É cada vez mais comum encontrar jovens sofrendo infartos agudos do miocárdio, e existem mecanismos fisiopatológicos envolvidos nesses casos, afirmam o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, a endocrinologista e especialista em Neurociências e Comportamento , Dra. Jacy Maria Alves e o médico do exercício e esporte, Dr. Rafael Marchetti, autores do estudo

Um estudo recente publicado pela Atena Editora na revista International Journal of Health Science analisa o crescimento da incidência de Infarto agudo do miocárdio em pessoas jovens e investiga os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nesse fenômeno. A pesquisa destaca que, embora a mortalidade tenha diminuído, o número de diagnósticos em indivíduos abaixo dos 45 anos vem aumentando.
O estudo foi desenvolvido pelo pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pela endocrinologista e especialista em Neurociências e Comportamento, Dra. Jacy Maria Alves e pelo médico do exercício e esporte, Dr. Rafael Marchetti.
De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o aumento de casos do tipo exige bastante atenção.
“É cada vez mais comum encontrar jovens sofrendo infartos agudos do miocárdio, e existem mecanismos fisiopatológicos específicos que diferenciam esses casos dos observados em pacientes mais velhos”, afirma.
Fatores de risco em mudança
O estudo aponta que alterações no estilo de vida ao longo das últimas décadas contribuíram para o surgimento precoce da aterosclerose. Entre os fatores mais associados estão tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia.
De acordo com a Dra. Jacy Maria Alves, o perfil do paciente jovem apresenta características próprias.
“Nos indivíduos mais jovens, observa-se maior influência de fatores comportamentais, estresse psicossocial e predisposição genética, o que exige uma abordagem preventiva mais precoce”, explica.
Aspectos biológicos e emocionais
O artigo também destaca que o infarto em jovens pode estar relacionado ao uso de substâncias estimulantes, histórico familiar de doença coronariana precoce e alterações genéticas ligadas à coagulação e ao metabolismo lipídico. Para o Dr. Rafael Marchetti, o componente emocional também deve ser considerado, pois ele exerce um papel muito importante.
“Fatores como estresse crônico, padrões comportamentais desadaptativos e sobrecarga mental podem atuar como gatilhos importantes para eventos cardiovasculares precoces”, afirma.
Prognóstico e prevenção
Embora o prognóstico inicial dos jovens seja geralmente melhor que o dos pacientes mais velhos, o estudo alerta para o risco de complicações a longo prazo, como insuficiência cardíaca. Os autores defendem estratégias preventivas integrando saúde metabólica, controle emocional e mudanças no estilo de vida.
“Compreender esses mecanismos permite desenvolver ações preventivas mais eficazes e reduzir o impacto dos eventos cardiovasculares precoces”, conclui o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Sobre o Dr. Rafael Marchetti
Rafael Marchetti é médico formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, com especialização em Cardiologia e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Possui pós-graduação em Medicina do Exercício e do Esporte, certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida pelo IBLM e MBA em Gestão de Saúde. Com 20 anos de experiência, já coordenou UTIs cardiológicas e preceptou residência médica. Atualmente, atua no projeto Cardioendocrino & Lifestyle Medicine e no Lapinha Spa. É coautor do livro Revolução Alimentar e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
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Sobre a Dra. Jacy Alves
Dra. Jacy Maria Alves é médica formada pela UFSC, com residências em Medicina Interna e Endocrinologia. É especialista em Endocrinologia pela SBEM, mestre em Medicina Interna focada em Diabetes pela UFPR, e certificada em Medicina do Estilo de Vida e Obesity Medicine pela Harvard. Trabalha como endocrinologista em consultório particular desde 2014, no Lapinha Spa desde 2022, e foi pesquisadora na Clínica Quanta até 2022. Também atua no INC desde 2016 e é professora na MevBrasil. Recebeu prêmios como 1º lugar em medicina na UFSC e em concursos de residência. Publicou artigos científicos e o livro “Revolução Alimentar” em 2024. Atualmente, está em pós-graduação em Neurociências na PUC-RS e em curso de Cuisine Santé. É membro de diversas sociedades médicas.
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Sobre Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi – The Scientific Research Honor Society (instituição na qual mais de 200 membros já receberam o Prêmio Nobel) e Sócio Agregado da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (SCML) em Portugal (registo nº 6372). É também membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Viena, Áustria, e da APA – American Philosophical Association nos Estados Unidos.
Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, possui também o título de Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ.
Autor de mais de 400 estudos científicos e 31 livros, atua como professor convidado na PUCRS e Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, é Diretor do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética.
