Pular para o conteúdo

Rock n’ Roll, meu bastardo favorito – por Paulo Sérgio Rodrigues

Rock n' Roll, meu bastardo favorito - por Paulo Sergio RodriguesNascido nos anos 50 filho de um triangulo amoroso profano entre o negro, Blues, a branca, Country Music e a religiosa Gospel, o Rock n’ Roll saiu do sul dos Estados Unidos ganhando o mundo, caminhando sempre no seu habitat favorito: o underground — submundo da cultura. Cultura crua sem a maquiagem pasteurizante da grande mídia.

O menino rebelde, hoje com 60 anos ou mais, tem sua síndrome de Peter Pan e se recusa a crescer, parou nos 21 anos, que completou no começo da década de 1970, era do seu auge.

Em terras tupiniquins estourou nas décadas de 1970 e 1980, especialmente na última, os anos 80, quando o Rock Nacional, com influências no Punk e Ska, inundou o país com uma onda de nova cultura, bradando contra a ditadura, seus costumes e seus pelegos.

Nos últimos o nosso bastardo favorito, foi negligenciado pela mídia, atordoado por conjuntos coloridos sem a pegada do ‘sul americano’ e massacrado pelo lixo midiático de músicas de duplo sentido — todos estúpidos — e gritos de guerra de torcida organizada aditivados por bundas, o que chamam de funk.

Mas mesmo sem conjuntos expressivos ele vive. Nada mais sugestivo do que comemorar o Dia Internacional do Rock, nesta Sexta Feira, 13. Como o protagonista da famosa película Hollywood, o Rock renasce em cada teen da era da internet que faz suas buscas por, Ramones, Legião Urbana, Sex Pistols, Green Day, Raul Seixas e Cia Ltda. Renasce para atormentar os adoradores do “Chu e Cha” a cada propaganda de grandes empresas, a cada regravação pasteurizada dos grandes sucessos.

É assim que nosso Jason irreverente se mostra, de máscara e facão, mostrando a bunda e balançando o badalo para os consumidores da ‘massa cultural’. Porque afinal Rock n’ Roll significa mexer-se, rebolar. Como diriam os Titãs em sua poesia musicada ‘não é que eu vou fazer igual… eu vou fazer pior”

 

Paulo Sérgio Rodrigues Paulo Sergio Rodrigues, 40, é jornalista, pais de dois filhos e viveu sua adolescência na melhor época da música jovem brasileira: os anos de 1980.