Uma triste realidade foi constatada durante esta semana no Parque Maracá. O lixo descartado, sem nenhum cuidado, nas águas do Lago Maracá ou dentro do parque, por seus freqüentadores, está matando os animais e também as aves que habitam aquele espaço.

A vítima da vez foi um “cágado”, um animal semi-aquático pertencente à família dos quelônios, considerado “primo” das tartarugas, mas que vivem apenas na água doce. O animal morreu após se enroscar em uma sacola plástica. Ao ficar com as patas presas e não podendo nadar, acabou se afogando.

O animal foi localizado pela bióloga do Zoológico Municipal de Guaíra, Ana Paula Chaves, que juntamente com o estudante de biologia, Gabriel Nunes de Oliveira, e a bióloga voluntária, Bianca Morrysson, está realizando o levantamento avifauna do Parque Ecológico Maracá.

Avifauna é o nome que se dá ao conjunto de aves existentes em um determinado local ou região. Até o momento já foram catalogadas 45 espécies diferentes de aves que utilizam o Parque Maracá como habitat ou rota migratória.

“A população deve se conscientizar em dar a destinação correta ao lixo. No entorno do parque existem dezenas de cestos para que a população dê a dispense esses materiais. Durante este trabalho deparamos com diversas aves com pedaços de plástico e de metal presos aos bicos, as asas e também nas patas. Muitas podem morrer por não conseguirem voar e se alimentar”, enfatizou a bióloga Ana Paula.

Enfatizando a importância do tema, o Departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Agricultura do município, coordenado pelo engenheiro ambiental Alaor Borges Pinheiro Neto, conclama aos pescadores, praticantes de esportes e freqüentadores do Parque “Waldemar Chubaci”, o Parque Maracá, para que não joguem o lixo nos locais inapropriados.

“Todos devem fazer sua parte. Além de manter o parque limpo, também estaremos cuidando dos animais que dependem do Parque Maracá para sobreviver. Esta é uma obrigação de todos”, comentou Alaor.