Petshops e serviços veterinários podem aproveitar crise para diversificar serviços

Mesmo considerado serviço essencial, segmento também sofre com a pandemia e funciona com restrições

As medidas de prevenção estabelecidas para o combate à pandemia do novo coronavírus, com o fechamento de alguns estabelecimentos comerciais e a determinação de distanciamento social, também afetaram a rotina de petshops e clínicas veterinárias.

Apesar de considerados serviços essenciais, eles têm funcionado com algumas restrições, como por exemplo, em relação aos serviços de banho e tosa, que não estão autorizados em muitas localidades do país.

De acordo com a analista do Sebrae, Hannah Salmen, agora é o momento de buscar diminuir os prejuízos causados pela pandemia e aproveitar o período de confinamento em casa para incentivar, junto aos clientes, atividades que possam gerar mais conexão entre o tutor e os seus bichinhos de estimação.

“Passar mais tempo em casa significa ampliar essa conexão, estar mais atento à sua alimentação, ao enriquecimento ambiental, com atividades que possam demandar brinquedos e outras atividades”, analisou.

Em Cascavel, região oeste do Paraná, um petshop inaugurou em janeiro e estava começando a consolidar a carteira de clientes, quando precisou fechar e paralisar os serviços principais, podendo apenas ofertar atendimentos em casos urgentes e emergenciais.

Por isso, durante o período em que estavam de portas fechadas, a empresa focou em manter o relacionamento com os clientes.

“Trabalhamos muito com a divulgação nas redes sociais e durante o fechamento, continuamos oferecendo informação, principalmente para conscientizar os tutores sobre a necessidade de higienizar os pets depois de passeios curtos, sobre a vacina da gripe, que também é muito importante para os cães e tirando dúvidas se os pets transmitiam ou não a Covid-19”, conta Maiela da Rosa, médica veterinária da Casa do Pluto, em Cascavel.

Patricia Cilene Thiesen, sócia da Zeal, petshop de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, implantou uma redução no horário de atendimento presencial e intensificou os serviços de “leva e traz” dos pets para banho e tosa.

Além disso, a empresa reforçou medidas de sanidade com a utilização de álcool e higienização frequente de toda a loja e passou a exigir o uso de máscaras em seu interior.

“Sentimos que houve uma contenção de gastos por parte dos nossos clientes, mas todos aceitaram bem as mudanças que promovemos. Estamos oferecendo produtos com melhores condições de pagamento, além de combinar horários agendados e serviços sob demanda. Tivemos que nos adaptar a esse novo momento, mas o consumo ainda acontece com frequência”, afirma ela.

Em recente pesquisa de impacto do coronavírus nos pequenos negócios, o Sebrae identificou que o segmento de petshops e serviços veterinários registrou queda de 51% no faturamento, no período do levantamento, entre os dias 3 e 7 de abril.

Além disso, 54% das micro e pequenas empresas do setor avaliaram que mudaram o modo de funcionamento para se adaptar ao novo cenário, sendo que a maioria delas (74%) estão fazendo rodízio de funcionários e (15%) realizam serviços via drive thru.

Mesmo no cenário de crise, é possível agregar novos serviços às atividades já existentes, como horários exclusivos de atendimento, aulas de adestramento online, dicas de higienização, clubes de assinatura, dentre outras práticas criativas.

Para investir no relacionamento e na fidelização dos clientes, é recomendado promover conteúdo de qualidade nas redes sociais e comunicação constante com o cliente, propondo ações criativas, inovadoras e de baixo custo.

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