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Autônomos e MEIs: como calcular aposentadoria e planejar contribuições

Veja as regras específicas para quem trabalha por conta própria acessar os benefícios previdenciários

Créditos: JLco – Julia Amaral/iStock

Mesmo sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria, sem vínculo empregatício com uma empresa ou outra pessoa jurídica, têm direito à aposentadoria.

Apesar de os autônomos estarem submetidos a regras diferentes do profissional registrado, com planejamento, é possível adquirir os benefícios previdenciários e garantir tranquilidade no futuro.

Ao contribuir para o INSS, o trabalhador tem direito, além da aposentadoria por idade, a benefícios por incapacidade, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, pensão por morte e salário-maternidade.

O importante a se lembrar é que o profissional autônomo é responsável ele mesmo pelo gerenciamento e pagamento das contribuições. Assim, é necessário ficar atento e ser rigoroso para evitar prejuízos e preocupações.

Da mesma maneira, o Microempreendedor Individual (MEI), que atua como pessoa jurídica, deve realizar o pagamento dos impostos mensalmente para garantir o acesso aos benefícios.

Quais são as regras de aposentadoria para MEI e autônomo em 2026?

Conhecer as regras específicas para a modalidade, seja para autônomos que atuam como pessoa física, ou para os que prestam serviços como MEI, evita prejuízos e preocupações futuras.

Em geral, a regra básica é a da aposentadoria por idade, em que o trabalhador se aposenta ao atingir uma idade mínima. Para mulheres, essa idade é de 62 anos, enquanto para os homens é de 65.

Para garantir esse direito, o profissional autônomo deve recolher as próprias contribuições. O primeiro passo é saber que aqueles que não têm CNPJ são contribuintes individuais. Essa categoria é obrigada a pagar o INSS e tem todos os benefícios previdenciários.

Para contribuir, é necessário fazer a inscrição no INSS. Trabalhadores que já tiveram carteira assinada não precisam se cadastrar novamente.

Em seguida, deve-se formalizar a atuação profissional, via Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF). Depois, basta emitir e pagar a Guia da Previdência Social (GPS).

Já o MEI contribui automaticamente ao pagar o DAS MEI, imposto cobrado todos os meses do microempreendedor. 

Quais as contribuições possíveis para a aposentadoria de autônomos e MEIs?

O autônomo pode contribuir com três alíquotas diferentes.

  • 20% do salário mínimo: aplica-se ao profissional que deseja aumentar o valor do benefício. A contribuição pode chegar a 20% do teto previdenciário. 
  • 11% do salário mínimo: ao escolher esta contribuição, o trabalhador pode se aposentar apenas por idade, e não por tempo de contribuição.
  • 5% do salário mínimo: é o pagamento exigido do MEI e garante a aposentadoria por idade. 

Assim como os autônomos que atuam como pessoa física, o MEI também tem a chance de aumentar o valor do benefício e ampliar o acesso à aposentadoria por tempo de contribuição. 

Para isso, basta que o trabalhador complemente o valor pago mensalmente, chegando à alíquota de 20%.

Qual o valor da aposentadoria para MEI e autônomo?

O valor do benefício que será recebido pode ser mensurado por meio de uma calculadora de aposentadoria. A ferramenta ajuda a prever as contribuições necessárias para quem é MEI ou autônomo.

Basicamente, antes da reforma da previdência, o valor do benefício para quem se aposentava com 15 anos de contribuição era de 85% da média dos salários. Para quem trabalhava 30 anos, o valor era de 100%.

Agora, o valor da aposentadoria é de 60% da média dos salários para quem se aposenta com 15 anos de contribuição. Para receber 100%, o homem precisa de 40 anos de contribuição, e a mulher, de 35.

Já para o MEI que não complementa o pagamento mensal para chegar à alíquota de 20%, o valor da aposentadoria é fixado por lei em um salário mínimo.

Planejamento e atenção

Apesar de precisar seguir regras específicas, os autônomos que se planejam conseguem acessar a aposentadoria e os demais benefícios previdenciários.

Basta ficar atento às regras e às datas de pagamento e se comprometer com os pagamentos mensais para garantir renda e maior tranquilidade no futuro.