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Modelo de reindustrialização de móveis escolares já gerou economia de mais de R$ 3 milhões para escolas

Reescola, empresa brasileira especializada em mobiliário educacional, consolida modelo industrial inédito na América Latina com mais de 235 escolas atendidas e 14 toneladas de CO₂ evitadas

Créditos: Divulgação

São Paulo, março de 2026 – Com 178,8 mil escolas de educação básica em funcionamento no Brasil, segundo o Censo Escolar 2025, a renovação de mobiliário continua sendo uma despesa recorrente para redes públicas e privadas que precisam modernizar salas de aula sem pressionar ainda mais o orçamento. Nesse cenário, a Reescola, empresa brasileira especializada em mobiliário educacional, vem consolidando um modelo industrial ainda pouco explorado na América Latina ao transformar mesas e cadeiras que seriam descartadas em novos conjuntos prontos para uso.

A operação já atendeu mais de 235 escolas, comercializou mais de 3.500 móveis escolares reindustrializados, gerou economia superior a R$ 3 milhões para instituições de ensino e evitou a emissão de cerca de 14 toneladas de CO₂. Para Laura Camargos, CEO da Reescola e biotecnologista, o tema ganha relevância justamente porque a demanda por infraestrutura escolar de qualidade convive com limites financeiros cada vez mais claros no setor educacional.

“Nosso propósito é usar a economia circular a favor da educação do país. Quando a escola economiza com a mobília, ela ganha espaço para direcionar recursos a outras frentes que também impactam o ensino, como tecnologia, formação e melhoria do ambiente de aprendizagem”, afirma.

Em vez de substituir integralmente os móveis, o processo da empresa reaproveita a estrutura metálica original de mesas e cadeiras escolares. As peças passam por triagem, recuperação, lixamento, higienização, preparação de superfície e nova pintura industrial. Depois disso, os conjuntos recebem assento, encosto e tampo novos, sendo este último produzido em MDF de fabricação própria. O resultado, segundo a empresa, é um mobiliário reindustrializado com padrão adequado de qualidade e durabilidade.

Os conjuntos são vendidos a partir de R$ 259,99 por unidade, enquanto um mobiliário escolar novo no mercado costuma custar entre R$ 500 e R$ 600. Em uma única sala de aula, o investimento em mobiliário novo pode chegar a cerca de R$ 18 mil, valor que ajuda a explicar por que muitas escolas acabam adiando melhorias estruturais.

O mercado potencial é amplo. Além das quase 180 mil escolas em operação no país, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) mantém atas de registro de preços para aquisição de mobiliário escolar por estados e municípios, evidenciando que a equipagem de salas de aula permanece como tema recorrente na gestão educacional brasileira. Nesse contexto, soluções capazes de reduzir custos sem abrir mão de padronização e segurança passam a ganhar espaço tanto em instituições privadas quanto em redes públicas.

Entre os casos atendidos está o Colégio Crisão, em Montes Claros, que adquiriu 120 conjuntos escolares por meio do modelo de reindustrialização. Considerando o preço médio de mercado, esse volume representaria um investimento em torno de R$ 72 mil. Com a solução da Reescola, a instituição economizou mais de 60% desse valor, mantendo a padronização da infraestrutura.

Segundo Laura Camargos, a tendência é que esse tipo de solução avance à medida que escolas precisem combinar eficiência orçamentária e responsabilidade ambiental. “Acreditamos que a reindustrialização pode redefinir a forma como as escolas renovam sua infraestrutura. É uma solução que une sustentabilidade, eficiência econômica e impacto social, em um momento em que fazer mais com menos deixou de ser exceção e passou a ser necessidade”, diz.

Sobre a Reescola

A Reescola é a primeira empresa da América Latina especializada na reindustrialização de mobiliário escolar. A startup utiliza tecnologia proprietária para transformar móveis usados em produtos padronizados. A empresa já atendeu mais de 200 escolas públicas e privadas, gerando mais de R$ 2 milhões em economia direta para o setor educacional.