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Escolas reduzem custos de renovação em até 50% com reindustrialização de mobiliário escolar

Créditos: Divulgação

Com mais de 178 mil escolas de educação básica no Brasil, segundo o INEP, a renovação do mobiliário escolar segue como um desafio recorrente para gestores que precisam qualificar o ambiente de aprendizagem sem pressionar ainda mais os orçamentos. Nesse contexto, a reindustrialização de móveis escolares começa a ganhar escala ao recuperar cadeiras e mesas usadas e transformá-las novamente em conjuntos completos para uso em sala de aula, com potencial de reduzir em até 50% os custos de modernização.

O avanço desse modelo chama atenção não apenas pela economia, mas também pelos resultados já alcançados, como a reindustrialização de mais de 3.500 conjuntos escolares e o crescimento da demanda por soluções que conciliem eficiência financeira, qualidade e sustentabilidade.

Para Laura Camargos, CEO da Reescola e biotecnologista com experiência em processos industriais, o tema ganha relevância diante da pressão orçamentária enfrentada por escolas e redes de ensino. “A inovação deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade concreta. A reindustrialização permite renovar salas de aula com qualidade e confiabilidade, ao mesmo tempo em que reduz custos e amplia o ciclo de vida dos materiais, com impacto direto na gestão escolar”, afirma.

Além do ganho econômico, o modelo se conecta a uma agenda mais ampla de sustentabilidade e uso racional de recursos. Em vez de descartar mobiliário e substituir integralmente estruturas ainda aproveitáveis, a reindustrialização adota processos estruturados para recuperar materiais e devolvê-los ao uso em condições padronizadas.

Esse movimento já aparece na prática. Em uma escola municipal de Sorocaba, vinculada à prefeitura, a adoção de mobiliário reindustrializado se destacou pela qualidade dos produtos e pela adequação aos limites orçamentários da rede. O caso ilustra como a estratégia pode viabilizar melhorias concretas na infraestrutura escolar sem depender exclusivamente da compra de itens novos. Para além da renovação física das salas de aula, a discussão envolve também o papel das instituições de ensino na formação de uma cultura mais consciente.

Segundo Laura, a incorporação de práticas de reaproveitamento no cotidiano escolar contribui para alinhar gestão financeira e responsabilidade ambiental. “Ao adotar soluções baseadas em economia circular, a escola não apenas resolve um problema de infraestrutura, mas também demonstra, na prática, que é possível combinar qualidade, sustentabilidade e uso inteligente dos recursos. Esse é um caminho cada vez mais presente nas instituições que buscam se preparar para o futuro”, diz.

Sobre a Reescola

A Reescola é a primeira empresa da América Latina especializada na reindustrialização de mobiliário escolar. A startup utiliza tecnologia proprietária para transformar móveis usados em produtos padronizados. A empresa já atendeu mais de 200 escolas públicas e privadas, gerando mais de R$ 2 milhões em economia direta para o setor educacional.