Com 80,2% das famílias brasileiras endividadas, reduzir o valor da parcela pode ser importante para reorganizar o orçamento, mas nem sempre significa pagar menos no total

São Paulo, setembro de 2026 – O endividamento dos brasileiros atingiu um novo recorde em 2026. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,2% das famílias do país tinham algum tipo de dívida em fevereiro deste ano. Entre elas, 29,6% também tinham contas em atraso.
Com isso, uma dúvida pode surgir para quem busca reorganizar a vida financeira: é melhor renegociar uma dívida existente ou substituí-la por um crédito mais barato? De acordo com Túlio Matos, CEO da iCred, fintech especializada em crédito consignado para beneficiários do INSS, antecipação do FGTS e consignado trabalhador, a resposta depende das condições de cada operação e, principalmente, do problema que o consumidor precisa resolver.
“Há pessoas que estão conseguindo pagar suas parcelas, mas percebem que estão pagando juros muito altos. Nesse caso, pode fazer sentido buscar um crédito mais barato para quitar essa dívida. Já para quem não consegue mais arcar com o valor da parcela todos os meses, a prioridade pode ser renegociar ou alongar o prazo de pagamento para reduzir esse compromisso mensal”, explica.
Segundo o executivo, o primeiro passo é entender exatamente qual é a situação da dívida atual. “Não se deve olhar apenas para o valor que cabe no bolso todos os meses. É preciso comparar juros, prazo e o custo total da operação, mas também entender qual é a necessidade financeira daquela pessoa naquele momento”, afirma.
Renegociar ou substituir a dívida: entenda a diferença
Na renegociação, o consumidor busca novas condições para uma dívida que já possui. Uma pessoa que hoje paga uma parcela de R$ 1 mil, por exemplo, pode negociar um prazo maior para reduzir o valor mensal do pagamento. Nesse caso, a dívida pode ficar mais longa e custar mais no total, mas a nova parcela pode se tornar compatível com o orçamento e ajudar a evitar atrasos.
“Alongar o prazo não é necessariamente uma decisão ruim. Se a parcela atual está comprometendo o orçamento e a pessoa não consegue mais pagar, reduzir esse valor mensal pode ser justamente o que ela precisa para reorganizar a vida financeira. O importante é ter clareza sobre as novas condições e saber qual será o impacto dessa decisão”, afirma Matos.
Já a substituição acontece quando o consumidor encontra uma nova linha de crédito com condições mais vantajosas e usa esse recurso para quitar uma dívida antiga. A pessoa deixa de dever na operação anterior e passa a pagar o novo crédito, idealmente com juros menores ou condições mais adequadas à sua realidade financeira.
“Trocar uma dívida cara por outra mais barata pode reduzir o custo total do crédito, mas também pode ser uma forma de diminuir o valor da parcela. Tudo depende das condições oferecidas e do prazo escolhido. Por isso, não basta comparar apenas a taxa de juros ou apenas o valor da prestação”, alerta o especialista.
Como saber qual alternativa vale mais a pena?
A portabilidade de crédito é uma das ferramentas que podem viabilizar a transferência de uma dívida para outra instituição que ofereça condições mais vantajosas. Para Túlio, no entanto, a escolha deve partir de uma análise completa das alternativas disponíveis.
Antes de fechar qualquer acordo, o executivo recomenda comparar o saldo devedor atual, a taxa de juros, o prazo restante, o valor das parcelas e o custo total de cada operação. “Também é importante avaliar o objetivo da mudança: reduzir os juros, diminuir a parcela mensal ou evitar que uma dívida que já não cabe no orçamento gere novos atrasos”.
“A melhor decisão não é necessariamente a que oferece a menor parcela nem a menor taxa de juros isoladamente. Para algumas pessoas, a prioridade é reduzir o custo total da dívida. Para outras, é diminuir o valor da prestação para conseguir voltar a equilibrar o orçamento. A escolha precisa fazer sentido para a realidade financeira de cada consumidor”, conclui Matos.
Sobre a iCred
A iCred é uma fintech que simplifica a concessão de crédito consignado e pessoal, com operações liberadas em até 3 minutos para beneficiários do INSS, antecipações de FGTS e consignado trabalhador. Com tecnologia proprietária e inteligência de dados, já financiou mais de R$ 4 bilhões em crédito e conquistou o primeiro rating AAA do Brasil para FIDCs de FGTS e INSS, além de ser a única do país com selo de Primary Servicer pela Fitch Ratings.
Mais de 8 milhões de clientes já passaram por sua plataforma, com 3 milhões ativos. Sua rede de 60 mil agentes leva soluções de crédito a mais de 5.400 municípios, ampliando o acesso ao crédito consignado de forma segura, eficiente e com liberação ágil via Pix.
