Novembro, 2019 – O professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação, comenta o caderno Azul da prova do Enem que aconteceu em 3 de novembro de 2019.
Segundo o especialista, a avaliação seguiu o padrão dos anos anteriores, mas teve um grande volume de textos contextualizando as questões, o que a tornou um pouco mais densa, algo visto pela última vez em 2012.

A prova (azul) comentada está neste link .

Em linguagens, o foco esteve em literatura pós-modernistas. Foram citados João Cabral de Melo Neto e Raul Pompéia, mas a maioria dos escolhidos possuem obras publicadas nas últimas décadas. Falou-se novamente em Picasso, um padrão de anos anteriores. Em 2019, os avaliadores pediram a interpretação da obras “Cabeça de Touro”.

Cibercultura, impacto da tecnologia (questões 17 e 19, por exemplo) e hábitos da sociedade que estão influenciando as mídias sociais também foram abordados demonstrando que a prova busca fazer um link com comportamentos da sociedade. Outro destaque foi Educação Física, que teve espaço em duas questões (9 e 27).

Já em ciências humanas os temas foram divididos da seguinte forma: 15 questões de História, 10 de Filosofia (número maior do que em anos anteriores), cinco de Sociologia e 15 de Geografia. Em História, o foco esteve em assuntos factuais, sem abordagens polêmicas e com temas ecléticos.
Um dos destaques foi a questão sobre os direitos humanos, mas falou-se também sobre totalitarismo, holocausto, primeiro reinado e etc. Em Geografia, falou-se de clima, ecologia e os avaliadores escolheram falar ainda sobre a indústria, agrotóxicos e Amazônia.
“A prova manteve a tradição de oferecer contexto, falar de pontos importantes para a sociedade contemporânea e ser técnica. Como houve muita apresentação em texto, podemos dizer ainda que em 2019 o Enem está seguindo a linha conteudista”, avalia Celedônio.

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