Com a esquerda afiada, Neymar fica ainda mais imprevisível

Apesar da evolução técnica do futebol, são poucos jogadores que conseguem ter habilidade com as duas pernas. Não em mesmo nível, o que é praticamente impossível, mas com recurso para drible, lançamento, passe mais longo e chute. Não chega ao ponto de bater uma falta ou escanteio com a mesma precisão da “perna boa”, mas é um recurso a mais (por Gabriel Saraceni)
Contra o Guarani, Neymar arranca para driblar adversário (Foto: Ivan Storti)
Contra o Guarani, Neymar arranca para driblar adversário (Foto: Ivan Storti)
Contra o Guarani, Neymar arranca para driblar adversário (Foto: Ivan Storti)
Contra o Guarani, Neymar arranca para driblar adversário (Foto: Ivan Storti)

Apesar da evolução técnica do futebol, são poucos jogadores que conseguem ter habilidade com as duas pernas. Não em mesmo nível, o que é praticamente impossível, mas com recurso para drible, lançamento, passe mais longo e chute. Não chega ao ponto de bater uma falta ou escanteio com a mesma precisão da “perna boa”, mas é um recurso a mais. Petkovic, por exemplo, até conseguia alguns lances em bola parada. Mas isso mais no fim de carreira, depois de muito treino e experiência.

Neymar é o exemplo mais emblemático do momento. O atacante santista, a cada jogada com a esquerda, mostra evolução. Tem o dom, claro, mas também treina. E é só aperfeiçoando que se consegue resultado. Trabalho específico, e não só do dia a dia, em jogos reduzidos, partidas ou coletivos. É o tipo de situação que precisa trabalhar o fundamento isolado, como com crianças. Quanto antes começar, melhor.

Resultado é a imprevisibilidade. Com as duas pernas, drible por um lado e para o outro. No arremate, o jogador pode cortar para a esquerda, e não só direita. E assim confunde o marcador. Para os defensores, também ajuda. Dá para cobrir mais espaços e também colabora na recuperação em caso de ser enganado pelo atacante.

Com grande evolução física no futebol, a técnica muitas vezes é esquecida. Mas trabalhar com os dois pés precisa ser lembrado sempre. Prova é Neymar, hoje melhor do Brasil e entre os melhores do mundo. Já é repleto de recursos, mas não se cansa de evoluir para ser ainda mais imprevisível e cheio de variações.

[author] [author_image timthumb=’on’]http://www.guairanews.com/wp-content/uploads/2012/03/Saraceni.jpg[/author_image] [author_info]GABRIEL SARACENI – Bacharel em Esporte pela USP desde 2005, tem 29 anos e se formou também em Jornalismo em julho de 2010, pela UNIP. Neste espaço, vai abordar temas relacionados à ciência das modalidades, como tipos de treinamento, preparação física, nutrição, fisiologia e suas ramificações. Um pouco de teoria sobre o esporte não faz mal a ninguém. Twitter: @gabrielsaraceni[/author_info] [/author]

fonte: Raio X do Esporte

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