
O hambúrguer, antes visto como um “exagero” reservado ao fim de semana, ganhou espaço fixo no cardápio dos brasileiros. Dados recentes mostram que milhões de pessoas consomem o lanche com frequência, onde só no primeiro trimestre de 2024, 47 milhões de brasileiros consumiram o prato, segundo a Kantar. Mas, diante de dietas cada vez mais buscadas, surge a dúvida: ele precisa mesmo ser cortado do prato de quem quer emagrecer?
A resposta depende menos do hambúrguer em si e mais da forma como ele é inserido na rotina alimentar, segundo a nutricionista Fernanda Lopes.
“O hambúrguer não é o problema isolado. O que interfere no emagrecimento é o contexto alimentar como um todo, principalmente quando há excesso de ultraprocessados e falta de equilíbrio ao longo da semana”, explica.
Um dos principais pontos de atenção está na qualidade da carne. Versões industrializadas costumam ter maior quantidade de gordura e sódio, enquanto preparações caseiras ou artesanais permitem um controle melhor dos ingredientes.
“A escolha por carnes mais magras favorece uma melhor distribuição de macronutrientes”, destaca a especialista.
Outro fator decisivo são os acompanhamentos. Queijos muito gordurosos, bacon e molhos prontos podem transformar rapidamente o lanche em uma refeição altamente calórica. Nesses casos, o problema não está apenas no hambúrguer, mas no conjunto. Reduzir esses itens ou escolher versões mais leves já faz diferença no resultado final.
O tipo de pão também influencia diretamente na saciedade. Opções com pouca fibra tendem a provocar picos de glicose, o que aumenta a fome pouco tempo depois. Já pães integrais ou com maior teor de fibras ajudam a prolongar a sensação de saciedade e contribuem para o controle do apetite.
A frequência de consumo é outro ponto-chave. Inserir por exemplo um hambúrguer artesanal ocasionalmente, dentro de uma rotina equilibrada, não compromete o processo de emagrecimento. Por outro lado, o consumo frequente de refeições muito calóricas pode dificultar a manutenção do déficit necessário para a perda de peso.
Para tornar o lanche mais nutritivo, a recomendação é apostar em combinações mais inteligentes, incluindo folhas, legumes e proteínas magras. Ajustes simples na montagem já ajudam a melhorar o valor nutricional da refeição.
