Além de ganhos ambientais, carros elétricos pesam menos no bolso, devido a custos energéticos menores e incentivos fiscais

A venda de carros elétricos bateu uma marca inédita no Brasil. Pela primeira vez, um carro elétrico vendeu mais do que um carro a combustão. O fato ocorrido em fevereiro leva em conta apenas as vendas no varejo, mas dá um sinal de que a aceitação dos elétricos só aumenta. E a eletrificação da frota de carros – algo que parecia tão distante – está acontecendo rapidamente.
Razões como preço, sustentabilidade e economia permeiam a decisão do motorista, e a comparação do elétrico com o carro a combustão na hora da compra é inevitável. Outro fator que favorece os elétricos é a questão da manutenção. Por ter menos partes móveis, o desgaste das peças é muito menor e a manutenção é muito mais barata e simplificada.
Carro elétrico x carro a combustão: comparação de custos
O grande diferencial fica por conta da economia, devido ao uso de energia elétrica, em comparação com o gasto com combustível. Estima-se que um carro elétrico seja até 73% mais econômico que um veículo a combustão.
Para tanto, leva-se em conta a média de quilômetros que um carro percorre com um litro de combustível e a mesma distância, mas com a quantidade necessária em kWh. A Volvo fez um comparativo utilizando um dos seus veículos. Para isso, levou em conta o preço da gasolina – à época, R$ 6,17 – e do kWh da energia elétrica residencial – R$ 0,80.
No comparativo, encher um tanque de 55 litros custaria cerca de R$ 340, enquanto carregar totalmente uma bateria, cerca de R$ 55,20. Um carro com consumo médio de 10 km/L gastaria R$ 0,618 por quilômetro. Já o elétrico, com autonomia de cerca de 340 km, gastaria algo em torno de R$ 0,163 por quilômetro.
Obviamente, o estilo de direção de cada condutor, o tamanho do carro, o tipo de motor, a carga, o uso na estrada ou urbano, entre outras variáveis, influenciam no custo final. Mas, de qualquer forma, a diferença no consumo ainda seria bastante alta em favor do elétrico. E, em longo prazo, a economia se faz sentir ainda mais.
Onde está a economia no dia a dia
Ao somar economia e manutenção, uma vez que o elétrico não faz troca de óleo, filtros, velas e correias, o elétrico se mostra muito vantajoso. Além disso, alguns estados oferecem incentivos fiscais, como isenção total ou parcial em impostos como o IPVA, o que traz ainda mais economia ao longo dos anos.
Há, entretanto, cenários em que o elétrico pode custar um pouco mais caro. É o caso de quem precisa recarregá-lo em eletropostos. Neste caso, o custo com a energia pode dobrar. Ainda que permaneça mais em conta do que o combustível fóssil, deve-se considerar esse aspecto, principalmente nos casos dos carregadores ultrarrápidos, que cobram mais por kWh carregado.
Uma forma de minimizar esse custo recorrente é investir na própria infraestrutura. Afinal, é possível recarregar em casa, por meio da instalação de um carregador de carro elétrico, o que pode trazer ainda mais praticidade e eficiência no dia a dia, além de independência energética.
