Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com algum tipo de doença bucal

Especialistas em odontologia reforçam que a saúde bucal é peça fundamental para o bem‑estar geral e qualidade de vida das pessoas. Embora muitas vezes negligenciada, a saúde da boca – que inclui dentes, gengivas e tecidos associados – está diretamente ligada à saúde do organismo como um todo, influenciando desde funções básicas como mastigação e fala até autoestima, comunicação social e bem‑estar emocional.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com algum tipo de doença bucal, como cáries, periodontite ou outras condições crônicas da boca, o que representa um dos maiores desafios de saúde pública global.
A prevenção é a base para garantir saúde bucal duradoura. “Cuidar da saúde bucal não é apenas manter um sorriso bonito, mas proteger o corpo inteiro de processos inflamatórios e infecções que podem agravar ou estar associados a doenças sistêmicas, como diabetes e complicações cardiovasculares. Alimentação equilibrada, higiene diária adequada e visitas regulares ao dentista são pilares essenciais desse cuidado”, destaca Dr. Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany.
Qualidade de vida
Uma boa saúde bucal impacta diretamente a qualidade de vida, influenciando positivamente a autoestima, a socialização, a comunicação e até o desempenho profissional. Problemas bucais negligenciados podem levar à dor, mau hálito, perda dentária e prejuízos emocionais, afetando a rotina e relações interpessoais.
O cuidado eficaz com a boca envolve mais do que escovação: a utilização de fio dental diariamente, dieta equilibrada e limitação de açúcares, além de check‑ups regulares com profissionais qualificados, são medidas essenciais para prevenir doenças e seus impactos sistêmicos. Consultas frequentes permitem diagnosticar precocemente problemas como cáries ou gengivites, evitando consequências mais graves no futuro.
“É urgente que a população compreenda que investir em saúde bucal é investir em qualidade de vida, bem‑estar e confiança para viver melhor. A boca é a porta de entrada do corpo e, quando negligenciada, pode comprometer muito mais do que um sorriso”, afirma Dr. Paulo Zahr.
O que pode ocorrer se não cuidar dos dentes
Algumas situações e até doenças podem surgir, caso não cuidemos dos dentes, alerta Dr. Paulo Zahr. Entre elas:
- Cárie dentária: pequenas cavidades nos dentes podem evoluir para dor intensa, infecções e até perda dentária se não forem tratadas.
- Gengivite: inflamação da gengiva que causa vermelhidão e sangramento, é o estágio inicial da doença periodontal.
- Periodontite: evolução da gengivite, podendo destruir ossos e tecidos que sustentam os dentes, levando à perda dentária.
- Abscesso dentário: acúmulo de pus causado por infecção bacteriana, provocando dor intensa e risco de espalhar a infecção pelo corpo.
- Halitose: mau hálito persistente, muitas vezes causado por acúmulo de placa bacteriana e problemas na gengiva.
- Tártaro: formação de placa endurecida que favorece inflamações gengivais e facilita o desenvolvimento de cáries.
- Pericoronarite: inflamação ao redor de dentes parcialmente erupcionados, comum em terceiros molares (dentes do siso), podendo causar dor e inchaço.
- Mau posicionamento dentário: a falta de cuidado pode agravar desalinhamentos, causando dificuldade para mastigar e problemas na fala.
- Infecções sistêmicas: bactérias bucais podem entrar na corrente sanguínea, aumentando o risco de doenças cardíacas, diabetes e complicações respiratórias.
- Câncer bucal: embora a má higienização não seja causa direta, inflamações crônicas, feridas persistentes e irritações contínuas na boca podem aumentar o risco de alterações celulares. Os principais fatores de risco comprovados são tabagismo, consumo de álcool, HPV e exposição solar excessiva no caso do câncer de lábio.
