Idas mais frequentes ao consultório são apenas uma das principais mudanças reconhecidas pelos entrevistados pela Simples Dental

Afinal, como você avaliaria a própria experiência nas clínicas e consultórios odontológicos nos últimos dez anos? Recentemente, um estudo fez essa pergunta aos brasileiros e identificou algumas das principais transformações percebidas no período: mais tecnologia, agilidade nos procedimentos e a popularização dos tratamentos estéticos foram considerados os grandes marcos do setor na visão de quem sente isso na prática – o paciente.
Os dados acabam de ser divulgados pela Simples Dental, principal software de gestão odontológica da América Latina, que ouviu centenas de entrevistados para entender como a relação com os cirurgiões-dentistas mudou entre 2016 e 2026, da rotina de cuidados até as ferramentas exploradas nos consultórios.
Quando o assunto é o agendamento de consultas, a transformação também foi percebida de forma bastante concreta: 7 em cada 10 respondentes destacaram a possibilidade de marcar consultas pelo WhatsApp como uma das principais facilidades incorporadas à rotina odontológica – o que ajudaria a explicar o aumento das idas ao dentista identificado na pesquisa. Leia mais:
Transformação digital da odontologia: o que mudou nos últimos 10 anos?
Olhando para trás, a maioria dos entrevistados pela Simples Dental reconheceram que a última década trouxe mudanças muito positivas para o setor odontológico brasileiro, seja em uma perspectiva mais ampla ou na relação cotidiana com as clínicas, consultórios e cirurgiões-dentistas.
No que se refere à própria jornada de cuidados entre 2016 e 2026, algumas mudanças se destacam.
Entre as experiências mais relatadas estão as idas ao dentista com maior regularidade (27,4%), bem como um entendimento mais profundo sobre a relação entre a saúde bucal e o próprio corpo (25,6%), ao lado de novas opções de tratamento (15,2%) e o aumento do conforto durante as consultas (14,8%).
Essa percepção de melhoria na rotina de cuidados é ainda mais expressiva entre os jovens: 34,8% dos entrevistados de até 30 anos afirmaram ter passado a ir mais ao dentista, contra 23,4% daqueles com mais de 30 anos — diferença que deixa claro como a mudança na frequência do atendimento foi especialmente marcante entre as novas gerações.
É importante destacar que as mudanças acima não surgem de forma isolada, refletindo uma série de avanços que, na visão das pessoas ouvidas, têm marcado a evolução das clínicas e consultórios ao longo dos últimos dez anos.

Quando questionados sobre as mudanças percebidas nesse período, o uso de equipamentos e tecnologias modernas aparece no topo da lista (81,6%), seguido pela rapidez dos procedimentos (57,4%) e a popularidade dos tratamentos estéticos (54,8%). Além disso, quase metade dos entrevistados ainda notaram uma preocupação maior com a experiência proporcionada durante o atendimento entre 2016 e 2026.
“A tecnologia mudou a forma como o paciente chega ao consultório, é atendido e acompanha o próprio tratamento, e ele percebe essa diferença”, afirma Larissa Sanders, Analista de Marketing da Simples Dental. “Desde a sua fundação, nossa marca acredita que as soluções digitais podem aproximar pacientes e dentistas e automatizar tarefas operacionais, devolvendo ao profissional tempo para se dedicar ao que só ele pode oferecer: um cuidado humano e atento a cada pessoa.”
Agendamento pelo WhatsApp foi o grande marco do atendimento na última década
Entre 2016 e 2026, o agendamento esteve entre as etapas que mais evoluíram dentro dos espaços odontológicos na percepção dos brasileiros.
Na última década, 7 em cada 10 entrevistados citaram a possibilidade de marcar consultas pelo WhatsApp como uma das principais facilidades para o dia a dia do paciente, enquanto 44,4% destacaram a praticidade proporcionada pela internet na hora de escolher um novo dentista.
Para muitos deles, vale dizer que os avanços também se estendem ao dia a dia do consultório. Não à toa, 62% dos respondentes afirmaram ter notado uma redução no tempo aguardando por suas consultas, algo associado à agilidade das equipes de recepção e secretariado.
“Diversificar os canais de atendimento com soluções digitais pode resolver problemas recorrentes de clínicas e consultórios, como o não comparecimento e a sobrecarga da recepção”, comenta Larissa. “É fundamental lembrar que a jornada do paciente começa muito antes da consulta. Clínicas e consultórios atentos a isso constroem uma relação mais sólida com o público desde o primeiro contato.”
Novas visões sobre o cirurgião-dentista
Além das mudanças no atendimento, o estudo da Simples Dental também mostra que, na percepção dos pacientes, a atuação do cirurgião-dentista se ampliou na última década e passou a ser associada a novos tipos de tratamentos.
Tradicionalmente ligada ao cuidado com os dentes, em procedimentos como limpezas, restaurações e extrações, hoje, a odontologia já é associada por uma parcela expressiva dos entrevistados a tratamentos para bruxismo (66,2%) e para disfunções da ATM, a articulação temporomandibular (57,2%), além de procedimentos estéticos, como a harmonização orofacial (46%) e a aplicação de toxina botulínica (38,6%).

Para as pessoas consideradas no levantamento, essa ampliação das áreas de atuação, especialmente a integração com a estética, é positiva e estará entre os três pilares que moldarão o setor odontológico nos próximos anos, ao lado do avanço da tecnologia (33,2%) e da personalização cada vez maior dos atendimentos (18,2%).
“É interessante notar como os brasileiros já não enxergam o dentista apenas como quem cuida dos dentes, mas como um profissional que acompanha a saúde de forma ampla, do bruxismo à estética”, avalia Larissa. “Estamos falando de um momento de oportunidade para o setor: quanto mais simples for a gestão da clínica, mais espaço dentistas e suas equipes terão para crescer junto com os pacientes”, finaliza.
Metodologia
Nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade do levantamento é de 95%, e a margem de erro é de 3,3 pontos percentuais. Ao todo, os participantes responderam a 10 perguntas, que investigaram sua relação com clínicas e consultórios odontológicos na última década, bem como as percepções sobre a evolução do setor ao longo do período.
