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Os principais erros de iniciantes no mercado cripto e 13 dicas de como evitá-los

Falta de gestão de risco, efeito manada e exposição a fraudes estão entre os principais problemas no início da jornada

Créditos: pexels

Brasil, abril de 2026 — O principal equívoco de quem entra no mercado cripto não é a escolha do ativo, mas a forma como investe. A avaliação é de Cleverson Pereira, head de educação da OnilX, que aponta falhas comportamentais e falta de preparo como fatores centrais para perdas. Muitos iniciantes compram criptomoedas motivados por altas recentes de preços, influência de terceiros ou expectativas irreais de retorno rápido. Esse comportamento, conhecido como FOMO (medo de ficar de fora), leva a decisões impulsivas e aumenta a probabilidade de perdas.

Dados de instituições como BIS e FCA indicam que investidores de varejo tendem a entrar no mercado em momentos de alta e, frequentemente, acumulam prejuízos. Além disso, fraudes seguem em crescimento: segundo o Nasdaq Verafin Global Financial Crime Report, crimes financeiros globais ligados a fraudes e golpes movimentaram cerca de US$ 485 bilhões em perdas em 2023, incluindo fraudes digitais, esquemas de investimento e impersonação. O relatório também aponta que golpes autorizados por manipulação social (“authorized push payment fraud”) geraram perdas estimadas em US$ 3,2 bilhões globalmente. “Os erros mais comuns não são técnicos, mas comportamentais. O investidor iniciante geralmente subestima o risco, superestima o retorno e não adota medidas básicas de segurança. Sem gestão de risco, ele se torna vulnerável tanto à volatilidade quanto a fraudes”, afirma Pereira.

Entre as recomendações do especialista estão evitar alavancagem e uso de crédito, diversificar investimentos, adotar práticas de segurança, como autenticação em dois fatores, e manter registros detalhados para fins tributários. A tendência é que a educação financeira e digital se torne um diferencial para quem busca permanecer no mercado no longo prazo. “Quando estudamos e entendemos o mercado e suas nuances, fica mais fácil investir com segurança”, complementa.

Para detalhar esses desafios e oferecer um guia prático, Cleverson Pereira aponta os 13 erros mais comuns e as estratégias para evitá-los, garantindo uma jornada mais segura e informada para quem quer investir no universo cripto: 

  1. Entrar no mercado por FOMO (medo de ficar de fora)
    Comprar ativos após altas recentes, influenciado por redes sociais, amigos ou “hype”. Dados indicam que investidores de varejo tendem a entrar quando os preços já subiram.
    Como evitar: definir regras claras de investimento, como aportes periódicos e critérios objetivos para escolha de ativos.
  2. Seguir efeito manada e opiniões de terceiros
    Decisões baseadas no comportamento de grupos, e não em análise própria. Influência de conteúdos em plataformas como YouTube, Telegram e X.
    Como evitar: investir apenas no que consegue explicar de forma simples e compreensível. 
  3. Investir sem entender risco, perfil e horizonte
    Falta de planejamento financeiro e desconhecimento da volatilidade do mercado. Expectativa de ganhos rápidos sem considerar possíveis perdas.
    Como evitar: avaliar tolerância ao risco, prazo de investimento e impacto de perdas no orçamento. 
  4. Concentrar todo o capital em um único ativo (“all in”)
    Apostar em uma única criptomoeda ou “projeto da vez”, o que aumenta significativamente o risco de perdas relevantes.
    Como evitar: diversificar investimentos e limitar a exposição por ativo. 
  5. Usar dinheiro emprestado ou crédito para investir
    Compra de criptomoedas com cartão de crédito ou empréstimos, o que amplifica perdas em caso de queda do mercado.Como evitar: investir apenas capital próprio e evitar alavancagem no início. 
  6. Utilizar alavancagem sem experiência
    Operações com risco maior que o capital investido, com possibilidade de perdas superiores ao valor inicial.
    Como evitar: evitar alavancagem até ter conhecimento mais avançado do mercado. 
  7. Cair em golpes e fraudes
    Promessas de retorno garantido ou baixo risco, contatos inesperados via redes sociais, plataformas falsas ou links suspeitos. Dados mostram bilhões em perdas globais com fraudes cripto.
    Como evitar: desconfiar de promessas irreais, evitar urgência para investir e verificar a origem das plataformas. 
  8. Confiar em “especialistas” desconhecidos
    Influenciadores ou perfis que exibem supostos lucros e fazem abordagens diretas com “oportunidades exclusivas”.
    Como evitar: validar credenciais e evitar decisões baseadas em terceiros sem histórico confiável.
  9. Ignorar segurança digital e custódia
    Falta de proteção de contas e ativos, com riscos de phishing, roubo e perda de acesso.
    Como evitar: usar autenticação em dois fatores, senhas fortes e nunca compartilhar chaves privadas ou seed phrase. 
  10. Não verificar a confiabilidade das plataformas
    Uso de exchanges ou serviços sem reputação comprovada, com risco de perda de fundos ou bloqueio de acesso.
    Como evitar: pesquisar histórico, avaliações e nível de segurança antes de utilizar qualquer serviço. 
  11. Ignorar taxas e custos operacionais
    Desconsiderar taxas de negociação, saque e rede, o que impacta diretamente a rentabilidade final.
    Como evitar: incluir todos os custos no planejamento do investimento.
  12. Não registrar operações e histórico de investimentos
    Falta de controle sobre preço médio, datas e movimentações, dificultando o acompanhamento e a organização financeira.
    Como evitar: manter registro detalhado desde o início. 
  13. Desconhecer obrigações tributárias
    Falta de atenção às regras fiscais sobre ganhos com criptoativos, com risco de inconsistências ou problemas em declarações.
    Como evitar: registrar todas as operações e buscar orientação adequada sobre tributação.