasileiro deve ultrapassar R$ 234 bilhões em 2026, consolidando mudanças no comportamento do consumidor e elevando a pressão por agilidade, conveniência e experiência digital também no food service.

Para Athos Vilarins, fundador do Grupo Alpha, grandes eventos esportivos funcionam como um termômetro da eficiência operacional dos restaurantes. Segundo ele, muitos estabelecimentos conseguem aumentar o público durante os jogos, mas perdem faturamento por falhas internas ligadas ao atendimento, demora nos pedidos, desperdício e falta de integração entre salão, cozinha e canais digitais. “A Copa naturalmente amplia o fluxo, mas o lucro depende da estrutura da operação. Tem restaurante cheio que termina o dia com margem apertada porque não consegue manter velocidade, organização e experiência”, afirma.

O cenário ocorre em um momento de transformação no setor. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, mostram avanço do segmento de alimentação fora do lar nos últimos meses, impulsionado pela retomada do consumo presencial, crescimento do delivery e consolidação dos pagamentos digitais. Ao mesmo tempo, empresários convivem com pressão de custos, necessidade de retenção de clientes e aumento da concorrência no ambiente online.

Segundo Athos, o comportamento do consumidor durante grandes eventos também mudou. “Hoje o cliente escolhe onde vai assistir aos jogos analisando ambiente, rapidez no atendimento, facilidade para pedir e experiência. O restaurante deixou de competir apenas por localização ou preço. A operação precisa funcionar de forma integrada”, diz.

Diante desse cenário, especialistas do setor apontam cinco estratégias consideradas fundamentais para bares e restaurantes aproveitarem o aumento de demanda durante a Copa sem comprometer margem e qualidade operacional.

  1. Reforçar a preparação da equipe antes dos jogos

Períodos de pico costumam ampliar erros operacionais quando a equipe não está alinhada. O treinamento prévio do time, definição de funções e organização do atendimento ajudam a reduzir atrasos, perda de pedidos e gargalos na cozinha.

“Em dias de maior movimento, pequenos erros ganham escala rapidamente. O restaurante precisa operar quase como uma linha coordenada”, afirma Athos.

  1. Ajustar estoque e capacidade produtiva

Aumento no consumo exige planejamento mais preciso de insumos, bebidas e itens de maior saída. Falhas de abastecimento em horários de pico podem gerar perda direta de faturamento e desgaste com clientes.

Além do estoque, empresários também têm revisado cardápios para priorizar produtos de preparo mais rápido e maior margem operacional durante transmissões de jogos.

  1. Integrar canais digitais e atendimento presencial

A consolidação dos pedidos digitais mudou a dinâmica do setor nos últimos anos. Restaurantes que conseguem integrar delivery, salão, retirada e sistemas de gestão tendem a operar com mais eficiência em períodos de alta demanda.

Segundo Athos, muitos estabelecimentos ainda tratam os canais de venda de forma separada, o que dificulta o controle operacional. “Hoje o digital faz parte da experiência do consumidor dentro do food service. Quando não existe integração, o impacto aparece diretamente no atendimento e na receita”, afirma.

  1. Criar ações voltadas à retenção de clientes

Especialistas apontam que a Copa não deve ser vista apenas como oportunidade de aumento momentâneo nas vendas. Estratégias de fidelização, programas de relacionamento e campanhas digitais podem ajudar restaurantes a transformar fluxo pontual em recorrência.

A avaliação do setor é que o custo de aquisição de clientes segue elevado, tornando a retenção um fator cada vez mais importante para sustentabilidade financeira das operações.

  1. Priorizar experiência e velocidade no atendimento

Com consumidores mais conectados e maior concorrência entre bares e restaurantes, a experiência passou a ter impacto direto sobre recompra e reputação digital. Tempo de espera, organização da operação e qualidade do serviço tendem a influenciar o faturamento mesmo em períodos de alta demanda.

“A Copa pode aumentar o movimento, mas o cliente continua exigente. O restaurante que conseguir unir velocidade, experiência e organização terá vantagem competitiva mesmo depois do evento”, afirma Athos.

Com atuação voltada ao crescimento de restaurantes por meio de marketing, tecnologia e gestão, o Grupo Alpha afirma já ter atendido mais de 1,5 mil operações no país. O grupo atua em áreas ligadas à aquisição de clientes, conversão de vendas e retenção, buscando apoiar restaurantes na estruturação comercial e operacional diante das mudanças no consumo e da transformação digital do food service.

 

Sobre Athos Vilarins

Athos Vilarins é empreendedor brasileiro com atuação nas áreas de marketing, posicionamento estratégico e crescimento comercial. É CEO do Grupo Alpha, empresa voltada ao desenvolvimento de marcas, expansão de negócios e fortalecimento da presença de mercado de empresários e empresas em diferentes segmentos.

Com foco em performance, vendas e construção de autoridade, Athos participa de projetos ligados à aquisição de clientes, estruturação comercial e estratégias de escala sustentável. Nas redes sociais, compartilha conteúdos sobre empreendedorismo, disciplina empresarial, rotina de alta performance e desenvolvimento de negócios.

Para mais informações acesse, instagram ou linkedin.

 

Sobre a Grupo Alpha

O Grupo Alpha é a maior agência de marketing para restaurantes da América Latina, especializada em estratégias de marketing, crescimento e estruturação comercial, com atuação focada no aumento de faturamento, retenção de clientes e fortalecimento operacional no setor de food service.

Fundada por Athos Vilarins e Gustavo de Oliveira, a empresa já atendeu mais de 1.500 restaurantes, atuando na integração entre marketing, tecnologia e gestão, utilizando dados e estratégias de conversão para ampliar recorrência, tíquete médio e previsibilidade de receita. A empresa também mantém presença ativa nas redes sociais com conteúdos sobre vendas, operação, crescimento de restaurantes, liderança e desenvolvimento empresarial aplicado ao food service.

Para mais informações acesse o assessorialpha.com e  instagram.