Transformações tecnológicas ampliam a busca por profissionais capazes de combinar domínio de dados, pensamento crítico e capacidade de decisão

A rápida difusão da inteligência artificial nas organizações começa a alterar não apenas processos e modelos de negócio, mas também o conjunto de competências valorizadas no mercado de trabalho. Em um ambiente em que sistemas automatizados passam a atuar lado a lado com profissionais humanos, a distinção tradicional entre hard skills, ligadas ao domínio técnico, e soft skills, associadas às habilidades emocionais e comportamentais, já não explica plenamente o que diferencia profissionais e equipes.
Nesse contexto, ganha espaço o conceito de hybrid skills, competências que combinam domínio técnico e capacidades humanas avançadas. Já consolidadas no debate internacional sobre o futuro do trabalho, essas habilidades passam a ganhar maior densidade também no Brasil à medida que empresas ampliam a adoção de inteligência artificial em suas operações. O diferencial competitivo tende a se concentrar na capacidade de conectar tecnologia, análise e julgamento humano, reunindo competências como alfabetização em dados e IA, pensamento crítico na interpretação de informações complexas, inteligência emocional, resolução criativa de problemas e habilidade para colaborar em ambientes em que humanos e sistemas automatizados atuam de forma integrada.
Para Júnior Borneli, fundador da escola internacional de negocios StartSe, o avanço da inteligência artificial tende a reorganizar a forma como competências profissionais são definidas e valorizadas. “Durante muito tempo o mercado tratou habilidades técnicas e habilidades humanas como campos separados. Com a presença crescente da inteligência artificial nas empresas, essa divisão começa a perder sentido. O profissional que se destaca hoje é aquele capaz de compreender tecnologia, trabalhar com dados e, ao mesmo tempo, exercer julgamento, criatividade e capacidade de decisão.”
Segundo Borneli, a disseminação de sistemas automatizados não reduz a importância do conhecimento técnico, mas altera a forma como esse conhecimento gera valor dentro das organizações. “Ferramentas baseadas em IA conseguem executar diversas tarefas técnicas com rapidez e escala. Isso não torna o conhecimento irrelevante, mas desloca o diferencial competitivo para a capacidade de interpretar resultados, fazer perguntas melhores e aplicar discernimento humano em decisões complexas.”
Na avaliação do executivo, esse movimento também tende a transformar a lógica de desenvolvimento profissional nas empresas. “À medida que humanos e sistemas inteligentes passam a atuar como parte de um mesmo processo produtivo, cresce a importância de profissionais capazes de transitar entre análise, tecnologia e interação humana. O desafio das organizações passa a ser desenvolver ambientes em que essa combinação de competências seja cultivada de forma contínua.”
Prêmio valoriza a integração de humanos e IA
Nesse contexto, a StartSe anunciou o Hybrid Skills Awards 2026, iniciativa criada para reconhecer organizações que já incorporaram de forma estruturada a colaboração entre inteligência humana e inteligência artificial em seus processos de trabalho. A proposta é identificar empresas que ultrapassaram a fase inicial de experimentação tecnológica e passaram a produzir mudanças concretas na forma de operar e tomar decisões.
Diferentemente de premiações voltadas apenas à inovação tecnológica, o reconhecimento considera aspectos como maturidade organizacional na integração entre pessoas e IA, transformação cultural, impacto dos projetos implementados e responsabilidade no uso de tecnologia. As empresas inscritas passam por uma análise que inclui diagnóstico de maturidade híbrida e avaliação do impacto das iniciativas no cotidiano do trabalho.
A premiação ocorrerá no StartSe RH Leadership Festival 2026, que acontece nos dias 26 e 27 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo executivos, especialistas e líderes de recursos humanos para discutir os impactos da inteligência artificial, da automação e das novas competências profissionais na transformação das organizações.
Sobre a StartSe
Fundada em 2015, a StartSe é a primeira Escola Internacional de Negócios criada para formar líderes preparados para um mundo em constante transformação. Com hubs no Vale do Silício, China, Israel, Portugal e São Paulo, oferece experiências imersivas e práticas com os principais especialistas em inovação global. Seus programas conectam profissionais aos centros que estão moldando o futuro dos negócios, apoiados por um modelo exclusivo — o StartSe Flywheel, Metologia de Sinais, Licenças e dimensões — que traduz a dinâmica da nova economia e prepara empresas e lideranças para antecipar tendências e gerar impacto real. Saiba mais no nosso site https://www.startse.com/sobre-
