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Delay na Copa: 8 dicas para evitar travamentos durante a Copa do Mundo

Com metade dos brasileiros acompanhando a Copa pelo YouTube, especialistas alertam que o delay nas transmissões por streaming pode chegar a 30 segundos

Créditos: Magnific

Aquele momento em que o vizinho grita gol antes de a bola entrar na sua tela já faz parte da experiência de muitos torcedores nesta Copa do Mundo. O responsável é o delay das transmissões por streaming, que pode chegar a 30 segundos e transformar grupos de WhatsApp, redes sociais e até a comemoração da rua em verdadeiros “spoilers” da partida.

A Copa do Mundo de 2026 já se consolida como a mais conectada da história. Segundo o estudo O Jogo Fora de Campo, da MindMiners, 83% dos brasileiros pretendem acompanhar a competição. Embora a TV aberta siga liderando as preferências, escolhida por 77% dos entrevistados, metade dos brasileiros também pretende assistir aos jogos pelo YouTube. Os serviços de streaming aparecem com 30%, enquanto Instagram (24%) e TikTok (16%) reforçam o papel das plataformas digitais na cobertura do evento.

Entre os mais jovens, a mudança é ainda mais evidente: 49% da Geração Z afirmam que pretendem acompanhar as partidas pela CazéTV, consolidando a força dos creators no consumo esportivo.

Esse novo comportamento ajuda a explicar por que o delay se tornou um dos principais desafios para quem acompanha a Copa pelas plataformas digitais. Quanto mais pessoas assistem simultaneamente por streaming e utilizam múltiplas telas, maior é a pressão sobre a infraestrutura de internet para garantir uma transmissão estável e próxima do tempo real.

“Meu vizinho gritou gol primeiro”: por que isso acontece?

Quem acompanha futebol por aplicativos ou plataformas digitais provavelmente já viveu a situação de ouvir o vizinho gritar gol antes mesmo de ver o lance acontecer na tela. O responsável por essa diferença de tempo é o delay das transmissões.

Segundo Thiago Alves, especialista em telecomunicações e CMO da NoPing, o streaming precisa passar por etapas extras antes de chegar ao usuário. “O vídeo é compactado, enviado para servidores, dividido em pacotes de dados e armazenado temporariamente no dispositivo para evitar travamentos”. Alves destaca que, em alguns casos, o atraso entre a TV aberta e o streaming pode chegar a 30 segundos, tempo suficiente para que o gol apareça primeiro no grupo de WhatsApp, nas redes sociais ou até na comemoração do vizinho.

A explicação ajuda a entender por que a TV aberta continua sendo a forma mais rápida de acompanhar uma partida ao vivo: o sinal chega praticamente direto das torres de transmissão até o televisor, passando por menos etapas de processamento do que serviços baseados em internet.

Segundo o especialista, considerando o menor delay na entrega do sinal, a ordem costuma ser: TV aberta digital; TV por assinatura via cabo ou satélite; aplicativos das operadoras; e, por último, as plataformas de streaming.

A Copa das multitelas

Os dados da MindMiners mostram que a televisão continua sendo o principal dispositivo para acompanhar os jogos, escolhida por 87% dos entrevistados. Mas ela já não está sozinha.

Quase metade dos brasileiros (45%) pretende utilizar o celular simultaneamente durante as transmissões, enquanto 22% afirmam que também recorrerão ao computador ou notebook.

Na prática, esse comportamento já pode ser observado durante a Copa. Enquanto a partida acontece, o torcedor comenta nas redes sociais, participa de grupos de WhatsApp, acompanha estatísticas em aplicativos, consome conteúdos de influenciadores e assiste a análises em tempo real.

Para o especialista em inovação e tecnologias emergentes e professor de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), Kenneth Corrêa, a grande mudança não é apenas tecnológica, mas comportamental, retratando uma tendência que se acentua cada vez mais.

“A Copa de 2026 é um retrato de uma transformação maior: a migração da audiência de um modelo baseado em canais para um modelo baseado em experiências. As pessoas não escolhem mais apenas onde assistir; elas escolhem como querem participar. Algumas acompanham pela TV, outras por creators, outras pelas redes sociais, outras por todos os canais ao mesmo tempo. Para o usuário, pouco importa onde a transmissão está acontecendo; o que importa mais é conseguir transitar sem atritos entre diferentes plataformas enquanto acompanha o jogo.”

Wi-Fi ou 5G: qual é melhor para assistir aos jogos?

Embora o 5G ofereça velocidades elevadas e maior mobilidade, especialistas apontam que a fibra óptica residencial ainda costuma oferecer mais estabilidade para transmissões ao vivo.

Conforme explica Thiago Alves, fatores como congestionamento da rede móvel, distância das antenas e obstáculos físicos podem provocar oscilações e aumentar a latência, o que, na prática, significa mais delay durante as transmissões ao vivo.

“Para transmissões ao vivo, velocidade não é o único fator importante: estabilidade e latência (o chamado “ping”) costumam fazer mais diferença na experiência. A conexão via cabo ethernet ainda é considerada a mais estável e com menor latência, porque transmite os dados diretamente, sem interferências externas. Já o Wi-Fi oferece praticidade e pode funcionar muito bem em redes modernas, especialmente na frequência 5 GHz, mas sofre mais com paredes, distância do roteador e excesso de aparelhos conectados”, ressalta o especialista.

8 dicas para evitar travamentos durante a Copa do Mundo

1. Prefira conexão via cabo ou Wi-Fi de boa qualidade

Sempre que possível, conecte smart TVs, computadores e consoles diretamente ao roteador usando um cabo Ethernet. A conexão cabeada é menos suscetível a interferências e costuma oferecer menor latência. Se isso não for viável, dê preferência a redes Wi-Fi de 5 GHz, que geralmente oferecem melhor desempenho para transmissões em alta definição.

2. Fique próximo ao roteador

A distância entre o dispositivo e o roteador influencia diretamente a qualidade do sinal. Paredes, móveis e outros obstáculos podem enfraquecer a conexão, aumentando o risco de travamentos e perda de qualidade durante a transmissão. Quanto mais próximo do roteador, mais estável tende a ser a conexão.

3. Feche aplicativos em segundo plano

Muitos aplicativos continuam consumindo internet mesmo quando não estão sendo utilizados ativamente. Redes sociais, serviços de armazenamento em nuvem, atualizações automáticas e aplicativos de mensagens podem utilizar banda e processamento do aparelho, impactando a qualidade da transmissão ao vivo.

4. Evite downloads e outros dispositivos consumindo banda ao mesmo tempo

Durante os jogos, vale pausar downloads, atualizações de sistemas, sincronizações automáticas e outros usos intensivos da internet. Se várias pessoas estiverem assistindo a vídeos, jogando online ou baixando arquivos simultaneamente, a rede pode ficar sobrecarregada, aumentando a latência e reduzindo a estabilidade da transmissão.

5. Desative espelhamento de tela ou casting quando possível

Recursos como Chromecast, AirPlay e espelhamento de tela adicionam etapas extras ao processo de transmissão. O conteúdo precisa ser enviado para outro dispositivo antes de ser exibido, o que pode aumentar o atraso e exigir mais da rede. Quando possível, utilizar aplicativos nativos diretamente na smart TV tende a oferecer melhor desempenho.

6. Mantenha aplicativos e sistema atualizados

Atualizações frequentemente corrigem falhas, melhoram a estabilidade e otimizam o desempenho de aplicativos de streaming e dos próprios dispositivos. Usar versões desatualizadas pode causar incompatibilidades, travamentos e até pior qualidade de reprodução durante transmissões ao vivo.

7. Reduza a qualidade do vídeo em conexões instáveis

Se a internet estiver oscilando, assistir em resolução máxima nem sempre é a melhor escolha. Reduzir temporariamente a qualidade do vídeo de 4K para Full HD ou HD pode diminuir o consumo de banda e tornar a transmissão mais estável, evitando interrupções e buffering constante.

8. Priorize estabilidade, não apenas velocidade

Muitas pessoas acreditam que contratar um plano mais rápido resolve todos os problemas de conexão. Na prática, uma rede estável e com baixa latência costuma ser mais importante para transmissões ao vivo do que velocidades muito altas. Uma conexão consistente tende a entregar uma experiência melhor do que uma rede extremamente rápida, mas sujeita a oscilações frequentes.

A conectividade também entrou em campo

Se durante décadas a experiência da Copa esteve concentrada na televisão, a edição de 2026 marca uma nova fase do consumo esportivo. Para Kenneth Corrêa, essa mudança aponta para uma transformação mais ampla na forma como grandes eventos são consumidos.

“A Copa de 2026 deve marcar um ponto de virada na relação entre entretenimento e tecnologia. Pela primeira vez, milhões de pessoas vão acompanhar o mesmo evento distribuídas entre TV aberta, streaming, creators, redes sociais e aplicativos. Isso transforma a conectividade em parte da experiência e mostra como infraestrutura digital e entretenimento estão cada vez mais interligados.”

Se durante décadas o desafio era encontrar uma televisão para assistir aos jogos, em 2026 o desafio passa a ser garantir uma conexão capaz de acompanhar a nova experiência digital do futebol. Em outras palavras: nesta Copa, não serão apenas as seleções que estarão sendo testadas. A internet dos brasileiros também entrará em campo.

 

NoPing

A NoPing é uma plataforma líder em otimização de tráfego de rede para jogos online, criada para proporcionar a melhor experiência de gameplay reduzindo latência (ping), aumentando FPS e eliminando lag em títulos competitivos e multiplayer. Com mais de 3 milhões de usuários em mais de 150 países, a tecnologia da NoPing combina inteligência artificial e soluções patenteadas de múltiplas conexões que escolhem rotas mais rápidas e estáveis entre o jogador e os servidores de jogos, garantindo performance e fluidez durante as partidas. A plataforma também inclui ferramentas adicionais como monitoramento de desempenho, treinos de mira e recursos de interação, tudo pensado para atender desde jogadores casuais até profissionais e equipes de eSports. Para saber mais, acesse o site: NoPing ou Instagram LinkedIn.

Kenneth Corrêa

Kenneth Corrêa é Estrategista das Tecnologias Emergentes & IA. Autor do livro “Organizações Cognitivas – Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”, publicado no MIT (MIT – Massachusetts Institute of Technology), Professor C-Level da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e duas vezes palestrante TEDx, ele dedica sua carreira a traduzir a fronteira da inovação em estratégias de negócio claras e aplicáveis. Reconhecido por sua “tripla validação” — profundidade conceitual, experiência executiva como Diretor de Estratégia da Agência 80 20 Marketing, CTO da MedGuias e respaldo acadêmico — Kenneth capacita lideranças a entender, antecipar e aplicar tecnologias como IA Generativa e Redes de Agentes para construir organizações realmente preparadas para o futuro. Para mais informações, acesse: Kenneth Corrêa.

MindMiners

A MindMiners é uma solução de consumer insights. Por meio da combinação de tecnologia proprietária, dados exclusivos, inteligência analítica e atendimento especializado, auxilia grandes marcas a compreenderem o comportamento do consumidor e tomarem decisões com mais rapidez e consistência. A companhia conta ainda com um painel proprietário de respondentes, o MeSeems, com mais de 5 milhões de pessoas em todo o Brasil, que compartilham hábitos, preferências e comportamentos, formando um amplo banco de dados sobre o consumidor brasileiro. Entre os clientes que integram a carteira da MindMiners estão marcas como Itaú, Renner, Vivo, Samsung, Natura, Santander, Ambev, TikTok e Nubank. Saiba mais: https://mindminers.com