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Consultoria financeira ganha protagonismo na proteção e evolução patrimonial

Julia Colli, sócia fundadora da RP Wealth Management
Divulgação

Por Julia Colli, sócia fundadora da RP Wealth Management

Durante muito tempo, o mercado financeiro tratou o investimento como o centro de tudo. Escolher bons produtos, buscar rentabilidade e acompanhar o cenário econômico eram vistos como suficientes para garantir bons resultados. Mas, na prática, isso raramente se sustenta no longo prazo.

À medida que o patrimônio cresce, evolui também a complexidade. Nesse momento, muitos investidores percebem que investir bem não basta, é preciso organizar, integrar e dar direção ao todo.

Com esse objetivo, surge a RP Wealth Management, empresa do Grupo RP Capital, criada em 2021 para atuar de forma independente e isenta, sem vínculo comercial com instituições financeiras. Não trabalhamos para bancos, corretoras ou plataformas, o nosso compromisso é com o cliente.

Enquanto o modelo tradicional tende a direcionar o investidor para produtos de uma determinada casa, a consultoria parte de uma visão global do patrimônio. O cliente decide onde quer manter seus recursos e nós estruturamos soluções para melhorar a organização e a eficiência da sua estratégia financeira.

Um dos principais desafios que encontramos no dia a dia é a fragmentação do patrimônio. Muitos investidores mantêm recursos distribuídos entre diferentes instituições e produtos, acreditando estar devidamente diversificados. No entanto, quando essa estrutura é analisada de forma consolidada, a realidade costuma ser outra: exposições duplicadas, concentração de risco e decisões desconectadas são mais frequentes do que se imagina.

Por isso, um dos pilares do nosso trabalho é a consolidação patrimonial: reunir, em um único relatório, todas as posições do cliente, independentemente da instituição. Essa visão integrada permite decisões mais consistentes e uma diversificação mais eficiente.

Outro ponto central é a inversão de lógica. No modelo tradicional, o investimento vem primeiro. Na consultoria, ele vem depois. Antes de qualquer alocação, existe um processo estruturado que começa pela compreensão do cliente como o momento de vida, objetivos, estrutura familiar, necessidades de liquidez e tolerância ao risco.  A partir daí, construímos um planejamento financeiro que orienta todas as decisões.

Esse plano não é estático. Ele acompanha a evolução do cliente, da fase de construção de patrimônio até a sua preservação e sucessão. E esse acompanhamento é um dos grandes diferenciais. Não se trata apenas de montar uma carteira, mas de garantir que ela continue fazendo sentido ao longo do tempo, ajustando rota sempre que necessário.

A atuação da RP Wealth Management é voltada, principalmente, para clientes com maior volume de patrimônio e, principalmente, com maior complexidade financeira. São investidores que, em geral, possuem recursos distribuídos em diferentes instituições, buscam independência na tomada de decisão e precisam integrar diferentes dimensões do patrimônio como planejamento financeiro, otimização tributária, estruturação sucessória e evolução de seus negócios. Nesse contexto, a consultoria oferece soluções integradas que consideram não apenas os investimentos, mas toda a estrutura patrimonial e familiar do cliente.

Outro aspecto essencial é o modelo de remuneração. Na RP Wealth, a remuneração vem exclusivamente do cliente, por meio de um fee sobre o patrimônio assessorado. Não há comissões por produtos. Além disso, rebates e comissões gerados nas instituições financeiras são devolvidos ao cliente. Sem incentivo para priorizar produtos ou instituições. Todas as decisões são tomadas com base no que faz mais sentido para o cliente e apenas para ele.

Na prática, esse tipo de serviço vai muito além do aspecto financeiro. Planejamento sucessório, estruturação patrimonial, apoio em decisões relevantes, como aquisição de ativos no Brasil ou no exterior, e coordenação com advogados, contadores e outros especialistas fazem parte do escopo. É uma atuação integrada, que conecta diferentes dimensões do patrimônio.

O mercado evoluiu muito nos últimos anos. O acesso a produtos melhorou, a informação se democratizou e investir se tornou mais simples. Mas simplicidade não resolve complexidade. Quando o patrimônio cresce, o risco não está apenas no ativo escolhido, mas na falta de coordenação entre decisões.

Por isso, mais do que procurar o investimento ideal, o investidor precisa de estrutura. O resultado depende menos da escolha pontual de ativos e mais da forma como o patrimônio é organizado, protegido e administrado ao longo do tempo.