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Exposição solar durante exercícios ao ar livre pode aumentar risco de câncer de pele e lábio

Radiação ultravioleta é o principal fator de risco para essas neoplasias; especialista orienta sobre medidas de prevenção em atividades realizadas em ambientes externos

Créditos: Freepik

Caminhadas, corridas, pedaladas e outros exercícios ao ar livre ganharam espaço na rotina dos brasileiros nos últimos anos. Embora o hábito traga benefícios importantes para a saúde, a permanência prolongada sob o sol requer cuidados. Principal fator associado ao câncer de pele e de lábio, a radiação ultravioleta está por trás de milhares de casos registrados anualmente no país. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o Brasil deverá registrar mais de 263 mil casos anuais de neoplasia de pele não melanoma, cerca de 9 mil diagnósticos de melanoma e mais de 17 mil ocorrências na cavidade oral. 

Segundo o oncologista Diocésio Andrade, a prevenção precisa acompanhar a crescente adesão às práticas realizadas em áreas abertas. “A atividade física ao ar livre traz inúmeros benefícios para a saúde, mas seus efeitos positivos não eliminam a necessidade de cuidados. Os danos provocados pelos raios ultravioleta se acumulam ao longo da vida e estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, especialmente os que acometem a pele e os lábios. Por isso, medidas simples de proteção devem fazer parte da rotina de quem permanece frequentemente em locais descobertos”, explica.

Em cidades como Ribeirão Preto, onde as temperaturas elevadas e os índices de radiação ultravioleta costumam permanecer altos durante grande parte do ano, os cuidados preventivos se tornam ainda mais importantes para quem permanece exposto por longos períodos. 

“O uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados, além de chapéus ou bonés, óculos com proteção UV e protetor labial com fator de proteção são atitudes importantes para reduzir os efeitos da exposição ao sol. Também é recomendável evitar atividades nos horários de maior intensidade da radiação, entre 10h e 16h”, orienta o oncologista. 

O especialista ressalta ainda que a atenção deve ir além dos momentos de lazer ou da prática esportiva. Profissionais que trabalham em ambientes externos, como trabalhadores da construção civil e do setor agrícola, também estão entre os grupos mais expostos ao longo da vida.

Entre os principais sinais de alerta estão manchas que mudam de cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam, sangramentos recorrentes e alterações na textura da pele ou dos lábios. Ao identificar qualquer mudança persistente, a recomendação é procurar avaliação médica.

“Embora muitos desses casos apresentem altas taxas de cura quando identificados precocemente, o diagnóstico ainda depende da atenção aos sinais do próprio corpo e da avaliação médica. Quanto mais cedo a doença é detectada, maiores são as possibilidades de tratamento e controle”, conclui Diocésio.