O inverno chegou e, com ele, práticas perigosas para espantar o frio voltam a ser comuns. Saiba quais são os riscos e como agir em caso de acidentes

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Acender álcool em recipientes, usar aquecedores em locais inadequados e dormir com bolsas ou garrafas de água quente estão entre os hábitos que podem causar acidentes durante o inverno. Com a queda das temperaturas, cresce também a busca por maneiras rápidas e improvisadas de aquecer a casa.
O problema é que algumas soluções aparentemente inofensivas podem representar sérios riscos à segurança, aumentando as chances de queimaduras, incêndios e acidentes domésticos.
Entre os hábitos mais perigosos está acender álcool líquido em recipientes para aquecer ambientes pequenos, como quartos e banheiros. O fogo pode se espalhar rapidamente, provocar explosões e causar queimaduras graves.
Outro erro frequente é ligar vários aparelhos de alta potência em um mesmo adaptador ou extensão, conhecido popularmente como “T” ou benjamim. Secadores, aquecedores portáteis e outros equipamentos exigem grande carga elétrica e, quando usados simultaneamente, podem provocar superaquecimento da instalação e incêndios.
Também é comum que pessoas utilizem aquecedores elétricos dentro do banheiro ou próximos a áreas úmidas, aumentando o risco de choques elétricos. Outro hábito bastante difundido é dormir com bolsas ou garrafas de água quente nos pés para amenizar o frio. Apesar de parecer uma prática segura, ela pode causar acidentes.
“Garrafas e bolsas de água quente podem se romper, vazar ou até ficar quentes demais, especialmente quando são improvisadas ou usadas por longos períodos. Durante o sono, a pessoa pode não perceber imediatamente o aumento da temperatura e sofrer queimaduras”, explica Andrezza Barreto, enfermeira da Vuelo Pharma, empresa especializada em produtos para o cuidado da pele e tratamento de feridas.
Segundo a especialista, qualquer fonte de calor deve ser utilizada com cautela e seguindo as orientações do fabricante. “O frio não pode ser motivo para improvisos. Muitas vezes, um acidente grave acontece por uma prática repetida há anos e que parecia inofensiva”, afirma.
O que fazer em caso de queimadura
Quando ocorre uma queimadura, os primeiros minutos são fundamentais para evitar o agravamento da lesão. “O primeiro passo é resfriar a área atingida com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 10 a 20 minutos. Isso ajuda a interromper a progressão da queimadura e reduz a dor”, orienta Andrezza.
Nos últimos anos, o avanço de tecnologias voltadas ao tratamento de feridas tem contribuído para melhorar significativamente os resultados clínicos e estéticos em casos de queimaduras.
“Esses materiais atuam mantendo um microambiente controlado sobre a lesão, equilibrando fatores como umidade, proteção contra contaminação e troca gasosa. Um exemplo é a Membracel, desenvolvida pela Vuelo Pharma, um curativo biocompatível à base de celulose cristalina que funciona como um substituto temporário da pele”, afirma Andrezza.
Em casos de queimaduras extensas, profundas ou que atinjam regiões sensíveis, como rosto, mãos, pés ou genitais, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
“Agir corretamente logo após o acidente faz toda a diferença. Quanto mais rápido e adequado for o cuidado, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações”, conclui a especialista.
