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Comprar carro elétrico exige atenção: estudo revela desvalorização de 46% e aponta fatores decisivos para o consumidor

Estudo do Clube Unir mostra que perfil de uso é determinante para avaliar se um carro elétrico faz sentido financeiramente para cada consumidor

Carro elétrico sendo carregado em garagem com carregador residencial e extensão elétrica
veja mais: Recarga de carro elétrico em ambiente residencial 

Um estudo inédito do Clube Unir, realizado a partir da análise de dados de mercado, preços de veículos novos e usados, comportamento de desvalorização e evolução da infraestrutura de recarga, identifica os principais fatores que devem ser considerados por quem avalia comprar um carro elétrico no Brasil. A análise aponta que preço de aquisição, custos de manutenção, valor de revenda e disponibilidade de recarga precisam ser avaliados em conjunto com o perfil de uso do motorista, especialmente em um momento de rápida expansão da mobilidade elétrica no país. Para Hilário, presidente do Clube Unir e especialista em mercado automotivo e mobilidade elétrica, a decisão não deve ser baseada apenas no preço anunciado do veículo. “O consumidor precisa olhar para o carro elétrico como uma decisão de uso e de longo prazo. O preço de compra é apenas uma parte da conta. É preciso considerar onde o veículo será utilizado, como será feita a recarga, os custos de manutenção e também o comportamento do modelo no mercado de usados”, afirma.

A análise destaca que os veículos elétricos têm uma mecânica mais simples, com menos componentes móveis em comparação aos automóveis convencionais, o que pode reduzir a necessidade de determinadas manutenções ao longo do tempo. Por outro lado, o estudo aponta a desvalorização como um dos pontos que exigem maior atenção. Dados do IBV Auto, índice do banco BV, mostram que veículos elétricos ano 2023 acumulavam desvalorização de 46,1% até julho de 2026, enquanto híbridos recuavam 26,8% e modelos a combustão de perfil comparável, 21,4%. O próprio levantamento do banco BV aponta, porém, sinais de estabilização recente da perda de valor dos elétricos, indicando que o comportamento pode variar conforme idade, modelo e condições do mercado.

A infraestrutura brasileira também avançou de forma significativa. Segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) em parceria com a Tupi Mobilidade, o país chegou a 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga em maio de 2026, crescimento de 20,7% em relação aos 21.060 pontos registrados em fevereiro. A expansão foi ainda mais expressiva entre os carregadores rápidos, que passaram de 6.479 para 8.601 unidades no período, alta de 32,8%. Apesar do avanço, a distribuição permanece desigual: o Sudeste concentrava 11.079 pontos em maio, enquanto o Norte reunia 859.

O crescimento da oferta acompanha a expansão das vendas. De acordo com a ABVE, os veículos leves eletrificados chegaram a 21% de participação no mercado brasileiro em julho de 2026, maior índice mensal da série histórica, com 56.074 unidades emplacadas no mês. No acumulado de janeiro a julho, foram 271.091 unidades, e a entidade passou a projetar mais de 400 mil eletrificados vendidos no ano, podendo superar 450 mil caso o ritmo médio de emplacamentos seja mantido. Para Hilário, esse cenário torna ainda mais importante separar a tendência de mercado da adequação individual de cada tecnologia. “O crescimento das vendas mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais aberto aos eletrificados, mas isso não significa que o mesmo veículo seja a melhor escolha para todos. Quem roda predominantemente na cidade e consegue carregar em casa ou no trabalho pode encontrar uma relação mais favorável entre uso e custo. Já quem depende de viagens longas ou não tem acesso regular à recarga precisa considerar alternativas, como os híbridos”, explica.

Nesse contexto, o estudo do Clube Unir reforça que a escolha de um veículo eletrificado exige uma análise que vá além da comparação entre preços de modelos. A evolução da infraestrutura, a variedade crescente de veículos e a rápida renovação tecnológica do segmento tornam necessário avaliar autonomia, rotina de deslocamentos, acesso à recarga, manutenção e perspectiva de revenda antes da compra. A própria atualização de agosto de 2026 do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, já reúne informações de 959 modelos e versões, incluindo 185 veículos elétricos, 113 híbridos plug-in e 110 híbridos, permitindo ao consumidor comparar eficiência energética, consumo, emissões e autonomia entre diferentes tecnologias.

Sobre o Clube Unir
O Clube Unir é uma associação de proteção veicular que atua com base nas normas da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o setor. Com mais de 10 anos de experiência no segmento, a associação nasceu com o propósito de oferecer um serviço transparente, eficiente e acessível. Atualmente, conta com mais de 30 mil associados ativos e já ultrapassou a marca de 60 mil atendidos ao longo de sua história. O Clube Unir tem como missão oferecer proteção veicular e benefícios com excelência, ética e transparência, proporcionando segurança, transformação e encantamento real na vida dos seus associados.

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