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Campanha por menino com doença rara mobiliza apoio e levanta debate sobre acesso a terapias genéticas no Brasil

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença rara, progressiva e extremamente desafiadora para as famílias, afirma o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Créditos: Divulgação

A história do pequeno Murilo, de apenas 3 anos, tem mobilizado moradores de Manhumirim, em Minas Gerais, e despertado uma corrente de solidariedade nas redes sociais. Diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), uma doença genética rara e progressiva, o menino enfrenta uma rotina de tratamentos, acompanhamentos médicos e desafios que vão muito além da infância.

Agora, familiares, amigos e apoiadores tentam ampliar a campanha em busca de acesso ao ELEVIDYS, terapia gênica inovadora desenvolvida para atuar diretamente na causa da doença. O tratamento representa esperança para milhares de famílias ao redor do mundo, mas o alto custo ainda limita o acesso.

A mobilização vem crescendo justamente porque a DMD provoca degeneração muscular contínua. Sem a proteína distrofina, essencial para proteger as fibras musculares, o organismo perde progressivamente força e capacidade funcional.

De acordo com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, a condição começa a se manifestar muito cedo nos pacientes.

“Os primeiros sintomas costumam surgir logo nos primeiros anos de vida, com dificuldade para correr, subir escadas, levantar do chão, quedas frequentes e atraso no desenvolvimento motor”.

Uma luta além do tratamento

A Distrofia Muscular de Duchenne afeta principalmente meninos e possui progressão contínua. Com o avanço da doença, a fraqueza muscular pode comprometer a mobilidade, respiração e até funções cardíacas. O diagnóstico precoce é essencial para ampliar possibilidades terapêuticas e melhorar qualidade de vida.

“A Distrofia Muscular de Duchenne ocorre por uma mutação no gene responsável pela produção da distrofina, proteína essencial para a proteção e funcionamento das fibras musculares. Sem ela, os músculos sofrem degeneração gradual, causando perda de força e mobilidade ao longo do tempo”.

“Com a progressão da doença, funções respiratórias e cardíacas também podem ser comprometidas, mas apesar de ainda não exista cura, avanços recentes, como terapias gênicas e tratamentos multidisciplinares, têm ampliado a qualidade de vida e a expectativa dos pacientes”.

Esperança movida pela solidariedade

A família de Murilo segue mobilizando apoio para garantir acesso ao tratamento e manter o acompanhamento multidisciplinar necessário para a doença. Cada compartilhamento, divulgação e contribuição representa mais do que apoio financeiro: simboliza a tentativa de oferecer ao menino melhores perspectivas de mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

O ELEVIDYS, terapia buscada pela família de Murilo, utiliza engenharia genética para introduzir no organismo uma versão funcional do gene responsável pela produção da microdistrofina, proteína associada à preservação muscular. Mas apesar dos avanços científicos, o custo elevado faz com que campanhas solidárias se tornem uma das únicas alternativas para muitas famílias.

Pix para doações: 08887290652