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BUMBUM NA NUCA – BENEFÍCIOS QUE VÃO ALÉM DA ESTÉTICA

 

Em busca do tão sonhado “bumbum na nuca”, muitas mulheres estão fazendo inúmeros exercícios para deixar a musculatura do glúteo cada vez mais forte e malhada. Mas, além da estética, malhar os glúteos traz inúmeros benefícios. Entre eles, podemos destacar a associação desta musculatura como alternativa para o tratamento de patologias de quadril e joelho.

Para o tratamento de algumas patologias como as dores anteriores nos joelhos, tendinopatias e bursite no quadril, o treino da musculatura dos glúteos faz parte do processo de reabilitação, assim como os movimentos de subir e descer escadas, levantar e sentar da cadeira também podem ser favorecidos com este músculo em bom funcionamento.

Esse grupo muscular é dividido em 3 músculos, sendo eles: glúteo máximo, médio e mínimo e como função principal são responsáveis pelo movimento de extensão da coxa, abdução (abertura) e rotação lateral da coxa. Trabalhar essa musculatura pode ajudar inclusive, na performance de esportes como a corrida, pois ele tem uma grande importância no mecanismo propulsor da marcha e da corrida.

Um “bumbum na nuca” só não pode ser considerado responsável por uma boa postura. Infelizmente ainda não temos estudos suficientes que comprovem o verdadeiro papel da musculatura glútea na manutenção da postura do tronco; embora exista uma relação biomecânica com o movimento de fletir o corpo, ou seja dobrar o tronco para frente, como também na manutenção da postura em pé.

A musculatura glútea tem uma função estabilizadora da pelve e do quadril e isso ajuda na transmissão de força e no controle para os membros inferiores. Com base nisso, existem estudos que apontam essa relação com a prevenção de lesão no joelho e no quadril e também em alguns esportes e lesões específicas, como as tendinites no quadril e lesões ligamentares no joelho.

Portanto no ponto de vista terapêutico, o fortalecimento da musculatura glútea associada a outras intervenções necessárias (evidenciadas através de uma avaliação com um profissional), favorecem e melhoram a performance do atleta em alguns esportes, além de prevenir e ajudar no tratamento de lesões nos joelhos e no quadril.

O grande problema é muitas pessoas ainda são negligentes com relação aos exercícios que podem ser realizados para tal finalidade e assim como outros músculos, o glúteo deve ser trabalhado buscando sempre o equilíbrio do corpo, no caso dos membros inferiores. Os melhores exercícios são: agachamento bipodal, exercício de ponte com os dois pés no chão e depois progredindo e mantendo apenas um deles no chão; marcha lateral com faixa elástica entre as pernas, 4 apoios com elástico entre as pernas ou com caneleira realizando elevação da coxa com o joelho dobrado.

Para saber mais sobre dores, dicas e tratamentos, acesse: www.institutotrata.com.br e www.itcvertebral.com.br

BERNARDO SAMPAIO 

Fisioterapeuta pela PUC-Campinas (Crefito: 125.811-F), diretor clínico do ITC Vertebral e do Instituto Trata, unidades de Guarulhos, Bernardo Sampaio é também professor do curso de pós-graduação em fisioterapia traumato-ortopédica do Instituto Imparare e do curso de fisioterapia do Centro Universitário ENIAC (Guarulhos) e também leciona como convidado nos cursos de pós-graduação na Santa Casa de São Paulo. Possui experiência em fisioterapia ortopédica, traumatologia e esporte; e especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo. Mestrando em ciências da saúde pela faculdade de ciências médicas da santa casa de são Paulo. Saiba mais em: www.institutotrata.com.br  e www.itcvertebral.com.br