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5 mentiras que ainda são contadas sobre o lifting facial

Médico explica o que é mito sobre recuperação, preenchimentos, anestesia, rugas e segurança do procedimento

mulher de meia-idade com touca cirúrgica e marcações brancas sob os olhos enquanto mãos enluvadas tocam sua face

O lifting facial ainda é cercado por dúvidas e informações equivocadas que podem influenciar a decisão de quem considera realizar uma cirurgia para tratar a flacidez e os sinais do envelhecimento. Entre os principais mitos estão a ideia de que o paciente precisa ficar meses afastado de suas atividades, que o preenchimento pode substituir a cirurgia e até que o procedimento pode ser realizado com segurança em qualquer consultório.

Segundo o Dr. Carlucio Ragognete, médico especialista em cirurgia plástica da face, entender o que o lifting pode ou não proporcionar é fundamental para alinhar expectativas e tomar decisões mais conscientes.

“O lifting facial é uma cirurgia que atua principalmente no reposicionamento dos tecidos e no tratamento da flacidez. Ele não deve ser encarado como um procedimento que vai resolver todas as alterações do envelhecimento ou como uma solução igual para todos os pacientes”, explica.

Confira, a seguir, cinco mitos sobre o lifting facial esclarecidos pelo especialista:1. “Depois do lifting, você fica meses sem poder sair de casa”

A recuperação exige cuidados e um período de afastamento, mas isso não significa permanecer isolado por meses. Em muitos casos, cerca de duas semanas podem ser suficientes para a retomada de atividades sociais e profissionais mais leves. O período, porém, varia conforme a extensão da cirurgia e a evolução de cada paciente.

“O tempo de recuperação não é igual para todo mundo. É preciso respeitar o processo individual de cicatrização e seguir as orientações médicas. O fato de o paciente poder retomar algumas atividades depois de determinado período não significa que a recuperação tenha terminado”, afirma Carlucio.2. “Se fizer preenchimento antes, não precisa de lifting”

Preenchimentos e lifting facial têm objetivos diferentes e um procedimento não necessariamente substitui o outro. Enquanto o preenchimento atua principalmente na reposição de volume em pontos específicos, o lifting busca reposicionar os tecidos da face e tratar alterações relacionadas à queda e à flacidez.

“São tratamentos que atuam em problemas diferentes. Em alguns casos, o preenchimento pode ser indicado, em outros, existe uma indicação de reposicionamento dos tecidos. E há pacientes em que os tratamentos podem ser complementares. A decisão depende da anatomia, das características do envelhecimento e dos objetivos de cada pessoa”, explica o médico.3. “A anestesia é extremamente perigosa e você pode não acordar”

Como qualquer procedimento médico, a anestesia envolve riscos. No entanto, a segurança depende de uma avaliação adequada antes da cirurgia, da definição da estratégia anestésica e do acompanhamento contínuo durante o procedimento. Antes da operação, as condições clínicas do paciente e os exames necessários são avaliados. Durante a cirurgia, o médico anestesista acompanha continuamente os sinais vitais e as condições clínicas do paciente.

“Não existe procedimento cirúrgico sem risco, e esconder isso também não ajuda o paciente. O importante é que os riscos sejam identificados previamente e que sejam adotadas medidas para reduzi-los. Segurança começa na avaliação e continua durante todo o procedimento”, destaca Carlucio.4. “O lifting tira todas as rugas”

O lifting facial não tem como objetivo eliminar todas as rugas. A cirurgia atua principalmente no reposicionamento dos tecidos e no tratamento da flacidez provocada pelo envelhecimento. Rugas, textura e qualidade da pele são alterações diferentes e podem demandar abordagens complementares.

“O paciente precisa entender que envelhecimento não é uma única alteração. Existe flacidez, perda ou redistribuição de volume, mudanças na qualidade da pele e formação de rugas. O lifting pode tratar uma parte importante desse processo, mas não significa apagar todas as marcas do tempo”, afirma o especialista.5. “Lifting facial pode ser feito tranquilamente em qualquer consultório”

Por se tratar de um procedimento cirúrgico, o lifting facial deve ser realizado em ambiente adequado para cirurgia, com estrutura, equipamentos e suporte compatíveis com a complexidade do procedimento. Além da equipe cirúrgica, são necessários monitorização, suporte anestésico e recursos para atender prontamente eventuais intercorrências.

“A segurança de uma cirurgia começa muito antes da primeira incisão. A escolha do ambiente, a estrutura disponível, a equipe e o planejamento anestésico também fazem parte da segurança do paciente. Não é apenas sobre quem realiza a cirurgia, mas sobre todo o contexto em que ela acontece”, conclui Carlucio.

Sobre o Dr. Carlucio Ragognete

Carlucio Ragognete é médico especialista em cirurgia da face, com mais de 20 anos de experiência e atuação reconhecida nacional e internacionalmente. Formado pela Universidade do Vale do Sapucaí, com especialização em Otorrinolaringologia, construiu carreira sólida com foco em cirurgia plástica facial estética e funcional. Foi coordenador de pós-graduação na área por quase uma década e atua como palestrante em eventos científicos no Brasil e no exterior. À frente da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo, é referência em técnicas avançadas de rejuvenescimento com resultados naturais, unindo precisão científica e sensibilidade estética.

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