Faculdades prestigiadas têm investido em feiras e eventos, e trabalhado junto com conselheiros de carreira para atrair formandos do ensino médio

O vestibular tradicional, modelo de seleção em que as universidades abrem as inscrições para as provas e aguardam a inscrição passiva dos candidatos, está mudando. De olho nos estudantes de alto rendimento, instituições de ensino superior prestigiadas do Brasil e do exterior têm investido em outras formas de atrair os jovens, como a realização de feiras e relacionamento com colégios, famílias e candidatos, diretamente no ambiente escolar.
Segundo Ana Claudia Gomes, conselheira de carreiras do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), além das provas tradicionais, as faculdades brasileiras de ponta e instituições internacionais vêm adotando avaliações mais holísticas, que consideram histórico escolar, cartas de recomendação, atividades extracurriculares, entrevistas e competências socioemocionais, as chamadas soft skills.
Para atrair os perfis que melhor se encaixam nesses critérios, os departamentos de admissão das instituições de ensino vem oferecendo workshops, palestras, visitas guiadas e participando ativamente de eventos de orientação de carreira. “As universidades perceberam a importância de construir pontes permanentes com a escola para cultivar um fluxo contínuo e previsível de bons candidatos ano após ano”, afirma Ana Claudia.
Nesse novo cenário de “disputa” pelos melhores alunos, o trabalho do conselheiro de carreiras dentro das escolas ganhou papel central. Segundo a docente do BIS, o papel desse profissional é atuar como elo entre os estudantes, as famílias e as exigências reais do mercado educacional global. O planejamento deve começar cedo, preferencialmente já no 9º ano do Ensino Fundamental ou no início do Ensino Médio, permitindo que o aluno construa um portfólio acadêmico e pessoal sólido.
“O papel do conselheiro de carreiras é atuar como um elo estratégico entre o estudante, sua família e o mercado educacional global. Além de estimular o autoconhecimento e alinhar expectativas, nossa função é desmistificar os processos seletivos, orientar sobre exigências e bolsas de estudo, e ajudar o jovem a construir um portfólio acadêmico e pessoal sólido para tomar decisões conscientes sobre seu futuro”, explica Ana Claudia.
Outro fator que tem aquecido a presença de universidades estrangeiras no Brasil, na opinião de Ana Claudia, é a quebra de mitos em relação aos custos do ensino superior no exterior. “Muitas famílias descobrem, durante os atendimentos e orientações na escola, que estudar fora pode ter um custo total semelhante ou até inferior ao de universidades privadas de ponta no Brasil, devido a bolsas por mérito acadêmico, auxílios por necessidade financeira ou os baixos custos de algumas instituições europeias.”
Evento em SP reúne 45 universidades do Brasil e do exterior
No dia 15 de setembro, o Brazilian International School – BIS e a Escola Bilíngue Aubrick, localizadas na capital paulista, promovem mais uma edição do Future Pathways Festival, feira universitária que reunirá mais de 45 instituições de ensino de renome do Brasil (como Saint Paul, ESPM, FAAP, FGV, IBMEC, Insper, Albert Einstein, entre outras) e do exterior (Universidad Europea, The University of Melbourne, Arizona State University, Audencia Business School, Full Sail, entre outras), conectando os estudantes e suas famílias diretamente a oficiais de admissão e representantes das faculdades.
Além de orientar os estudantes, a aproximação das universidades com a comunidade escolar traz segurança para as famílias dos estudantes, oferecendo um ambiente transparente para compreender custos, prazos de application, obtenção de vistos e os diferentes caminhos para a transição para a faculdade.
“A presença dos oficiais de admissão das faculdades na escola vai além da mera divulgação de panfletos informativos. O jovem tem a oportunidade de conversar individualmente com representantes das instituições, tirando dúvidas sobre perfil de ingresso, bolsas de estudo, adaptação e exigências curriculares, descobrindo caminhos e oportunidades que muitas vezes nem considerava”, finaliza a educadora do BIS.
A especialista
Ana Cláudia Q. Gomes é mestre em Comportamento Organizacional pela University of Nevada (EUA), Pós-graduada em Bilinguismo pela Faculdade Singularidades, bacharel em Língua Inglesa e Literatura e em Pedagogia, além de possuir certificações em tradução simultânea e aconselhamento educacional.
É especialista em orientação acadêmica e aplicação para universidades internacionais, com sólida experiência como coordenadora pedagógica e docente em escolas bilíngues, tendo liderado projetos de formação docente, análise de dados educacionais e desenvolvimento curricular.
Sobre a ISP – International Schools Partnership
A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.
