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Atenção é a habilidade mais importante para um profissional atualmente. Afirma especialista

Com o tempo de foco cada vez menor e os segundos de atenção disputados pelas redes sociais, a atenção se tornou uma habilidade rara, destaca o mentor estratégico, membro do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e em formação de biohacking e neurociência aplicada, Marcelo Thieme
Créditos: Divulgação

Em um cenário marcado por excesso de estímulos, notificações constantes e hiperconectividade, manter o foco passou a ser um dos maiores desafios da vida profissional moderna. Para especialistas em comportamento e neurociência aplicada, a capacidade de sustentar atenção profunda pode ser hoje uma das competências mais valiosas do mercado de trabalho.

A disputa pela atenção nunca foi tão intensa. Redes sociais, mensagens instantâneas, reuniões simultâneas e consumo acelerado de informações criaram uma rotina fragmentada, onde interrupções acontecem o tempo todo.

De acordo com o mentor estratégico, membro do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e em formação de biohacking e neurociência aplicada, Marcelo Thieme, isso impacta diretamente desempenho, criatividade e capacidade de tomada de decisão.

“A atenção se tornou uma habilidade rara porque vivemos em um ambiente desenhado para fragmentar foco o tempo inteiro. Hoje, quem consegue sustentar concentração por mais tempo possui uma vantagem competitiva enorme”, afirma.

O cérebro não foi feito para excesso de estímulos

Estudos em neurociência mostram que alternar constantemente entre tarefas aumenta a  fadiga mental e reduz eficiência cognitiva. Apesar da popularização da multitarefa, o cérebro tende a perder desempenho quando precisa trocar de foco repetidamente.

“O excesso de estímulos cria um estado contínuo de alerta mental. Isso prejudica a memória, profundidade de raciocínio e capacidade de análise”, explica Marcelo Thieme.

Além disso, plataformas digitais funcionam com mecanismos que estimulam recompensas rápidas, dificultando ainda mais a manutenção da concentração prolongada.

Foco virou diferencial profissional

Em ambientes corporativos cada vez mais acelerados, profissionais capazes de manter clareza mental e atenção sustentada tendem a produzir com mais qualidade e menos desgaste.

“Não é apenas sobre trabalhar mais. É sobre conseguir pensar melhor, tomar decisões mais conscientes e executar tarefas complexas sem dispersão constante”, destaca Marcelo Thieme.

Segundo ele, áreas que dependem de criatividade, estratégia e resolução de problemas são ainda mais impactadas pela perda de foco.

Pequenos hábitos afetam a atenção

Especialistas apontam que a privação de sono, o excesso de redes sociais, as jornadas sem pausas e as sobrecarga de informações contribuem diretamente para uma queda da capacidade atencional média da população.

“O cérebro precisa de recuperação, silêncio e períodos de concentração profunda. Sem isso, a tendência é funcionar apenas em modo reativo”, afirma.

Estratégias simples, como reduzir interrupções, criar períodos sem notificações e organizar prioridades, podem ajudar na melhora do foco.

O futuro valoriza profundidade

Para Marcelo Thieme, em uma era dominada pela disputa por segundos de atenção, a capacidade de concentração tende a se tornar cada vez mais valorizada profissionalmente.

“Em um mundo onde todos estão muito distraídos, conseguir manter atenção virou quase uma super habilidade. A profundidade de foco provavelmente será um dos ativos mais importantes do futuro do trabalho”, conclui.

Marcelo Thieme é engenheiro químico, empresário e mentor estratégico com atuação nas interseções entre biohacking, comportamento humano e performance organizacional. Ex-engenheiro da Unilever, consolidou experiência em ambientes industriais de alta complexidade, com ênfase em processos, insumos e cadeia de valor. Atualmente, é revendedor autorizado da Oswaldo Cruz Química e atua no fornecimento técnico de matéria-prima para fabricação de chapas acrílicas e polímeros industriais.

Estudioso de neurociência aplicada, psicodinâmica estratégica e estruturas de decisão empresarial, desenvolveu um modelo próprio de orientação funcional para profissionais e gestores, unindo engenharia de sistemas, comportamento humano e crescimento organizacional orientado por dados.

Como mentor, estrutura jornadas de evolução técnica e financeira com foco em posicionamento funcional, gestão de mentalidade e arquitetura de performance replicável. Atua com base em princípios de engenharia interpretável, inteligência aplicada e influência simbólica.