Com equipamentos disponíveis para aluguel ou empréstimo em centros de treinamento, esporte busca quebrar o estigma de exclusividade

Esporte busca quebrar o estigma de exclusividade
Por muitos anos, o golfe foi associado a um esporte elitista e restrito a poucos praticantes. No entanto, a realidade da modalidade no Brasil vem mudando. Com novos centros de treinamento, simuladores e programas de iniciação, o esporte está cada vez mais popular e acessível, e começar a jogar golfe hoje pode custar menos do que muitas pessoas imaginam.
O movimento acompanha o crescimento do esporte no país. Segundo a Confederação Brasileira de Golfe (CBGolfe), o número de praticantes dobrou nos últimos 15 anos e atualmente gira em torno de 20 mil golfistas. O Brasil conta, hoje, com 117 campos de golfe espalhados pelo território nacional, número que também cresceu significativamente no período.
“O principal desafio do golfe no Brasil hoje não é o custo, mas o desconhecimento. Muitas pessoas ainda acreditam que é necessário fazer um grande investimento para experimentar o esporte, quando, na verdade, existem diversas opções para começar, utilizando equipamentos fornecidos pelos próprios centros de treinamento e pagando valores semelhantes aos de outras atividades esportivas”, afirma Felipe Almeida, vice-presidente da Confederação Brasileira de Golfe.
Aulas de Golfe
Para ter o auxílio de um profissional e dar as suas primeiras tacadas de golfe, os valores podem mudar conforme as cidades e a estrutura utilizada na aula. Em cidades como São Paulo, uma aula particular pode custar em média entre R$ R$140 e R$200 por sessão.
Também existem programas de iniciação com pacotes promocionais e aulas em grupo, que reduzem ainda mais o custo por aluno. Em alguns clubes e centros de treinamento, cursos de introdução ao esporte são oferecidos por menos de R$100 mensais para determinadas faixas etárias.
Como começar?
Uma das principais barreiras percebidas por quem nunca teve contato com o esporte é a necessidade de adquirir tacos e acessórios logo no início. Na prática, isso raramente acontece. Grande parte dos driving ranges (espaços para treinar tacadas), academias e centros de treinamento disponibiliza tacos para iniciantes durante as aulas e sessões de prática, permitindo que o aluno experimente a modalidade antes de investir em equipamentos próprios.
Um kit básico para iniciantes, contendo tacos e bolsa, pode ser encontrado a partir de aproximadamente R$1.500 a R$3.000. Uma outra alternativa é o mercado de usados, em que os tacos podem ser encontrados por valores abaixo do que é oferecido em equipamentos novos.
No caso de jogadores experientes, o investimento pode ser maior em acessórios e equipamentos personalizados e de maior tecnologia. Além dos tacos, os demais itens possuem valores relativamente acessíveis:
- Luva: entre R$ 40 e R$ 120;
- Bolas de jogo: a partir de R$ 10 por unidade;
- Sapatos específicos: a partir de R$ 250;
- Bonés e acessórios esportivos: valores semelhantes aos encontrados em outras modalidades.
Onde praticar?
Para quem está começando, o caminho mais comum é utilizar um driving range, espaço destinado exclusivamente ao treinamento das tacadas. Muitos campos de golfe do Brasil, possuem uma área de driving range para que os iniciantes possam dar suas primeiras tacadas.
Após adquirir maior familiaridade com o esporte, o jogador podem começar a jogar no campo de fato. Para isso se paga uma taxa, os chamados “green fees”, as taxas pagas para utilizar o campo normalmente variam entre R$175 e R$375 em dias de semana, dependendo da localização e da estrutura oferecida. Lembrando que uma partida dura por volta de 4 horas, o custo por hora acaba sendo inferior do que muitas quadras de tênis ou beach tennis.
“Na prática, começar no golfe hoje exige um investimento menor do que muitos imaginam. Como a maioria dos centros de treinamento disponibiliza tacos para iniciantes, o primeiro contato com o esporte pode custar apenas o valor de uma aula avulsa ou até menos em programas coletivos de iniciação. Ou seja, é possível dar os primeiros passos no golfe gastando valores semelhantes aos de outras atividades esportivas e só investir mais conforme o interesse e a evolução na prática”, finaliza Felipe.
