Lenda do basquete brasileiro, ex-jogador morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos, em São Paulo

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nestasexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Considerado um dos maiores atletas da história do esporte brasileiro, o “Mão Santa” estava sob cuidados médicos após apresentar um mal-estar no mesmo dia. A causa da morte não foi oficialmente divulgada até a última atualização desta reportagem.
Oscar construiu uma trajetória única no esporte. Foi o maior cestinha da história da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos — de Moscou-1980 a Atlanta-1996. Com 1.093 pontos, mantém até hoje o recorde de maior pontuador da história do torneio olímpico de basquete.
Nos últimos anos, sua história também foi marcada por uma batalha fora das quadras. Em 2011, o ex-atleta foi diagnosticado com um tumor cerebral, condição que o levou a passar por cirurgias e tratamentos ao longo da década seguinte. Em 2022, anunciou ter concluído o tratamento e recebido alta médica.
Câncer cerebral: um desafio silencioso e complexo
Em nota a família relembrou a luta contra o câncer travada pelo atleta ao longo dos últimos 15 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 11 mil novos casos de tumores do sistema nervoso central — grupo que inclui os cânceres cerebrais – por ano. Eles representam cerca de 4% de todos os diagnósticos de câncer no país, mas estão entre os mais desafiadores do ponto de vista clínico.
“Apesar de menos frequentes, os tumores cerebrais têm comportamento muitas vezes agressivo e exigem diagnóstico precoce para melhores resultados”, afirma o oncologista Flávio Brandão, da Oncoclínicas&Co.
Segundo o especialista, esses tumores podem ser classificados como primários — quando se originam no próprio cérebro — ou secundários, quando resultam de metástases de outros órgãos, como pulmão e mama.
“Entre os principais tipos, destacam-se os meningiomas, que surgem nas meninges, e os gliomas, derivados das células da glia. Já o glioblastoma é a forma mais agressiva”, explica.
Sintomas variam e podem atrasar diagnóstico
Um dos principais entraves no enfrentamento da doença é o reconhecimento dos sintomas, que dependem da localização do tumor e podem ser confundidos com outras condições neurológicas.
Entre os sinais mais comuns estão:
- dores de cabeça persistentes
- náuseas e vômitos
- convulsões sem histórico prévio
- alterações cognitivas ou de comportamento
- dificuldades motoras ou de fala
“Como esses sintomas são inespecíficos, o diagnóstico pode ser tardio. Por isso, quadros persistentes ou progressivos devem ser investigados com exames de imagem, especialmente a ressonância magnética”, diz Brandão.
Tratamento e avanços
O tratamento depende do tipo, da localização e da extensão do tumor. Em geral, envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, além de terapias mais recentes em casos selecionados.
“A cirurgia, quando possível, é a principal estratégia. Mas o cuidado precisa ser multidisciplinar, incluindo reabilitação e suporte ao paciente”, afirma o oncologista.
Apesar dos avanços, os índices de sobrevida ainda são limitados, especialmente nos tumores mais agressivos. No caso do glioblastoma, por exemplo, a taxa de sobrevida em cinco anos permanece inferior a 10%.
Legado dentro e fora das quadras
Mais do que números, Oscar Schmidt deixa um legado de protagonismo no esporte e de enfrentamento público de uma doença complexa. Ao longo dos anos, transformou sua experiência com o câncer em uma narrativa de resiliência, aproximando o tema de milhões de brasileiros.
Sobre a Oncoclínicas&Co
A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.
