Especialistas do pH orientam sobre gestão do tempo, equilíbrio emocional e repertório para a redação, além de explicar as possíveis revisões no exame

Com provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, o Enem 2026 se aproxima e intensifica a preparação dos estudantes que buscam uma vaga na universidade.
Além do domínio dos conteúdos, o exame exige resistência física, concentração e equilíbrio emocional para lidar com o tempo de prova e a pressão por um bom resultado.
Para Thiago Braga, gestor da Área de Linguagens e Convivência Ética do pH, a reta final deve priorizar a revisão dos conteúdos com questões de provas anteriores e tempo cronometrado.
“A prática ajuda o estudante a perceber quanto tempo dedica a cada área do conhecimento e a administrar melhor o ritmo de resolução”, afirma. O especialista também recomenda atenção ao nervosismo durante o exame: fazer uma breve pausa e respirar de forma lenta e consciente pode ajudar a recuperar a calma e retomar a concentração.
Esse equilíbrio entre preparação e bem-estar faz parte da rotina do aluno Yago de França, que está no último ano do Ensino Médio da unidade Tijuca.
“O Enem é um marco que pode moldar a minha vida”, diz. Além dos simulados, ele encontra no esporte e na música formas de lidar com a ansiedade: “A academia e o basquete ajudam a manter minha autoestima, e tocar violão me ajuda a relaxar e continuar com os estudos”.
A gestão do tempo também exige atenção à redação. Braga recomenda concluir o texto em até uma hora e meia, preservando tempo para as questões objetivas.
Se alguma delas gerar dúvida, a orientação é avançar e retomá-la depois de resolver as demais. Embora o Enem esteja em revisão, com destaque para a avaliação da escrita, o formato permanece o mesmo neste ano. As propostas de mudança seguem em discussão, com possível implementação a partir de 2028.
A seguir, o especialista aponta cinco eixos que merecem atenção dos candidatos nesta reta de preparação para o Enem. Assista também: Thiago Braga dá dicas sobre o Enem
1. Violência no ambiente escolar contra alunos e professores
Analisar fatores como saúde mental, redes sociais e falta de apoio, com soluções que envolvam escola, família e poder público.
2. Inclusão de pessoas neurodivergentes
O avanço da educação inclusiva tem ampliado o debate sobre as barreiras enfrentadas por pessoas neurodivergentes dentro e fora da escola. Aqui vale discutir barreiras à participação e à autonomia na escola e no mercado de trabalho.
3. Desinformação, inteligência artificial e manipulação algorítmica
Analisar a influência de conteúdos manipulados e algoritmos na opinião pública, a responsabilidade das plataformas e o uso ético da tecnologia.
4. Padrões de beleza, gordofobia e transtornos alimentares
Discutir os impactos da publicidade e das redes sociais na autoimagem, na gordofobia e nos transtornos alimentares.
5. Apostas esportivas e seus impactos sociais
Examinar os impactos das bets no endividamento e na dependência, considerando a publicidade e a vulnerabilidade econômica.
Sobre as mudanças do Enem – o que está sendo discutido?
O Inep discute possíveis mudanças no Enem a partir de 2028, incluindo novos gêneros textuais na redação, revisão dos critérios de correção e atualização das matrizes de referência.
Filipe Couto, diretor pedagógico geral do pH, participou, em setembro, do encontro em Brasília e defende uma avaliação que valorize a escrita para além de fórmulas prontas.
“Qualquer mudança em um exame da dimensão do Enem precisa ser gradual, muito bem comunicada e acompanhada de critérios transparentes de avaliação”, ressalta.
As propostas seguem em debate e não alteram o formato da prova deste ano.
As principais mudanças previstas são:
1. Redação com diferentes gêneros textuais
Uma das propostas em debate é ampliar os tipos de texto que podem ser solicitados na redação. Hoje, o Enem exige exclusivamente um texto dissertativo-argumentativo. A discussão é se a prova poderia avaliar a capacidade de escrita dos estudantes a partir de outros gêneros textuais.
2. Uma avaliação mais ampla da competência de escrita
A mudança permitiria avaliar a adequação da escrita a diferentes contextos e objetivos, com o desafio de garantir critérios claros e objetivos em escala nacional.
3. Revisão dos critérios de correção
A inclusão de novos gêneros exigiria rever a correção sem ampliar a subjetividade da avaliação, hoje baseada em cinco competências e realizada por pelo menos dois avaliadores independentes.
4. Atualização das matrizes e da avaliação do Ensino Médio
A revisão das matrizes e dos padrões de desempenho acompanha a integração do Enem ao Saeb em 2026, ampliando seu uso na avaliação do Ensino Médio e na produção de indicadores. Para Filipe Couto, diretor pedagógico do pH, a escrita deve ser avaliada para além de fórmulas prontas, com mudanças graduais, critérios objetivos e comunicação clara para escolas e candidatos.
Sobre o Colégio pH
Com 38 anos de atuação na área de Educação, o Colégio pH iniciou sua trajetória como curso preparatório para o vestibular e, ao longo dos anos, ampliou sua oferta educacional. Atualmente, atende da Educação Infantil ao Ensino Médio, além de manter o curso preparatório, com 12 unidades no Rio de Janeiro e em Niterói. O Colégio pH integra o Grupo Salta, maior grupo de Educação Básica do Brasil.
